quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mudanças no comando de 11 batalhões

Troca-troca na PM

Serão publicadas no Boletim Interno da PM desta quinta-feira mudanças no comando de 11 batalhões da corporação no estado. Veja as alterações:

2º BPM (Botafogo) - assume o tenente-coronel Antônio Carlos Carballo Blanco

7º BPM (Alcântara) - assume o tenente-coronel Roberto Gil

12º BPM (Niterói) - assume o tenente-coronel França

13º BPM (Praça Tiradentes) - assume o tenente-coronel Xavier

18º BPM (Jacarepaguá) - assume o tenente-coronel Djalma Beltrami, que também é árbitro de futebol.

21º BPM (São João de Meriti) - assume o tenente-coronel George Freitas de Souza, que já foi chefe de Inteligência do Palácio Guanabara.

35º BPM (Itaboraí) - assume o tenente-coronel Marcos Ribeiro

38º BPM (Três Rios) - assume o tenente-coronel Fernandes

39º BPM (Belford Roxo) - assume o tenente-coronel Ruy Loury, que comandava o 6º BPM (Tijuca) na época do episódio da morte do menino João Roberto Amorim

40º BPM (Campo Grande) - assume o tenente-coronel Alec Moura, cujo nome constava na lista de pagamentos do bicheiro Castor de Andrade

Também está prevista mudança no comando do 27º BPM (Santa Cruz). Já no 8º BPM (Campos), já assumiu o comando o tenente-coronel Gilmar Barros dos Reis, que estava na Diretoria Geral de Pessoal (DGP), a "geladeira" da PM.

Caso de Polícia: Extra Online

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Bandidos invadem casa do vereador Batata, de Magé

por Marcelo Gomes

Assalto ou tentativa de execução?

Batata ri ao chegar à delegacia de Magé, após ter sido preso no apartamento da família da prefeita Núbia Cozzolino. - Foto: Fábio Guimarães/13.02.2007Quatro bandidos armados de pistola invadiram, na manhã desta terça-feira, a casa do vereador de Magé Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata, no bairro da Barbuda, próximo do Centro do município. Por volta das 8h, os criminosos renderam o caseiro e o obrigaram a abrir o portão. No quintal, eles renderam um policial militar, que trabalha como segurança da residência, e roubaram sua arma e seu celular.

Os bandidos, então, queriam que o caseiro abrisse a porta da casa, mas como ele não tem a chave, não conseguiram. Enquanto isso, num momento de distração dos marginais, o segurança que havia sido rendido conseguiu escapar. Batata, que estava em casa com o filho de 13 anos, acordou com o latido dos cachorros, percebeu a movimentação pelas câmeras de segurança da residência e chamou a polícia.

Como não conseguiram entrar na casa, os criminosos — que estavam num Meriva verde e num Gol azul — fugiram e sequestraram o caseiro, que foi abandonado cerca de uma hora depois no Conjunto Habitacional da Cidade Alta, em Cordovil, na Zona Norte do Rio.

— Não tenho inimigos e nunca recebi ameaças de morte. Acho que foi uma tentativa de assalto. Sou comerciante e vereador. Devem achar que eu tenho dinheiro — afirmou Batata, acrescentando que ele e o caseiro têm condições de fazer retrato-falado dos bandidos.

O vereador disse ainda que vai reforçar a sua segurança pessoal e a da residência:

— O sistema de câmeras apenas monitora. Mas vou instalar um equipamento que grave as imagens 24 horas por dia. Atualmente eu ando diariamente com dois seguranças. Vou contratar outros.

Batata, o caseiro e o policial militar que foi rendido já prestaram depoimento na 65ª DP (Magé). Para a polícia, há outra linha de investigação além da tentativa de assalto, apesar das declarações do vereador.
— Também trabalhamos com a hipótese de que a intenção era matar o vereador — disse o delegado Carlos Quelotti, da 65 DP (Magé).

O vereador Batata é réu em quatro processos de assassinato na Justiça: do Policial Militar e também vereador de Magé Dejair Corrêa, ocorrido em fevereiro de 2007; do também vereador de Magé Alexandre Augusto Pereira Alcântara, em janeiro de 2003; da então vice-prefeita de Magé Lídia de Almeida Menezes, em junho de 2002; e do jornalista de Magé Mário Coelho da Rocha, o Mariozinho, em agosto de 2001.

Poucos dias após o assassinato de Dejair Corrêa, Batata teve sua prisão decretada pela Justiça. Ele foi preso por policiais do 34º BPM e da 65ª DP (Magé) no dia 13 de fevereiro de 2007, escondido no apartamento da família da então prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

No entanto, no dia 16 de março daquele ano, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar a favor de Batata, colocando-o em liberdade.

O benefício foi estendido aos outros acusados de envolvimento no crime, que aguardam julgamento em liberdade.

Caso de Polícia - Extra Online

IPVA mais barato para 800 mil veículos no Rio

Governador Sérgio Cabral sanciona lei que reduz valor do tributo para veículos bicombustíveis. Desconto já vale para o imposto deste ano

POR EDUARDO PIERRE

Rio - Boa notícia para quem tem carro e moto flex: o IPVA vai ficar 25% mais barato já para este ano. O governador Sérgio Cabral sancionou ontem lei que dá desconto no imposto para veículos bicombustíveis. A medida sai hoje no Diário Oficial do estado e vai beneficiar proprietários de 800 mil automóveis e motos.

A Secretaria Estadual de Fazenda não informou se haverá mudanças no calendário de pagamento. O imposto começará a vencer na terça-feira, para donos de veículos com placas terminadas em zero. Dia 14 é a vez do final de placa 1.

Também não foi confirmado o prazo para a liberação das guias de pagamento. Até ontem, o site da Fazenda informava que os valores ainda não estavam disponíveis — a previsão é que as GRDs sejam liberadas na sexta-feira.

ENTENDA O BENEFÍCIO

Na prática, a Lei 5.635, de autoria do deputado Gilberto Palmares, reduz de 4% a 3% a alíquota estipulada para veículos bicombustíveis.

Esse índice incide sobre o valor de mercado do carro ou moto — levantado pela Secretaria de Fazenda. O resultado é o IPVA. Junto com o imposto, o motorista ainda pagará o seguro DPVAT, o DAD, o licenciamento anual e taxa de serviço bancário. Esse acréscimo não terá desconto.

Para pagar o IPVA, o contribuinte deve acessar www.itau.com.br. No canto superior direito, no menu ‘Itaú em um clique’, há a opção ‘Serviços de Detran’. Digite o Renavam e selecione 2010.

Há a opção de pagar em cota única com 10% de desconto ou em três vezes. O IPVA é obrigatório para agendar a vistoria anual do Detran.

O DIA ONLINE - RIO

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PRF: Mortes nas estradas durante feriado do fim do ano têm redução de 67%

Rio - A Polícia Rodoviária Federal contabilizou até às 24h de domingo os dados estatísticos do feriadão do Réveillon nas rodovias federais fluminenses. A análise revela que os dias de festas tiveram redução de 67% no número de mortes e 20% menos feridos em comparação com 2009.

Entre os dias 28/12 de 2009 e 03/01 de 2010, foram registrados 295 acidentes, com 83 feridos e 4 mortes. no mesmo período anterior foram 210 acidentes, com 102 feridos e 12 mortos. Os dados também foram melhores do que os registrados no feriadão do Natal de 2009, quando ocorreram 291 acidentes, com 135 feridos e 7 mortos.

A 'Operação Fim de Ano' começou nas rodovias federais ainda no dia 11 de dezembro de 2009. Com maior visibilidade durante praticamente todo o mês, os motoristas cometeram menos infrações. Entre 11 de dezembro e 03 de janeiro cerca de 8 mil motoristas foram multados. Enquanto em 2008 o número de infratores foi bem maior. No mesmo período cerca de 10 mil motoristas foram flagrados cometendo algum tipo de infração.

A PRF manteve o esquema de fiscalização para verificar se alguns motoristas ainda insistiam com a mistura bebida e direção. Desde o início da Operação Fim de Ano foram realizados mais de 9 mil testes, com 23 motoristas autuados e 13 presos.

No ano de 2008 a “Operação Fim de Ano” teve início no dia 20/12 e se estendeu até às 24h do dia 04/01. Foram registrados nesse período 640 acidentes, com 280 feridos e 33 mortes. O comparativo com o mesmo período em 2009 revela que a tendência de queda no número de mortes nas rodovias se manteve. Foram registrados 662 acidentes, 266 feridos e 16 mortes, ou seja, 50% menos mortes em 2009.

O planejamento da operação fim de ano também contemplou ações de combate ao crime. A PRF iniciou no dia 19 de dezembro a “Operação Saturno”, com foco nas regiões vulneráveis a práticas criminosas. Até às 24h de domingo foram apreendidos mais de 5kg de cocaína, cerca de 1kg de crack e meio quilo de maconha. Além disso quatro armas de fogo foram encontradas, 11 veículos roubados foram recuperados e 59 pessoas foram presas.

O DIA ONLINE - RIO

domingo, 3 de janeiro de 2010

Allan Turnowski: ‘Melhora de salário para ser exclusivo’

POR MARIA INEZ MAGALHÃES

Rio - A guerra da Polícia Civil este ano é contra um inimigo desarmado, que não está na lista dos mais perigosos do Rio e que há anos a instituição tenta combater, mas sem sucesso: o bico. Há oito meses à frente da Chefia de Polícia Civil, Allan Turnowski elegeu o fim do segundo emprego do policial como sua meta para 2010, e já prepara uma nova escala para que um número maior de agentes possa trabalhar todos os dias.

A primeira turma a estrear a nova forma de atuação da instituição será a de 460 inspetores. Eles começam a trabalhar em fevereiro. “Eles não fazem o bico, por isso dá para colocá-los para trabalhar todos os dias. Vamos provar que essa escala é possível”, afirmou Turnowski, garantindo que um planejamento para toda a Polícia Civil já está em elaboração.

“Não posso simplesmente tirar o trabalho externo. Preciso pagar por isso. A gente está trabalhando duro para isso”, assegurou ele, que fez um balanço de sua gestão e contou ainda quais são seus outros planos para 2010, quando poderá deixar o cargo.

Perguntado sobre a marca que quer deixar de sua administração, disse: “Quero que o policial tenha orgulho de dizer que é policial civil. Se conseguir isso, já estou satisfeito”.

O DIA: Qual a meta da Polícia Civil para 2010?

Allan Turnowski: – É a compra do bico. A mudança de escala, a exclusividade dos policiais na função policial. E para isso, a gente tem que conseguir pagar esse dinheiro que ele faz fora, para não faltar o leite que ele já conta, o colégio e o plano de saúde que ele já paga. O governador (Sergio Cabral) já deu aumento. A meta é essa: melhora de salário para ser exclusivo. Assim dá para praticamente sobreviver com os policiais que temos hoje.

Mas como isso será feito?

Está sendo estudado. A gente está trabalhando duro nisso. Hoje, a gente trabalha com 80% do efetivo no plantão, e 20% no expediente. A ideia é inverter isso. É colocar 70% dos policiais para trabalhar todos os dias, e 30% no plantão. Não é simplesmente só colocar o policial para trabalhar todos os dias. É um projeto maior. É mostrar ao policial a importância disso. A Polícia Federal, o Ministério Pública, o Judiciário trabalham assim. Se a gente quer falar que é polícia judiciária, tem que trabalhar no mesmo ritmo deles. Só que isso demanda uma série de questões estratégicas.

Acabaram de entrar na Polícia Civil 460 inspetores. O senhor disse que eles já vão trabalhar na nova escala. Por que só eles?

Porque eles ainda não fazem o bico e, por isso, dá para colocá-los para trabalhar todos os dias. Eles vão passar a trabalhar nos inquéritos todos os dias e não a cada três dias como acontece com a escala atual. E, por meio deles, vamos provar que essa nova escala é possível. Será uma espécie de laboratório. Investimos muito na formação desses novos policiais, principalmente no que diz respeito ao trabalho de investigação.

O senhor dividiu a chefia de Polícia Civil em operacional e administrativa. O que isso melhorou na prática para o trabalho da polícia?

Com a subchefia operacional, as operações passaram a ter padrão. É necessário que se levante a quadrilha toda, que se busque o dinheiro dessa quadrilha e não só a prisão. E mais que isso: a juntada de provas para a condenação daquela quadrilha. Isso deu uma qualidade muito maior à nossa investigação. Na subchefia administrativa, criamos o escritório de projetos e ela passou a ver tudo o que a ponta precisa. Muitas vezes querem dar o dinheiro, mas você não sabe como comprar. Para o ano que vem, teremos investimentos de R$ 100 milhões, fora o que vem da Secretaria de Segurança. Agora, a operacional diz o que precisa e a administrativa, compra.

A Operação Família S/A prendeu parentes do chefe do tráfico na Tijuca, Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, atacando o crime de modo diferente do habitual. Será uma nova forma de agir daqui para frente?

Sim. A operação no Borel não teve tiro. Se você olhar os índices da Tijuca, eles têm caído. Esse tipo de ação, em primeiro lugar, resgata o temor do traficante da ação policial. Então, não adianta comprar mais armas e mais drogas e fazer o enfrentamento com a polícia. A polícia agora está buscando o dinheiro do financiamento da compra da arma, da compra da droga. Isso (tráfico) é um negócio. Você tem o dinheiro que abastece o negócio. Vamos dizer que é o capital de giro. Com a venda da arma e da droga, você tem o lucro. A gente sempre atacou o capital de giro. Hoje está atacando o lucro. O que eles (parentes dos traficantes) compram, o que eles se beneficiam do dinheiro do tráfico.

Há outras investigações desse porte?

Sim, e maiores que essa que vão atingir barões do tráfico do Rio de Janeiro. Mas para que isso seja rotina, a gente deslocou boa parte do nosso orçamento para a inteligência. Estamos investindo em tecnologia para infiltração entre os investigados, para a compra de um software que faça a leitura das informações sobre as investigações de lavagem de dinheiro. Ganhamos o laboratório de lavagem de dinheiro e estamos qualificando nossos policiais. Esse software é extremamente sofisticado e faz em cinco minutos cruzamento de dados que manualmente demoraria um ano. Hoje isso é feito manualmente, com pesquisa. O policial busca um por um. Aí o portal (site que vai compartilhar, parcialmente, os bancos de dados da PM, Polícia Civil, Secretaria de Administração Penitenciária e Detran) também vai ter a sua função. Temos um banco de dados poderosíssimo e vamos passar a ter ferramentas para fazer investigações poderosíssimas.

A Divisão de Homicídios, que será inaugurada este mês, também está prometendo essas investigações poderosíssimas. Mas o índice de elucidação de homicídios com identificação do autor no Rio, segundo dados do Instituto de Segurança Pública de 2007, é de 9%. Esse percentual vai aumentar em quanto com a divisão?

Trabalhamos sempre para atingir 100% das elucidações dos crimes, mas nem sempre dá, por uma série de fatores. A diferença da divisão para as outras delegacias é que ela terá todos os profissionais, peritos, agentes e delegados, juntos na investigação desde a chegada ao local de crime até a conclusão do inquérito. Ter uma equipe completa atuando junto às chances de colocar o assassino na cadeia são grandes.

Ao assumir a chefia, o senhor priorizou o combate às milícias. Em 2008, foram presos 78 milicianos. Este ano, 252. Como alavancou esses números?

Hoje criou-se uma cultura de combate à milícia. Quando a Polícia Civil escolheu milícia como prioridade, conseguiu institucionalizar o problema e trazer outras instituições como o MP (Ministério Público) e o Judiciário, que estão do nosso lado. Tenho certeza de que hoje o miliciano sabe exatamente o peso da mão do estado.

É mais difícil combater a milícia ou o tráfico?

O que se tinha era uma habilidade maior para investigar o tráfico. As pessoas já sabiam fazer a investigação do tráfico e acabava que essas eram as únicas investigações feitas.

Outra novidade da sua gestão é a Coordenadoria de Controle de Presos, comandada pelo delegado Orlando Zaccone. Mas a custódia de detentos pela Polícia Civil, que hoje ainda cuida de cerca de 4 mil presos, é inconstitucional. Essa é uma questão discutida há tempos, mas que nunca foi resolvida.

Quando cheguei aqui, a delegacia da Pavuna (onde também há presos) não sabia o que acontecia na Baixada (que tem delegacias com carceragens), a Polinter também não. A gente não tinha uma real noção do que era a carceragem na Polícia Civil. Quantos presos a gente tinha, qual tipo de preso (a que facção pertencia). Com a criação da coordenadoria, ela passou a controlar essas informações. Hoje, as carceragens da Polícia Civil estão organizadas, mas estamos organizando algo que não é nosso. Para a Polícia Civil, melhorar também tem que largar isso (custódia de presos). Hoje, a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) fala com uma pessoa (Zaccone). Antes, tinha que falar com 11 carcereiros-chefes. Mas até o fim do ano, teremos todas as delegacias legais e as carceragens na Polícia Civil vão acabar.

Uma semana depois de assumir a Chefia de Polícia, o senhor prendeu Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, o criminoso mais procurado do estado na ocasião. Prisões fora do Rio e no Paraguai também foram feitas.

O Batman foi uma questão de persistência. Ficamos dias onde ele estava até pegá-lo. Ele gravou um vídeo falando sobre a milícia que deixou a sociedade perplexa. Foi um deboche, uma afronta ao estado e não podíamos permitir aquilo. E as prisões fora do Rio também são um novo modelo de ação. Vamos atacar não só o varejo, mas o atacado. Prendemos ainda quadrilhas envolvidas em outros crimes, como os fraudadores do RioCard e de ingressos. Com a padronização das investigações, a gente começa a ensinar a investigar da maneira que a gente entende que é correta, que é buscando sempre o caminho do dinheiro. Segue o dinheiro que você encontra o principal criminoso.

Os índices de criminalidade caíram onde há Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O que isso representa para a Polícia Civil?

Agora as comunidades vão funcionar como bairro. Cabe à Polícia Civil trabalhar a favela da mesma forma que o bairro. A delegacia do bairro vai atender a UPP como atende o asfalto. Aí você vai integrar o asfalto à favela. Essa é a nossa visão: valorizar o policiamento ostensivo e, dentro desse contexto, o trabalho de investigação vai ser feito de forma integrada. É a solução perfeita.

Mas não é comum as duas polícias atuarem juntas.

A 32ª DP (Jacarepaguá) fez uma investigação na Cidade de Deus — Operação Fórceps, que prendeu traficantes no início do mês — e, na hora de executar, chamamos a PM. Foi uma parceria sem dar um tiro, coisa inédita. Se estão dominando aquele local e vem dando certo, por que não chamar para a parceria?

Nessa gestão, a cúpula da segurança passou a ter metas a cumprir. A produtividade na Polícia Civil continuará a ser cobrada?

Vai continuar. Quando você tem um plano de metas, é a Secretaria de Segurança Pública vislumbrando o estado como um todo. Isso aí é uma organização fundamental para ter em 2010 um resultado mais expressivo ainda. Estou com meu menor índice de roubo e furto de automóveis dos últimos 12 anos e com o dobro da frota: tinha 2 milhões de carros e agora tenho 4 milhões. Baixamos todos os índices. É sorte? Não, é trabalho, é planejamento.

Mas a Polícia Civil ainda tem problemas. Qual o principal deles?

O corporativismo. Vou fortalecer a corregedoria. Há policiais envolvidos em extorsões, milícias. Este ano de 2010 vai ter policial civil prendendo policial civil. Pode acreditar.

Vocês já estão se preparando para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016?

Sim. Já fechamos vários convênios com cursos aqui e fora do Brasil. Vamos mandar nosso policiais para o exterior e vamos trazer pessoas de fora também para ajudar os policiais nessa preparação. Se conseguir implantar a nova escala de trabalho, ainda vou instituir o curso de inglês e espanhol para os policiais.

O governo Sergio Cabral, teoricamente, termina ano que vem e, consequentemente, o senhor deixará esse cargo. Que marca o senhor quer deixar da gestão Allan Turnowski?

Quero que o policial tenha orgulho de dizer que é policial civil. Que um filho possa dizer que o pai é policial civil. Se conseguir isso, já estou satisfeito.

O DIA ONLINE - RIO

"Boca de Sabão" revela como recebe denúncias de corrupção na PM

Fernando Torres

Polêmica na Twittosfera policial

Ele tem apenas 1.600 seguidores no microblog Twitter, mas suas palavras ecoam com força pelos bastidores da sociedade. No site de buscas Google, é mais procurado do que o Batalhão de Operações Especiais (Bope), famoso em todo o país depois do filme “Tropa de Elite”.

Na verdade, ele é mais de uma pessoa. Há nove meses, quatro oficiais da Polícia Militar, com o apoio de outros dez colegas de corporação, se juntaram para formar o Boca de Sabão, perfil anônimo que se notabilizou por denunciar, pelo Twitter, casos de corrupção que inundam as vísceras da PM.

Recentemente, o trabalho do Boca de Sabão foi elogiado pelo presidente da Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar (Assinap), Miguel Cordeiro:

— Jamais apoiamos o anonimato, mas o Boca de Sabão tem que se servir dessa estratégia para não ser punido por um regulamento disciplinar arcaico. No meio militar, a liberdade de expressão ainda causa espanto.

Segundo um de seus integrantes, o Boca de Sabão não é um instrumento político nem de promoção de algum grupo.

— Estamos aqui para denunciar e fazer pressão para que o comando da PM melhore sua relação com a tropa, se interesse pela miséria de salário que os policiais recebem e fique sabendo o que os comandantes nomeados fazem quando têm o poder nas mãos.
Mas, afinal, por que Boca de Sabão? O nome, explica o twitteiro, é uma gíria que significa fofoqueiro, no jargão policial.

— Ou seja, a proposta é botar a boca no trombone sobre tudo que soubermos de errado — diz um dos integrantes do grupo.
As denúncias começaram a ser postadas no microblog em março de 2009, e logo chamaram a atenção da corporação e de quem se interessa pelo assunto.

— Na época, nosso foco eram os desmandos do coronel Antônio Carlos Suarez David, ex-chefe do Estado Maior da PM, que vivia em um imóvel da corporação e ainda recebia o auxílio-moradia — dispara o policial, que não mede palavras se o assunto é corrupção.

Confira o bate-papo sem censura com o

www.twitter.com/bocadesabao

EXTRA: Por que vocês criaram o Boca de Sabão?

BOCA DE SABÃO: A corrupção na PM é bem peculiar. Tem a corrupção do policial contra o cidadão, nas ruas, aquele dinheiro que algum PM tira do viciado, da pessoa que comete infração de trânsito. E tem a corrupção do PM contra o próprio PM, dentro dos quartéis, normalmente, feita dos superiores contra os subordinados.

EXTRA: Como ocorre essa corrupção?

BOCA DE SABÃO: Em alguns batalhões, o policial precisa pagar para tirar férias, para não ser escalado em serviço extra, para obter autorização para ir ao hospital. Essa corrupção interna é maliciosa, difícil de ser combatida e ocorre pelas mãos de oficiais. Como a tropa iria se defender de seus superiores? Foi aqui que entramos. A corrupção “para dentro” é a origem de todo o sistema corrupto.

EXTRA: Quantas pessoas formam o Boca de Sabão?

BOCA DE SABÃO: São dez pessoas, mas apenas quatro possuem a senha. Fora desse núcleo, temos uma rede de colaboradores que não nos conhecem pessoalmente, mas se credenciaram como informantes. Precisamos deles para checar as informações que recebemos. Nós as conhecemos, mas eles nem imaginam quem somos.

EXTRA: De onde vocês acessam o Twitter?

BOCA DE SABÃO: Usamos redes públicas, ou seja, lan houses e laptops em redes wi-fi de shoppings.

EXTRA: O e-mail denunciasproboca@gmail.com recebe quantas mensagens por dia?

BOCA DE SABÃO: Cerca de 15, das quais aproveitamos três ou quatro.

EXTRA: Qual a unidade mais denunciada?

BOCA DE SABÃO: É o 2º BPM (Botafogo). A principal reclamação é o nosso prato principal: oficiais extorquindo praças. Há uma guerra interna nessa unidade, onde, recentemente, um oficial que apreendia máquinas caça-níqueis foi transferido para um setor burocrático.

EXTRA: Já receberam alguma denúncia sobre alguém do alto escalão da corporação ou da Secretaria de Segurança?

BOCA DE SABÃO: Não. Acreditamos que a cúpula seja equivocada, não corrupta.

Extra Online

sábado, 2 de janeiro de 2010

TV árabe diz que Lula expulsou traficantes de morro do Rio

Rio - Uma reportagem da versão em inglês da TV árabe Al-Jazeera sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, divulgada no site oficial da rede, afirma que os programas de inclusão do governo federal expulsaram os traficantes do morro Santa Marta. Segundo a repórter, os criminosos foram substituídos por dentistas, médicos, professores de caratê e músicos.

"Há um ano era impossível vir aqui sem ser alvo de disparos de traficantes. Hoje eles foram embora, foram expulsos, e nos seus lugares estão dentistas, médicos, músicos e até professores de caratê. O mais importante é a segurança, e tudo isso é parte dos projetos sociais de inclusão do presidente Lula", afirmou a repórter.

A reportagem também fala do prestígio internacional de Lula, dizendo que ele se tornou um "porta-voz do terceiro mundo", e afirma que a Petrobras pode se tornar a maior petroleira do mundo.

A rede também entrevistou moradores da favela Santa Marta, que dizem que o governo Lula melhorou suas vidas.

O DIA ONLINE - BRASIL