quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Preso um dos suspeitos de chefiar tráfico na Mangueira

Ele foi encontrado nesta manhã durante operação da Polícia Civil.
Segundo a polícia, 'De' é o braço direito do chefe no local.

Do G1, no Rio

Um dos suspeitos de chefiar o tráfico de drogas no Morro da Mangueira foi preso nesta quarta-feira (2) numa operação da 17ª DP (São Cristóvão), com apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). As informações são da assessoria da Polícia Civil.

Segundo a polícia, o suspeito conhecido como 'De', de 21 anos, é o braço direito de Wagner da Silva Assunção, também chamado de “WG” ou “Sargento”.

A polícia chegou ao local após denúncias. O suspeito foi encontrado numa casa num alto de uma localidade conhecida como Loteamento. Com ele, foram apreendidas uma pistola Glock, maconha e cocaína. Outras seis pessoas foram detidas.

Três mortos

Três suspeitos de tráfico de drogas morreram nesta quarta-feira (2) num confronto com policiais militares no Morro da Serrinha, em Madureira, no subúrbio do Rio. As informações são da sala de polícia do Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, para onde os homens foram levados.

Além dos mortos, um outro suspeito foi preso no Morro do Juramento. 

Desde o início da manhã, cerca de 100 PMs de quatro batalhões cercam os acessos aos morros do Juramento, em Vicente de Carvalho, da Serrinha e do Cajueiro, em Madureira. No Cajueiro, os PMs apreenderam três armas, maconha, cocaína, além de material para enrolar as drogas.

No sábado (29), um confronto entre traficantes rivais no Morro do Juramento levou pânico aos moradores da região feriu cinco policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda).

Bope no Pavão-Pavãozinho

Também nesta quarta, um tiroteio entre policiais militares e traficantes no conjunto de favelas Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na Zona Sul, fez com que a Secretaria estadual de Obras interrompesse os serviços do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na comunidade.
De acordo com a Secretaria, 450 funcionários foram dispensados por medida de segurança.

Alguns policiais chegaram a pedir documentos aos moradores. Apesar do tiroteio, o comércio ficou aberto e os ônibus circularam normalmente.

Ainda não há informações de feridos no confronto e nem de prisões ou apreensões.

G1 > Edição Rio de Janeiro

terça-feira, 1 de setembro de 2009

MP pede a prisão de dois PMs por homicídio

Crime em Cachoeiras de Macacu

O Ministério Público pediu a prisão preventiva de dois policiais militares pelo assassinato de Bruno Barreto Raposo, em Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana do Rio. Os PMs Denilson Custódio de Souza e Gelson Luiz da Costa Cordeiro vão responder por homicídio qualificado. Ou seja, quando o crime foi cometido por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima.

Segundo a denúncia feita pelo Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO), os dois policiais, junto com outras pessoas não identificadas, mataram Bruno, a tiros, no Morro da Manteiga, no bairro Boa Vista, em 30 de janeiro de 2008.

A vítima teve as mãos amarradas para trás e foi alvejada pelas costas.Bruno era testemunha ocular de um outro homicídio cometido por um outro policial militar. Menos de um mês depois de matarem Bruno, Denílson e Gelson apresentaram Antonio José Pessanha Torres na 159ª DP (Cachoeiras de Macacu), apontando-o como autor do crime. Na ocasião, os PMs chegaram a entregar na delegacia um revólver calibre 38, que teria sido usado no crime.

Como o confronto dos estojos de munição encontrados próximos ao cadáver de Bruno e o revólver apresentado pelos PMs teve resultado positivo, Antonio José acabou denunciado e levado a julgamento. O Ministério Público, porém, pediu a absolvição do réu, sustentando ausência de provas. Os jurados absolveram Antonio José.

A denúncia do MP diz: "Desta forma, apesar de Antonio José Pessanha Torres ostentar antecedentes criminais, dando credibilidade à versão arquitetada pelos denunciados, de que seria o autor do crime, sua absolvição em plenário acabou evidenciando que os estojos de revólver apreendidos junto ao cadáver foram ali plantados, até porque tal tipo de arma de fogo não conta com mecanismo extrator; que os depoimentos das testemunhas apresentadas pelos denunciados eram mentirosos; e que a arma utilizada no crime foi a apresentada pelos denunciados, na verdade os únicos personagens identificados da farsa que estiveram na sua posse desde a data do homicídio e que tinham interesse na morte da vítima, em benefício do grupo criminoso em atuação na região."

Caso de Polícia - Extra Online

Imagens mostram detento fugindo de presídio vestido de mulher

Ele estava maquiado e carregava sacola.
Seap abriu sindicância para apurar caso.

Do G1, no Rio

 

As imagens de uma das câmeras de segurança do Conjunto Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste, mostram o momento em que um preso, vestido de mulher, consegue escapar do presídio.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio (Seap), ele estava vestido de mulher e usava peruca e maquiagem.

Veja ao lado as imagens da fuga
A Seap abriu uma sindicância para investigar a fuga. O resultado deve sair em até 30 dias. Os agentes e servidores que trabalharam no dia da fuga estão afastados do setor. O foragido é Vilcir Ferreira da Costa. Ele estava no presídio Plácido de Sá Carvalho e conseguiu escapar no dia 15 de agosto.

De acordo com a Seap, o preso teria aproveitado o dia de visitas para fugir no meio de mulheres que foram visitar outros detentos.

Inspetores sob suspeita

O secretário de Administração Penitenciária, coronel Cesar Rubens Monteiro, não descarta a participação de inspetores na fuga.

“Com certeza houve no mínimo quebra das regras básicas de segurança no que diz respeito à saída dos visitantes das unidades prisionais por parte dos inspetores de serviço”, declarou o secretário. 

Imagens mostram fuga

Monteiro disse que vai examinar as imagens captadas pelo sistema de monitoramento e pelas câmeras do Complexo de Bangu para avaliar as circunstâncias da fuga. Com o material, a Seap espera descobrir se houve ajuda de agentes e de outros servidores na fuga.

“É lamentável que isso ocorra, apesar dos esforços que temos feito, investindo pesados recursos na formação e na qualificação dos servidores e ainda em tecnologia de ponta, visando a aperfeiçoar o sistema de segurança das unidades”, declarou o secretário.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Polícia ainda procura corpos em cemitério clandestino na Zona Oeste

Diversas ossadas e dois cadáveres foram encontrados nesta terça (1º).
Cemitério clandestino seria usado por milicianos.

Do G1, no Rio

Depois de encontrar dois corpos enterrados, sendo um deles algemado, além de partes de um terceiro corpo, a Polícia Civil continua no suposto cemitério clandestino encontrado nesta terça-feira (1º) em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O local seria usado por milicianos.

O cemitério funcionava na Rua Campo Grande, onde era sediada uma antiga instalação de um estaleiro. De acordo com a polícia, os bombeiros foram para o local para tentar esvaziar duas cisternas à procura de corpos.

Segundo informações da Polícia Civil, uma das cisternas possui 18 mil litros, o que fará com que a operação seja estendida até quarta-feira (2). Ninguém foi preso.

Chacina em julho

Há indícios de que os cadáveres sejam de pessoas de uma mesma família, assassinadas durante uma chacina em julho deste ano.
Na época, a polícia fez uma operação na favela e prendeu quatro suspeitos de integrar grupos paramilitares da região.

A Favela do Barbante foi já foi controlada pela quadrilha do ex-policial militar Ricardo Batman, acusado pela Justiça de chefiar um grupo de milicianos na Zona Oeste. Batman foi preso em maio.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Deputados revogam lei que proibia baile funk em comunidades

Votação ocorreu na tarde desta terça-feira (1º).
Também foi aprovada lei que define o funk como movimento cultural.

Carolina Lauriano Do G1, no Rio

Deputados estaduais do Rio aprovaram no início da noite desta terça-feira (1º) o projeto de lei que define o funk como movimento cultural. Os deputados também votaram nesta terça a favor da revogação da lei que impõe normas para a realização de eventos como raves e bailes funk em comunidades do Rio

A lei revogada nesta terça era de autoria do deputado cassado Álvaro Lins, ex-chefe de polícia no governo de Rosinha Garotinho, e foi aprovada no dia 27 de maio de 2008.

O projeto de lei aprovado será encaminhado para o governador Sérgio Cabral para que ele sancione a nova lei. Segundo a assessoria da Assembleia Legislativa do Rio, o projeto assegura a realização de manifestações próprias relacionadas ao funk, e diz que os assuntos relativos ao estilo sejam, prioritariamente, da competência de secretarias ou outros órgãos ligados à cultura.

Protesto

Centenas de funkeiros e admiradores do ritmo carioca ficaram reunidos em frente Alerj aguardando a votação dos deputados estaduais sobre a revogação da lei que cria normas para a realização de festas raves e bailes funks.

Grandes nomes não só do funk, mas também do samba, estão presentes nas escadarias da Alerj: Neguinho da Beija-Flor e Ivo Meirelles, que levou a bateria da Mangueira para o encontro.

DJ Malboro e Rômulo Costa (fundador da Furacão 2000) comandam o movimento, enquanto MC Leonardo (presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk) e MC Júnior animam mais de 200 pessoas que se aglomeraram em frente à Alerj.

"Acho que é o primeiro passo de uma grande vitória do funk no Rio. É a vitória do favelado, que está na luta. Tenho certeza de que vai ser revogada essa lei", disse Mariana Gomes, estudante da UFF e 'amiga do funk'. 

G1 > Edição Rio de Janeiro

Polícia encontra cemitério clandestino da milícia

Grupo usaria local na Zona Oeste para esconder os corpos das vítimas.
Corpos que seriam de uma mesma família foram encontrados.

Do G1, no Rio

Agentes da Delegacia de Homicídios encontraram nesta terça-feira (1º) um cemitério clandestino, próximo à Favela do Barbante, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. As investigações da polícia indicam que milicianos usavam o local para esconder os corpos das vítimas. As informações são do assessoria da Polícia Civil.

Segundo a polícia, no local foram encontrados dois corpos, sendo um deles algemado, além de partes de um terceiro corpo. Há indícios de que os cadáveres sejam de pessoas de uma mesma família, assassinadas durante uma chacina em julho deste ano.

Na época, a polícia fez uma operação na favela e prendeu quatro suspeitos de integrar grupos paramilitares da região.

A Favela do Barbante foi já foi controlada pela quadrilha do ex-policial militar Ricardo Batman, acusado pela Justiça de chefiar um grupo de milicianos na Zona Oeste.

Batman foi preso em maio.

G1 > Edição Rio de Janeiro

PM faz operações para mapear pontos de tráfico em morros do Rio

Criminosos não foram encontrados.
PM usou veículo blindado nas ações.

Do G1, no Rio

A Polícia Militar fez nesta terça-feira (1º) duas operações para encontrar traficantes e mapear os principais pontos de vendas de drogas e armas no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, no subúrbio, e na Vila Vintém, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Nas ações, ninguém foi preso e também não houve apreensão de armas e drogas.

Segundo o comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), coronel Edvaldo Camelo, as ações no Morro do Juramento vão continuar ao longo da semana.

Operação na Vila Vintém

Na Favela Vila Vintém, os policiais procuraram pontos de venda de drogas. O veículo blindado, conhecido como “caveirão”, deu apoio aos agentes. Ninguém foi preso.

No início da manhã desta terça-feira (1º), policiais do 14º BPM (Bangu) prenderam um suspeito de tráfico de drogas, na Favela Terra Nostra, em Anchieta, no subúrbio do Rio. Com ele, foram encontrados um revólver calibre 38, um radiotransmissor e drogas.

Tiroteio interrompeu circulação do metrô

Na segunda-feira (31), um tiroteio no Morro do Juramento interrompeu a circulação da linha 2 do metrô por três vezes, entre as estações de Tomás Coelho e Pavuna. No sábado (29), uma troca de tiros entre traficantes rivais e policiais deixou cinco PMs feridos.

Segundo a polícia, cerca de cem bandidos participaram da tentativa de invasão ao Morro do Juramento. Parte deles teria usado um caminhão no transporte até o local. Muitos motoristas fugiram assustados ao ver o bloqueio. O carro dos PMs ficou destruído pelos tiros no confronto e foi rebocado.

G1 > Edição Rio de Janeiro