quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Jovem acusado da morte de João Hélio não está na Europa, diz ONG

Jovem é amparado pelo programa de proteção a ameaçados de morte.
Na época do crime, acusado era menor de idade.

Tássia Thum Do G1, no Rio

Foto: Montagem G1

João Hélio (Foto: Montagem G1)

O jovem, acusado no envolvimento na morte do menino João Hélio, que foi arrastado por 7 km no subúrbio do Rio durante um assalto em 2007, foi solto e está amparado no programa do Governo Federal de Proteção a Menores Ameaçados de Morte.

A informação é do presidente da ONG Projeto Legal e Secretário do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente, Carlos Nicodemos, que ainda negou informações iniciais de que o paradeiro do acusado seria a Suíça ou outro país europeu. Nicodemos informou que o garoto está abrigado em um local sigiloso, sob proteção.

Depois de cumprir três anos de medida socioeducativa, o jovem, que era o único menor suspeito do crime, foi liberado no último dia 10, pouco depois de completar a maioridade.

De acordo com Carlos Nicodemos, o jovem foi incluído no programa de proteção, depois que foi constatado que ele recebeu diversas ameaças de morte durante o tempo que ficou internado cumprindo pena no Instituto João Luiz Alves.

Nicodemos também afirmou que o Tribunal de Justiça analisa que tipo de proteção vai ser dada ao jovem. No programa, ele pode ser encaminhado para um abrigo ou receber proteção familiar, o que lhe garantiria a ida para um outro estado ou cidade, a mudança de identidade, além de um subsídio financeiro de até um salário mínimo.

"Em cinco anos de existência desse Programa de Proteção a Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte não há notícias de que alguém amparado pelo Governo Federal e pela Secretaria de Direitos Humanos tenha ido morar no exterior", disse Nicodemos.

Jovem está em regime de seimiliberdade

No dia 8 de fevereiro, uma decisão do juiz Marcius da Costa Ferreira, da Vara de Infância e Juventude, afirma que seria “necessário mais tempo para que (ele) se convença das vantagens da mudança de vida, do voluntário afastamento do grupo a que está integrado”.

O documento diz ainda que “é preciso que (ele) seja estimulado a participar de outras atividades e grupos socialmente saudáveis”, e recomenda que o jovem e a família continuem a ser atendidos com acompanhamento psicoterápico. O magistrado determina, então, a “progressão da medida, inserindo-o no regime de semiliberdade”, a ser cumprida no Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (CRIAAD).

Histórico

Ao longo de todo o ano de 2009, as avaliações do acusado indicavam que era preciso mantê-lo internado, com avaliações psicossociais e pedagógicas periódicas. 

Na última decisão, o juiz Marcius da Costa Ferreira ressalta que o jovem teve mais de uma passagem pelo sistema socioeducativo, e que, desde que sua pena fora determinada, ele se envolveu, dentro da unidade em que cumpria a medida, em ato contra a vida de um agente. O jovem estava entre os rebelados depois de uma frustrada tentativa de fuga.

Juíza responsável pela sentença de internação, em 22 de março de 2007, Adriana Angeli de Araújo, explicara, em entrevista ao G1 na ocasião: "Foi reconhecida a participação do adolescente no ato e ele recebeu a medida mais gravosa que é a medida socioeducativa de internação.

O prazo não é fixado logo na sentença. A sentença simplesmente reconhece a participação dele e aplica a medida. O prazo vai ser de acordo com o comportamento dele na unidade e com a gravidade do ato infracional".

Depois de internado, Angeli determinara, por questões de segurança, o isolamento do menor durante quatro meses. Segundo ela, ele vinha sofrendo ameaças dos outros internos da unidade onde ele cumpria pena e chegou a precisar ser transferido algumas vezes para evitar qualquer tipo de agressão física ao menor.

G1 > Edição Rio de Janeiro

domingo, 14 de fevereiro de 2010

'É uma tragédia', lamenta superintendente da PF após morte de agente por colega

Policial Federal foi baleado durante festa na Marina da Glória.
Segundo Angelo Fernandes, suspeito pode ser demitido da corporação.

Carolina Lauriano Do G1, no Rio

 

O superintendente da Polícia Federal, Angelo Fernandes, classificou como uma tragédia a morte de um policial federal por um colega numa festa de música eletrônica na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio, na madrugada deste domingo (14).

"É a morte de um cidadão, um policial que atira em outro policial, isso por si só já é uma tragédia", lamentou Fernandes, que esteve na nova Delegacia de Homicídios da Barra na manhã deste domingo (14), para onde o suspeito, Leonardo Schmidt, de 26 anos, foi levado.

O crime teria acontecido após uma discussão entre os dois agentes. A vítima, Humberto José Filgueiras Barrense, teria se recusado a deixar a arma acautelada, ou seja, sob os cuidados da organização, durante o evento.

Mas o superintendente ainda não confirma essa informação. "Até onde sabemos foi um desencontro". Ele ressaltou, porém, que é permitido um policial federal entrar num ambiente público armado.

Fernandes lamentou que o crime tenha ocorrido em um ambinete de festa, com aglomeração de pessoas, e comentou que o policial preso corre o risco de ser demitido da corporação.

Para Fernandes, a Polícia Civil adotou a postura correta de prender o suspeito em flagrante, que não será transferido para nenhuma unidade federal.
Segundo ele, o suspeito seria irmão de um dos responsáveis pelo evento.

Namorada estava na festa

Em entrevista à GloboNews, a namorada do policial morto contou que também estava na festa e assistiu tudo.

"Nisso que ele tirou a arma, o Humberto já viu e simplesmente fez com que eu saísse da frente dele. Aí o cara, à queima-roupa, acho que deu quatro tiros nele", contou Carla Rodrigues.

Outra testemunha que prestou depoimento na delegacia, mas não quis se identificar, contou que ouviu os disparos e saiu correndo. Segundo ela, houve correria, mas a festa não foi interrompida.

G1 > Edição Rio de Janeiro

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Policial Federal é morto em Brás de Pina

Bruno Rohde

assalto

Um policial federal foi morto no fim da tarde deste sábado, em Brás de Pina, ao reagir a um assalto.

Leandro Carlos Dionísio, de 30 anos, que era lotado em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, seguia em seu Space Fox com a mulher.

O casal foi abordado por criminosos na esquina da Rua Guaporé com a Rua Guaíba.

Ele tentou reagir e foi baleado. O criminoso fugiu levando o veículo e a pistola do policial.

Policiais do 16º BPM (Olaria) tentam localizar o criminoso. O caso está sendo registrado na 38ª DP (Irajá).

Caso de Polícia - Extra Online

Policial civil reage à tentativa de assalto e suspeito é baleado

Dois criminosos conseguiram fugir.
Traficantes fizeram disparos quando PM chegou no local.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

Uma tentativa de assalto a um policial civil terminou com um dos suspeitos do crime baleado, na manhã deste sábado (13), na Avenida Brasil, na altura da Favela Parque União, em Bonsucesso, no subúrbio do Rio. Segundo a Polícia Militar, o inspetor da 17ª DP (São Cristóvão) reagiu à tentativa de assalto e baleou o homem.

O suspeito foi levado para o Hospital Geral de Bonsucesso. Com ele foi apreendida uma pistola. Segundo a PM, dois criminosos que teriam participado da tentativa de assalto fugiram.

Com a chegada da PM no local, traficantes da favela Parque União fizeram disparos contra a unidade de policiamento ostensivo da PM. Ninguém ficou ferido.

G1 > Edição Rio de Janeiro

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Civil envia alerta para possível ataque de traficantes contra viaturas nas ruas

Bandidos do Comando Vermelho teriam se reunido para atacar também veículos da Polícia Militar

POR BARTOLOMEU BRITO

Rio - Através de informações recebidas pelo serviço de inteligência, a Polícia Civil enviou, nesta sexta-feira, um alerta para todas as delegacias e batalhões da Polícia Militar para possíveis ataques contra viaturas nas ruas.

Durante o sepultamento do cabo PM Adriano Ferreira da Silva, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Norte, o comandante geral da corporação, Mário Sérgio Duarte, respondeu com firmeza à ameaça dos bandidos.

"Se houver ataque contra policiais militares, vai ter enfrentamento. Todos já foram alertados", disse Mário Sérgio durante a cerimônia em Sulacap.

De acordo com as informações recebidas, representantes do tráfico de  Manguinhos, Mangueira, Nova Holanda e do Alemão, todas estas comunidades comandadas pelo Comando Vermelho, teriam se reunido e decido atacar viaturas da PM e Polícia Civil como parte de um plano de vingança pela morte de bandidos da Favela do Jacarezinho. No confronto de quinta-feira, nove pessoas foram mortas - todas, de acordo com as autoridades, tinham envolvimento com o tráfico.

Na manhã desta sexta-feira, mais um homem morreu vítima dos confrontos com a polícia no Jacarezinho. Diogo Antônio Batista da Silva, de 25 anos, estava internado e não resistiu aos ferimentos. Os outros mortos foram identificados como Alex Barreto (22 anos), Jean Carlos Leão Nunes (27 anos), Carlos Henrique do Carmo (28 anos), Hugo Bruno da Silva (29 anos), Felipe Gomes das Almas (22 anos) e Rodiney Sodré Rodrigues (19 anos).

Cabo morto no Jacarezinho é sepultado

Uma foragida da Justiça, que tentava se passar por vítima, foi presa pela Polícia Civil. De acordo com a delegada Valéria de Castro, titular da 21ª DP, Ester Maria de Oliveira tinha 11 passagens pela polícia e um mandado de prisão expedido pela Justiça. A descoberta foi feita depois que Ester foi baleada durante o confronto na comunidade e deu entrada no Hospital Geral de Bonsucesso. A delegada foi colher o depoimento da 'vítima' e acabou constatando que a mulher era uma criminosa.

Foto: Ernesto Carriço/ Agência O Dia

Comandante geral da PM Mário Sérgio Duarte acompanhou o enterro | Foto: Ernesto Carriço/ Agência O Dia

Além da presença do comandante geral Mário Sérgio, diversos comandantes de batalhões, parentes e amigos compareceram à cerimônia de sepultamento do cabo Adriano Ferreira. Sua esposa, grávida de sete meses, esteve no cemitério, mas não acompanhou a cerimônia por não ter se sentido bem. Ela ficou em uma enfermaria, dentro das depedências do Jardim da Saudade, auxiliadas por enfermeiras e médicos da Polícia Militar.

"Hoje é um dia bem difícil, pois estamos enterrando mais um companheiro", disse Mário Sérgio, que se atrasou para a cerimônia por precisar de cuidados médicos em decorrência de um aumento da pressão arterial.~

Adriano Ferreira estava há dez anos na Polícia Militar e já tinha um filho pequeno. Ele seria promovido a sargento no fim do ano.

O DIA ONLINE - RIO

Homem é preso com documentos falsificados de policiais militares

Ele foi flagrado com dez cartões de crédito clonados e identidades falsas.
Caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca).

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

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Um homem foi preso nesta sexta-feira em um supermercado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, com duas carteiras de identidade da Polícia Militar falsificadas, além de dez cartões de crédito clonados.

De acordo com a polícia, o homem foi supreendido quando realizava compra com um cartão de crédito falso, tentou se passar por PM, e ainda tentou oferecer dinheiro aos agentes, para se livrar da prisão, sendo autuado pelo crime de corrupção ativa.

Segundo policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca), onde o caso foi registrado, os números dos documentos falsificados da PM pertencem a agentes do 12º BPM, em Niterói.
O suspeito já tinha passagens pela polícia por falsificação de documento, estelionato, roubo qualificado, porte de arma e formação de quadrilha.

De acordo com o delegado titular Rafael Willis, o homem foi autuado por corrupção ativa, estelionato e uso de documento falso. Ainda de acordo com o delegado, a pena por esses tipos de crime pode chegar 19 anos de reclusão.

G1 > Edição Rio de Janeiro

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Operação policial em favelas da Zona Oeste faz um ferido

Segundo PM, ação visava reprimir tráfico de drogas nas comunidades.
Operação aconteceu nas favelas do Rebu, Coreia e Vila Aliança.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

Pelo menos um homem ficou ferido nesta quinta-feira (11) durante uma operação policial em favelas da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, o homem é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e foi baleado em confronto com PMs na Favela do Rebu.

A operação aconteceu ainda nas favelas da Coreia e Vila Aliança. De acordo com a PM, a ação foi realizada após a polícia receber informações do Disque-Denúncia de que traficantes estariam escondendo armas e drogas dentro das comunidades. A região é apontada pela polícia como um dos principais pontos de venda de entorpecentes no Rio.

Mais de dez carros da PM deixaram o batalhão em direção às comunidades. Segundo a polícia, os policiais foram recebidos a tiros por criminosos da Favela do Rebu quando tentavam subir o morro. Houve troca de tiros e um suspeito foi baleado.

Baleado no tórax, o suspeito foi socorrido no Hospital estadual Albert Schweitzer, em Realengo, também na Zona Oeste. De acordo com a sala de polícia da unidade, o homem passou por uma cirurgia e está internado em estado grave.

Com ele, os policiais apreenderam duas pistolas. A operação policial já terminou. Não houve presos. Ainda segundo a PM, o clima é de aparente tranqüilidade na região.

Confronto no Jacarezinho

Na Favela do Jacarezinho, no subúrbio, um confronto entre policiais militares e criminosos deixou oito mortos – entre eles um policial militar - nesta quinta-feira (11). Segundo o relações-públicas da PM, capitão Ivan Blaz, uma equipe do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 3º BPM (Méier) fazia um patrulhamento de rotina quando houve troca de tiros no local.

Os sete homens mortos durante a ação planejavam fazer um arrastão na Avenida Dom Hélder Câmara, via próxima à comunidade. A informação é do comandante do 3º BPM (Méier), coronel Álvaro Moura.

Segundo o coronel, policiais do batalhão receberam por meio do Disque-Denúncia a informação do plano de assalto dos criminosos e seguiram até a Favela do Jacarezinho.

Com a chegada dos PMs houve intensa troca de tiros e oito pessoas, sendo um cabo da corporação, morreram. Um outro homem, apontado pela polícia como traficante, foi baleado e está sob custódia no Hospital Salgado Filho, no Méier, também no subúrbio. Uma moradora também foi ferida no rosto durante o confronto.

Cinco detidos e oito mortos

Durante a ação da polícia na favela, cinco pessoas foram detidas para averiguação. Segundo o relações públicas da PM, capitão Ivan Blaz, o grupo foi encaminhado para a 25ª DP (Engenho Novo).

No confronto entre a PM e os traficantes, oito pessoas morreram, sendo que uma delas era cabo da corporação. Os outros mortos, segundo a polícia, são criminosos.

A ação da PM na comunidade teve início quando uma equipe do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 3º BPM (Méier) fazia um patrulhamento de rotina na favela.

G1 > Edição Rio de Janeiro