quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ONG faz protesto pela morte de PM baleado no Centro

Tiros no Centro

Athos Moura

Integrantes da ONG Rio da Paz fazem um protesto nesta quinta-feira na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Sete de Setembro, no Centro, por causa da morte do PM Bruno de Castro Ferreira, baleado na cabeça após perseguir um assaltante, que teria roubado o celular de um pedestre.

Um pequeno grupo colocou uma cruz, flores e um pó vermelho no local onde o policial foi morto. Bruno completaria 30 anos nesta quinta. A ONG conta com o apoio da população para fazer um minuto de silêncio no local do crime às 14h30m, por causa da tragédia.

- É lamentável que um policial morra desse jeito, enquanto estava apenas cumprindo o seu dever - disse o presidente da entidade, Antônio Carlos Costa.

O assaltante, que ainda não foi identificado, também morreu ao ser baleado. As circunstâncias da morte dele estão sendo investigadas pela Divisão de Homicídios (DH).

Casos de Polícia: Extra Online

Policial e bandido morrem em tiroteio no Centro

Av. Rio Branco

Letícia Sicsu

Assista ao vídeo de momentos após o tiroteio

Um policial militar e um bandido morreram, nesta quarta-feira, em uma troca de tiros no Centro do Rio. Durante uma ronda de rotina, por volta das 15h, dois PMs do 13º BPM (Praça Tiradentes) abordaram dois homens em atitude suspeita, na Avenida Rio Branco.

A dupla correu, houve perseguição e o soldado Bruno de Castro Ferreira acabou atingido na cabeça, na altura da Avenida Sete Setembro.

Segundo a PM, os dois bandidos foram capturados. Um deles ficou ferido, foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, mas morreu. O caso está sendo registrado na 5ª DP (Gomes Freire).

Houve pânico e correria de pedestres no momento do tiroteio.

Casos de Polícia: Extra Online

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Família de militar morto em boate da Baixada receberá indenização de R$ 600 mil

Cabo do Exército Geraldo Sant'anna foi assassinado por PMs em 2003

Rio - A 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou a casa de espetáculos Via Show e o Governo do Estado do Rio a indenizarem em R$ 660 mil, por danos morais, a família do cabo do Exército Geraldo Sant'anna de Azevedo Júnior, morto em 6 de dezembro de 2003, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, após ser atingido por disparos de arma de fogo efetuados por policiais militares. A ação foi proposta pelos pais, irmã e tia da vítima contra o Estado, a casa de shows e seus sócios. Os réus serão solidários no pagamento das indenizações

Geraldo, que estava no local com outros três amigos, teria urinado ao lado do carro de um soldado PM responsável pela segurança dos camarotes da casa noturna. Os policiais teriam interpretado que os rapazes estariam tentando furtar o veículo e começaram a agredir e torturar as vítimas, sendo os corpos encontrados dias depois com vários tiros, principalmente na cabeça. Com a decisão, a Câmara negou provimento aos recursos do Estado do Rio de Janeiro e da Via Show, reformando em parte a sentença da 6ª Vara da Fazenda Pública da capital.

A mãe e o pai de Geraldo receberão, cada um, R$ 300 mil. A irmã, R$ 40 mil, e a tia, R$ 20 mil. A Via Show também foi condenada ao pagamento de pensão mensal, no valor de um salário-mínimo, aos pais da vítima, cabendo a metade a cada um deles, até a data em que Geraldo completaria 65 anos de idade. Os réus também foram condenados a pagar os gastos da família com o funeral, fixado em três salários mínimos; e R$ 11 mil, referente ao valor do veículo da vítima, desaparecido no dia do fato e encontrado, posteriormente, depenado.

O relator do recurso, desembargador Lindolpho Morais Marinho, considerou que, em caso de suspeita de furto, caberia ao policial militar encaminhar o acusado à delegacia de polícia e não julgá-lo e executá-lo sumariamente.

PM morto em frente à Via Show

Na madrugada deste domingo, o policial militar Fábio Martins de Souza, 31 anos, lotado no Grupamento Aero Marítimo (GAM) foi morto a tiros, na madrugada deste domingo, na saída da casa de shows Rio Sampa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Francinei Custódio de Medeiros, 33, amigo de Fábio ficou ferido. O soldado foi enterrado na manhã desta segunda-feira, no Cemitério de Sulacap, Zona Oeste do Rio.

O crime, registrado pelo circuito de TV, ocorreu após uma briga que começou dentro de uma boate, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, e terminou no estacionamento da casa de shows. O PM, que teria saído em defesa do amigo, levou sete tiros e morreu na hora. Atingido na perna, braço e barriga, Francinei está internado no Hospital da Posse.

O operador de som da Câmara de Vereadores de Mesquita, Marcos André Gomes Marinho, o Orelha, 30 anos, matou o policial militar disse ao jornal O Dia que não quis matar ninguém.

“Não quis matar ninguém. Na primeira vez, tomei o revólver 38 do Francinei e entreguei a um segurança. Francinei voltou com uma pistola 380 e mais uma vez o dominei e tomei-lhe a arma. Por fim, me vem o PM, agora também com um 38, e deu no que deu”, lembrou o operador de som.

O Palio que ele dirigia foi alvejado três vezes.

O DIA ONLINE

terça-feira, 9 de novembro de 2010

PM morre durante treinamento do Bope

Rio - Um policial militar identificado como Eduardo Marcelo Medeiros dos Santos, 28 anos, morreu, na madrugada desta terça-feira, durante o treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope), na sede da unidade no bairro de Laranjeiras, Zona Sul do Rio.

Foto: Reprodução

Eduardo tinha apenas 28 anos e era lotado no 24° BPM (Queimados) | Foto: Reprodução

Eduardo era lotado no 24° BPM (Queimados) e foi um dos dez melhores colocados no processo de seleção para o Curso de Ações Táticas do Bope. Ele e outros três colegas tiveram sintomas de desidratação e foram levados ao Hospital Central da PM. O soldado sentiu tonturas na tarde de segunda-feira, na primeira instrução sobre tática individual, que incluiu exercícios físicos e uma corrida de 10 Km.

Segundo o comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, o soldado foi submetido a exames médicos e psicológicos durante o processo seletivo e todos os resultados foram normais. Eduardo estava há cinco anos na corporação e deixa um filho de 3 anos.

Segundo informações do Bope, já foi instaurada uma investigação para apurar a morte de Eduardo.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

A esposa do jovem policial militar morto abraça a mãe da vítima na porta do Instituto Médico Legal (IML) | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

O enterro do jovem PM acontecerá nesta quarta-feira, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio.

O DIA ONLINE - RIO

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Novas motos para combater arrastão

PM usará os 140 veículos em áreas com maior número de ataques

POR MARIA INEZ MAGALHÃES

Rio - A Polícia Militar começou a receber ontem as motos que serão usadas no patrulhamento pelas ruas e vias expressas da cidade. A prioridade é empregá-las em áreas onde os arrastões têm ocorrido.

Do total de 325 veículos compradas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública foram entregues 140. As outras virão em, no máximo, 15 dias.

Caminhonetes para o Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente também foram entregues.

Maior frota de motos será do Batalhão de Choque onde funciona o GTM | Foto: Felipe O'Neill / Agência O Dia

“A chegada delas ( das motos) estava prevista para o mês que vem mas a onda de arrastões nos fez antecipar o pedido. As fábricas, inclusive, estão trabalhando em vários turnos para adiantar a entrega. Estamos com a melhor frota de policiamento em motos do País”, disse o chefe da PM4, tenente coronel Anderson Maciel.

Os veículos vão ser distribuídos para várias unidades. As motos já vieram adesivadas com o número do batalhão para onde irão. Mas a maior frota será a do Batalhão de Choque onde funciona o Grupamento Tático de Motociclistas (GTM). A compra levou um ano e meio.

Capacetes com microfone

O sistema de comunicação de rádio das motos permite que os policiais se falem sem precisar tirar o capacete que tem um microfone. O mecanismo é acionado no guidão da moto, onde há também um alto falante. Se o PM precisar descer da moto ele consegue escutar a comunicação a uma distância de 30 metros.

A moto possui ainda uma maleta adaptada para que o veículo possa passar entre os carros sem bater. “As motos estão totalmente adaptadas à nossa realidade. Motopatrulhamento é uma tendência que vai aumentar porque agiliza o atendimento em locais onde os congestionamentos estão cada vez maiores”, explicou o tenente coronel Anderson Maciel.

O DIA ONLINE - RIO

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Disque Denúncia oferece R$ 2 mil por procurados em chacina da Baixada

Cartaz com nome e retrato dos suspeitos foi divulgado nesta quarta-feira.
Chacina deixou 5 mortos e pelo menos 9 feridos em outubro.

Do G1 RJ

Disque Denúncia divulga cartaz sobre chacina na Baixada

Disque Denúncia divulga cartaz com fotos de
suspeitos de participar de chacina
(Foto: Divulgação/Disque Denúncia)

O Disque Denúncia está oferecendo uma recompensa por informações sobre os suspeitos de participar de uma chacina em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O caso aconteceu no dia 24 e deixou cinco mortos e pelo menos nove feridos. O cartaz com o nome e a foto dos suspeitos foi divulgado nesta quarta-feira (3) e a recompensa é de R$ 2 mil por cada um dos três procurados.

No dia 26, um suspeito de envolvimento no crime foi preso e um menor, detido, durante uma operação do 21º BPM. A ação tinha como objetivo localizar o homem apontado pela polícia como o responsável pelo crime, mas ele não foi localizado. Segundo o tenente-coronel George Freitas, comandante do 21º BPM, o suspeito estaria escondido na comunidade da Índia, próximo ao Morro do Chapadão.

“Nosso objetivo é encontrar os responsáveis por esse crime bárbaro e não vamos descansar até que todos sejam presos. Recebemos várias denúncias e vamos checar cada uma delas. Além disso, o patrulhamento foi reforçado em vários pontos de Meriti”, disse o comandante no dia da operação.

Testemunhas disseram que, na noite de domingo, pelo menos cinco homens em uma picape atiraram contra convidados, que participavam de um churrasco. Segundo as investigações, o motivo do crime foi passional. Um dos convidados da festa estaria saindo com a ex-namorada de um traficante do Morro do Chapadão. Ele teria descoberto e ordenado os assassinatos.

Vítima reconhece traficante

No dia 25, uma das vítimas reconheceu por meio de fotos um dos traficantes suspeito de ser o mandante do crime. Segundo a polícia, o criminoso foi identificado entre os homens que desceram atirando em direção aos convidados do churrasco.

G1 - notícias em Rio de Janeiro

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Soldado da PM tinha recebido a farda um dia antes de morrer

MORRO DO FUBÁ

Camila Freitas

O soldado da PM Marcel Pinto Almagra, de 27 anos, torturado e morto por comparsas do traficante Alexandre Bandeira de Melo, de 38 anos, o Piolho, tinha recebido a farda da Polícia Militar um dia ante de morrer. A revelação foi feita pelo irmão do soldado durante o sepultamento de Marcel, na manhã de domingo no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

- Meu irmão sempre foi militar, desde os 16 anos. Ele tinha o sonho de ser policial, tinha recebido a farda na sexta-feira - disse o irmão, que preferiu ser identificado apenas como Fábio.

Durante o enterro, os amigos da Polícia Militar entoaram o hino da PM. Muito emocionada, a colega da mesma companhia de Marcel no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap), Patrícia Fonseca, disse estar em estado de choque.

- Ele era uma pessoa muito tranquila e amiga. Eu não esperava perder um colega, ainda mais em formação. Vou guardar a imagem alegre que ele tinha - afirmou.

Marcel era sargento da marinha há dez anos e se formaria como Policial Militar no fim de janeiro de 2011. O soldado ainda estudava Direito na faculdade. O amigo João Gabriel desabafou. Ele revelou se sentir revoltado.

- Sinto uma revolta contra o estado. Desde que a polícia prendeu os milicianos que atuavam na comunidade que o local ficou abandonado. Há cerca de um mês, os tiroteios eram constantes no morro. Machucaram muito meu amigo na perna, nos braços e ainda retiraram parte do nariz - contou.

Casos de Polícia: Extra Online