quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Polícia encontra nove bombas na Vila Cruzeiro

Apreensão inclui ainda quatro morteiros e fardas.
Ninguém foi preso durante a ação.

Do G1, no Rio

A polícia encontrou na tarde desta quarta-feira (4) nove bombas de fabricação artesanal e quatro morteiros na Vila Cruzeiro, no subúrbio do Rio. Durante a ação, foram localizados também 800 papelotes de cocaína e 20 trouxinhas de maconha.

Os policiais do 16º BPM (Olaria) também encontraram três roupas camufladas. O caso foi encaminhado para a 22ª DP (Penha). 

Crack em Cordovil

Num patrulhamento de rotina, policiais do 16º BPM apreenderam 1.362 pedras de crack com um grupo de traficantes que estava num beco na Cidade Alta, em Cordovil, no subúrbio do Rio.

Houve perseguição e um dos suspeitos, de 22 anos, na fuga, caiu de uma laje e se feriu. Ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio, onde segundo as primeiras informações da PM, passaria por uma cirurgia.

Além do crack, policiais apreenderam também duas balanças e material para embalar a droga. De acordo com policiais da 38ª DP (Irajá), foram apreendidas também figurinhas com a foto do jogador Adriano, que seriam coladas nas embalagens da droga.

O material foi levado para delegacia, de onde será encaminhado para a perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

G1 > Edição Rio de Janeiro

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Polícia montada reforça segurança no Aterro e em Santa Teresa

Nove policiais do RPMont vão atuar na região.
Segundo a PM, patrulhamento com cavalos é mais eficiente.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

 

O Aterro do Flamengo e o bairro de Santa Teresa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, recebem a partir desta terça-feira (3) um patrulhamento especial. Nove policiais do Regimento de Polícia Montada (RPMont) vão reforçar a segurança da região.

A decisão de usar a polícia montada foi tomada porque tanto Santa Teresa como o Aterro do Flamengo sofrem com problemas de assaltos a pedestres e furtos de automóveis.

De acordo com a Polícia Militar, o patrulhamento com cavalos é mais eficiente no combate a esses crimes.

G1 > Edição Rio de Janeiro

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Alerj vota reajuste de 5% para policiais e bombeiros

POR ALESSANDRA HORTO, RIO DE JANEIRO

Rio - A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vota amanhã o projeto de lei que vai reajustar em 5% os vencimentos básicos e os soldos dos policiais civis, militares e bombeiros.

A votação promete ser disputada, pois os parlamentares integrantes da oposição garantem que vão repetir o cenário inédito que aconteceu na semana passada. Na ocasião, os deputados aprovaram emendas ao projeto original dando aumento aos agentes penitenciários.

As duas propostas retrocederam a validade do reajuste de 1º de outubro para 1º de maio, e elevaram os valores dos vencimentos básicos desse grupo de servidores estaduais. Os deputados da oposição ao governo Sérgio Cabral também querem aprovar as mesmas medidas para as categorias integrantes do projeto de lei que será votado amanhã.

Se for aprovado no formato original, o aumento de 5% será válido a partir de 1º de outubro. Mas caso a votação de amanhã aprove o projeto de lei, de acordo com o conteúdo original, o soldo final, com mais os 5% de reajuste, de um soldado (policial militar ou bombeiro) Classe A passará a ser de R$ 301,12. O de um 2º sargento (PM ou bombeiro) subirá para R$ 440,27. O novo soldo de um capitão será de R$ 724,49.

Já para os policiais civis, o reajuste de 5% elevaria o vencimento básico de um papiloscopista 2ª Classe para R$ 614,69. E de um inspetor 3ª Classe para R$ 579,77.

A partir do dia 1º de dezembro, o governo do estado também vai pagar R$ 350, a título de gratificação, para os policiais civis e os bombeiros que participarem de programas de qualificação.

O DIA ONLINE

PM vai investigar major que provocou confusão em blitz da Lei Seca

Ele teria sido autuado por desacato e desobediência.
O major trabalha atualmente na Diretoria Geral de Pessoal (DGP).

Do G1, no Rio

A PM vai abrir um inquérito policial militar para investigar a conduta do major Fernando Correa de Oliveira, que teria causado tumulto durante uma blitz da Lei Seca, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. As informações são do capitão Ivan Blaz.

O caso foi registrado na 77ª DP (Icaraí). Ele teria sido autuado por desacato e desobediência. O major foi ouvido e liberado.

Segundo as primeiras informações, ele teria tentado furar a blitz, e teria se recusado a fazer o teste do bafômetro durante a fiscalização.

De acordo com a PM, o major trabalha atualmente na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) e aguardava uma nomeação na ouvidoria da PM, que foi cancelada, segundo determinação do comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte. A medida será publicada no boletim interno da PM neste terça-feira (3), informou a assessoria da Polícia Militar.

A PM aguarda a chegada dos autos relativos à ocorrência, que foi registrada na 77ª DP (Icaraí).

G1 > Edição Rio de Janeiro

domingo, 1 de novembro de 2009

Ex-PM flagrado armado em shopping é o novo chefão da milícia

Golpe da Liga da Justiça

O ex-PM Toni Ângelo Souza Aguiar está foragido. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Após a prisão de Maciel Valente de Souza, de 33 anos, apontado pela polícia como braço-direito do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, a milícia Liga da Justiça passará a ser "comandada" pelo também ex-PM Toni Ângelo Souza Aguiar. Contra Toni, que está foragido, há mandados de prisão pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha.

Toni Ângelo foi expulso da PM este ano, após ter sido flagrado andando armado no estacionamento de um shopping em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, com outros dois milicianos. As imagens do circuito de segurança do shopping, gravadas no dia 15 de janeiro, foram exibidas com exclusividade pelo blog Casos de Polícia no dia 23 do mesmo mês. Segundo a polícia, os três procuravam por um desafeto no local com a intenção de matá-lo.

Clique aqui e assista ao vídeo

Eles chegaram ao local às 22h12m e saíram às 22h18m, após revistarem diversos carros e não terem encontrado o inimigo. Dois seguranças do shopping também aparecem nas imagens, discutindo com os milicianos. Mesmo com a presença dos seguranças, os criminosos continuaram a caminhar pelo estacionamento com as armas nas mãos, procurando pelo desafeto. Inicialmente Toni circula com um revólver calibre 38 na mão, mas depois saca uma pistola calibre 9 milímetros e passa a andar com as duas armas expostas. Às 22h23m, as imagens do circuito de segurança mostram dois policiais militares fardados chegando ao estabelecimento. Os PMs foram chamados por funcionários do shopping, mas não encontraram os milicianos.

Caso de Polícia - Extra Online

PM confirma 3 feridos por bala perdida em tentativa de invasão em Bangu

Segundo a PM, a princípio, vítimas seriam moradores da região.
Na madrugada, traficantes da Vila Aliança tentaram invadir a Vila Kennedy.

Do G1, no Rio

O 14º BPM (Bangu) confirmou que três pessoas ficaram feridas por bala perdida durante uma tentativa de invasão de traficantes da Favela Vila Aliança na comunidade de Vila Kennedy, em Bangu, na Zona Oeste, na madrugada deste domingo (1º).

Segundo a polícia, os feridos, que a princípio seriam moradores da Vila Kennedy, foram levados para o Hospital estadual Albert Schweitzer, em Realengo, também Zona Oeste. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

A tentativa de invasão

Por volta das 4h, traficantes da Favela Vila Aliança tentaram invadir a comunidade de Vila Kennedy. Houve troca de tiros entre as facções rivais, mas com a chegada da polícia, o tiroteio cessou.

A polícia informou que várias viaturas estão no local para impedir que novos confrontos aconteçam. A situação é tranquila nesta manhã.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Especialistas se dividem sobre estratégias de segurança para 2016

Pesquisador da UFF afirma que UPPs são 'lorotas'.
Para sociólogo, polícia tem que ocupar 60% das favelas até 2016.

Carolina Lauriano Do G1, no Rio

Foto: Agência O Globo/Fabiano Rocha

Para especialistas, a imagem do helicóptero abatido por traficantes não chega a prejudicar a cidade (Foto: Agência O Globo/Fabiano Rocha)

Com a visita de uma equipe do Comitê Olímpico Internacional (COI) ao Rio de janeiro no sábado (31), os preparativos da cidade para receber as Olimpíadas de 2016 começam a virar realidade. "Nessa reunião, sugeriram muita tranquilidade e muito esforço no planejamento. Acabou a emoção e agora é pé no chão para que a gente possa realizar os jogos", disse o prefeito Eduardo Paes sobre o encontro.

Entretanto, especialistas em segurança acreditam que o Rio terá um grande desafio para combater a violência, tanto para a Copa em 2014 quanto para os Jogos Olímpicos. Eles se dividem em relação às estratégias a serem adotadas, mas concordam que o episódio do dia 17 de outubro, quando um helicóptero da PM foi abatido por traficantes, não prejudica tanto a imagem cidade.

Para o sociólogo José Augusto Rodrigues, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto a imprensa internacional já estavam cientes, quando acompanharam o Rio durante a campanha para a sede das Olimpíadas, sobre eventuais brigas entre as facções armadas na cidade.

“Essa informação já existia, não chegou a ser uma novidade. Evidente que um helicóptero das forças da ordem, abatido por uma arma de grosso calibre durante uma operação policial, sempre causa um arranhão na imagem da cidade. Mas o abate do helicóptero é que é o centro de gravidade para os outros países”.

O antropólogo Lênin Pires, pesquisador do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (Nufep/UFF), concorda que o episódio da derrubada do helicóptero teve mais um efeito simbólico.

“Não é primeira vez que matam policiais. Isso aconteceu outras vezes e em situações espetaculares, com incêndios de ônibus e grupos armados. Só a derrubada do helicóptero é inédita. Daqui até 2016, policiais vão perder a vida, assim como pessoas do crime ou inocentes, infelizmente.

O COI não vai repensar sua estratégia por conta disso”, disse, acrescentando que a única mudança que isso pode refletir nos planos das Olimpíadas é o destino dos recursos que serão mobilizados.

UPPs

O ponto de discórdia entre os estudiosos está em uma iniciativa recente do governo do estado: a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que hoje ocupa cinco favelas da cidade (Chapéu Mangueira, Babilônia e Dona Marta, na Zona Sul; Batam e Cidade de Deus, na Zona Oeste).

Segundo o sociólogo José Augusto Rodrigues, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a estratégia da UPP é uma boa saída.

“O ideal é que até as Olimpíadas pelo menos 60% das comunidades do Rio estejam sob alguma forma de controle da polícia”, estimou Rodrigues, que alerta para a necessidade de verba e de aumento de efetivo para que esse projeto seja implementado até os jogos.

Já o antropólogo da UFF acredita que a medida é marketing da polícia: “Essa ideia de pacificação é como a música do Rappa, que diz ‘paz sem voz não é voz, é medo’. Como você diz que há pacificação se tem ocupação da polícia? A ideia da polícia distribuindo flores e brinquedo nas favelas é lorota. Isso é propaganda que vai render votos”, afirma Pires.

Uma das grandes preocupações é com os traficantes que são expulsos dessas comunidades ocupadas pela polícia e que acabam migrando para outros morros, como aconteceu no dia 17 de outubro.

“Se sabíamos que isso ia acontecer, onde está o serviço de inteligência da polícia?”, questiona o antropólogo.

Reformulação na polícia

Para o cientista político e ex-secretário Nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares, a polícia carioca precisa ser reformulada:

“Eu acho que nós vamos ter um grande desafio, mas também uma oportunidade de promover as reformas mais profundas que estão sendo sempre adiadas. Nós vamos ter que refundar as polícias do Rio, a Polícia Civil e a Polícia Militar, em um novo padrão de integração entre elas, com novo padrão salarial e com nova articulação entre as polícias e a sociedade, um novo padrão de relacionamento”, disse Soares.

O acesso dos traficantes às armas de guerra é um dos principais problemas que os estudiosos acreditam que deve ser combatido com urgência. “Combater o tráfico de armas é uma responsabilidade do governo federal”, disse Rodrigues.

Para o pesquisador Lênin Pires o episódio do dia 17 de outubro é “uma oportunidade para se pensar como essas armas entram e por que essas pessoas ficaram soltas, o que esta por trás disso”.

G1 > Edição Rio de Janeiro