domingo, 3 de abril de 2011

Filho de vereadora é sequestrado em Duque de Caxias

Rio - Um homem foi vítima de um sequestro-relâmpago no fim da noite de sábado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Heliomar Pereira, filho da vereadora Fátima Pereira(foto), foi levado por criminosos na porta de casa, no bairro Jardim Primavera, e roubaram dinheiro, joias, celulares e cartões de crédito do rapaz.

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Foto: caxias digital

A vítima foi abordada por quatro homens quando entrava com o carro na garagem da residência. Os bandidos chegaram em um outro veículo e, armados com pistolas, renderam Heliomar, que estava acompanhado da mulher e da filha recém-nascida.

Os bandidos trancaram as duas no carro do casal e entraram na residência da família, levando os pertences. Aos policiais da 60ª DP (Campos Elíseos), Heliomar contou que o bando não sabia o caminho para fugir e por isso o levaram junto após o roubo.

Os criminosos seguiram então em direção ao Rio de Janeiro e, no trajeto, teriam agredido Heliomar com um soco e uma coronhada. Ele foi deixado em Barros Filho, na Zona Norte da cidade, já de madrugada.

Como mora numa rua tranquila, de pouco movimento, o filho da vereadora não soube dizer se os suspeitos o estavam seguindo ou se estavam aguardando a primeira vítima que passasse pelo local.

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Menino de seis anos morre em acidente com pistola para prender gesso

Rio - Um menino de seis anos morreu na noite de sábado atingido por uma pistola de pressão para colocação de placas de gesso na comunidade dos Dois Irmãos, em Curicica, Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Foto: Reprodução

Vinícius não resistiu ao sangramento da veia femural | Foto: Reprodução de Paulo Alvadia

De acordo com informações da polícia, um vizinho do menor limpava o equipamento quando a pistola disparou acidentalmente. Vinícius Maurício Botelho estava brincando com mais quatro crianças perto do homem e foi atingido por um prego, que acertou sua veia femural. Ele ainda foi socorrido, mas não resistiu à hemorragia causada pelo ferimento.

Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

Inconsolável, o pai do menino, Mario Botelho Junior, tenta a liberação do corpo no Instituto Médico Legal | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

Os moradores ficaram revoltados com o acidente e tentaram linchar o vizinho, que está desaparecido. Eles alegam que o homem não gostava da criança e teria feito o disparo propositadamente.

O caso foi registrado na 32ª DP (Taquara) como homicídio culposo (sem intenção de matar). O enterro de Vinícius será realizado nesta tarde, às 16h, no Cemitério de Pechincha.

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PM prende irmão do traficante Marcelo PQD

Rio - A Polícia Civil investiga se um homem preso na madrugada de sábado em Itaperuna, no Norte Fluminense, é mesmo o irmão do traficante Marcelo Soares de Medeiros, o Marcelo PQD.

De acordo com informações do 29º BPM (Itaperuna) Antônio Carlos Correia estava foragido do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, desde a ocupação da favela pelas forças de segurança, em novembro do ano passado. Ele foi encontrado escondido numa casa no distrito de Boa Ventura.

Marcelo Cavalcanti, o Marcelo PQD, é tido como um dos maiores traficantes de drogas e armas do Rio. O apelido PQD de para-quedas ou para-quedista, devido ao fato do criminoso ter sido membro da Divisão de Para-Quedistas do Exército antes de entrar para o crime. Ele serviu no 27º Batalhão de Infantaria Pára-Quedista entre 1992 e 1997, quando foi dispensado.

Tido como membro do Terceiro Comando, grande inimigo do Comando Vermelho liderado por Luiz Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar", Marcelo PQD comandava o tráfico nas favelas da região do Morro do Dendê, até ser preso em 2006.

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sábado, 2 de abril de 2011

Crueldade sem limites

Matador da Liga da Justiça, soldado PM não poupava vida nem dos milicianos aliados

POR ADRIANA CRUZ

Rio - Apontado pela polícia como um dos principais matadores da milícia Liga da Justiça, que atua na Zona Oeste, o soldado PM Carlos Ari Ribeiro, o Carlão, de 34 anos, não poupava nem a vida dos aliados. Preso em junho e denunciado por uma série de homicídios, o paramilitar foi flagrado tramando contra seus comparsas em escutas autorizadas pela Justiça.

Numa delas, de 13 de maio, Carlão marcou encontro com Jadir Jeronymo Júnior, o Gorilão, às 20h51 — ambos já haviam sido denunciados por tentar matar um PM. Uma hora depois, Carlão, numa só emboscada, matou a tiros, além de Gorilão, Denilson Santos, o Bochechudo, e Leandro Soares Matias, o Léo, num campo de futebol na Zona Oeste.

Lancha de Carlão, no valor de R$ 90 mil, foi apreendida pela polícia no dia da prisão do miliciano, em junho | Foto: Agência O Dia

Carlão também é acusado de ter matado, horas antes, Uilder Eduardo Espírito Santo, em Campo Grande. Segundo as investigações, para atrair Gorilão até a morte, por suposta traição à cúpula da Liga da Justiça, o miliciano alegou a venda de uma pistola e pediu para avisar a Bochechudo que ‘ele não se arrependeria’ do negócio. Para esconder o crime, Carlão queimou os corpos em um Siena, em Cosmos. As famílias só conseguiram identificar as vítimas após ceder material genético para exame de DNA.

Carlão foi denunciado por seis homicídios à Justiça, por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. “Falar de Carlão na Zona Oeste era um Deus nos acuda. Ele era um dos matadores mais atuantes da Liga da Justiça”, afirmou o promotor Marcus Vinicius Leite.

Para o promotor, a prisão do paramilitar foi fundamental para esclarecer outros crimes. À época, a polícia apreendeu com ele pistola 45, carros de luxo, motos e até lancha no valor de R$ 90 mil. “Com isso, foi possível fazer o confronto balístico e comprovar o envolvimento dele em homicídios que foram denunciados à Justiça. Esperamos que outros casos também possam ser descobertos”, avaliou Marcus.

Acusado de pelo menos mais dez assassinatos, Carlão já foi condenado na 42ª Vara Criminal por porte ilegal de arma e receptação a 7 anos e 1 mês de prisão. Na sentença, a juíza Alessandra de Araújo Bilac determinou a perda do cargo de soldado da PM e não concedeu o direito de ele recorrer da decisão em liberdade.

Marcus Vinícius Leite, promotor de Justiça: 'Frio e agindo como psicopata, matava seus aliados'

“A prisão do Carlão representou um alívio para os moradores da Zona Oeste. Ele é um dos principais assassinos da milícia Liga da Justiça. Foi preso no ano passado por porte ilegal de arma e receptação de produto de roubo. Frio e com comportamento psicopata, matava seus aliados. Em janeiro, Carlão e Jadir Jeronymo tentaram matar um PM, em Campo Grande. O motivo seria o fato de o militar ter colaborado para que ele fosse preso”.

Expulsão da polícia pode sair esta semana

A Corregedoria da PM deve encaminhar, esta semana, para o comandante-geral, coronel Mário Sérgio Duarte, o resultado do Conselho de Revisão de Disciplina (CRD) de Carlos Ari Ribeiro, o Carlão, que está preso no Batalhão Especial Prisional (BEP).

A palavra final para a exclusão do soldado é sempre dada pelo comandante. Exames de balística na pistola 45 de Carlão permitiram que a polícia identificasse que foi daquela arma que partiram os tiros contra Evando Rodrigues Santos e Márcio dos Santos Rangel, presidente da Associação de Moradores de Jardim Olívia. Eles foram mortos no dia 27 de abril.

Em 2007, três PMs, entre eles Carlão, foram acusados pelo funkeiro Mr. Catra de agressão na saída da boate Cat Walk, na Barra. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra). Na Liga da Justiça, Carlão era um dos homens de confiança do ex-PM Ricardo Teixeira, o Batman.

A organização criminosa era comandada por dois irmãos: o ex-deputado estadual Natalino José Guimarães e o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, presos. Atualmente, segundo as investigações, quem comandaria a Liga da Justiça seria Toni Ângelo, foragido da Justiça e expulso da PM em 2009.

Escutas autorizadas pela Justiça

O encontro marcado por Carlos Ari Ribeiro, o Carlão, para negociar arma com os aliados Gorilão, Bochechudo e Léo, era apenas uma isca para a emboscada. Todos foram mortos e os corpos, queimados. O trio era considerado aliado da milícia Liga da Justiça.

Para identificá-lo, as famílias tiveram que ceder material genético para o exame de DNA.

Gorilão: Fala, irmão.
Carlão : Fala, macaco.
Gorilão: O Bochechudo tá longe pra c., mas tem um amigo aqui perto.
Carlão: Mas escuta só: vamos marcar às 11 horas lá no campinho. Onze horas, não. Dez horas.
Gorilão: Dez horas. Onde?
Carlão: No campinho, no campinho. Aquele campinho lá no meu bairro.
Gorilão: Aquele campinho que a gente jogou futebol naquele dia ?
Carlão: É, que você só fez m...
Gorilão: Show!
Carlão: Vê se consegue fazer contato com o Bochecha aí também, entendeu? Aí vai eu, você e o Bochecha (sic). Aí, o amigo está olhando lá.
Gorilão: Tá, mas sendo que o Bochecha tá a pé e tá longe pra c. Ele falou que tá vindo pra área, mas tá a pé.
Carlão: Fala pra ele que não vai se arrepender, não, hein. É 4.0 (pistola ponto 40) que tem lá, fora aquilo.
Gorilão: Tá show! Tá show!
Carlão: Tá. Dez horas hein, macaco.
Gorilão: Fechou.
Carlão: Valeu.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Martha Rocha substitui delegado e afasta cinco policias da 10ª DP

Rio - A chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, substituiu, nesta sexta-feira o delegado-titular da 10ª DP (Botafogo) José Alberto Pires Lage, e afastou cinco dos seis policiais envolvidos no suposto crime de tortura contra um funcionário de um ferro-velho.

No dia 24 de março, ele teria sido humilhado, espancado e torturado dentro da delegacia pelos agentes de plantão. A Corregedoria de Polícia Civil (Coinpol) investiga a conduta dos envolvidos. 

Martha Rocha indicou o delegado Rodrigo de Oliveira para o lugar de José Alberto Pires Lage, que irá para a Delegacia Supervisora de Dia. Rodrigo de Oliveira era subchefe de Polícia Civil do setor operacional na gestão de Allan Turnowski.

Os cinco policiais afastados foram para a Seção de Pessoal em Situações Diversas, conhecida como 'geladeira', por conveniência disciplinar.

O Caso

Seis policiais da 10ª DP (Botafogo) estão sob investigação da Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol) por crimes de tortura e de abuso de autoridade, que teriam sido praticados na delegacia, na semana passada.

Segundo a denúncia, os agentes obrigaram um homem a tirar a roupa e, durante três horas, deram socos na barriga e no rosto dele e usaram um alicate para ferir seu órgão sexual.

Eles teriam pressionado a vítima, que trabalha em um ferro-velho em Araruama, Região dos Lagos, para que ela identificasse dois suspeitos como fornecedores de peças de carros roubados. “Gritaram: ‘Fica pelado! Aí começaram a me agredir”, disse X. à TV Globo.

Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

Martha Rocha, ao lado do delegado Gilson Emiliano:  A Polícia Civil trabalhará com transparência e comprometimento no caso | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

O corregedor Gilson Emiliano, que prometeu concluir o inquérito em 15 dias, contou que a vítima fez exame de corpo de delito na sexta-feira, quando procurou a corregedoria para fazer a denúncia.

Agentes da Corregedoria acharam três alicates na 10ª DP e levaram ao Instituto Médico-Legal para detectar vestígios de tecido humano. Um deles foi identificado pela vítima como tendo sido usado na tortura. Ontem, os seis policiais prestaram depoimento na corregedoria.

A vítima já identificou cinco dos seis policiais que estavam na delegacia no dia do crime. Três deles teriam usado o alicate e participado diretamente da tortura.

A Coinpol informou que um dos agentes não estava de plantão e foi chamado a depor para verificar o possível envolvimento.

Em seu depoimento, a vítima revelou que um dos policiais, que entrou e saiu da sala várias vezes, ofereceu água, mas não pegou o alicate nem o espancou.

“Eles terão a arma, a carteira e o distintivo recolhidos”, garantiu Emiliano. A Polícia Civil também abriu um inquérito administrativo disciplinar que poderá decidir pela expulsão dos envolvidos.

Pena pode aumentar em até quatro anos

A chefe de Policia Civil, delegada Martha Rocha, classificou como lamentável a denúncia. “Precisamos ser rápidos, eficientes e transparentes”, disse ela, que elogiou o desprendimento da vítima.

Os policiais envolvidos poderão pegar de dois a oito de prisão por crimes de tortura e abuso de autoridade.

Como eles são funcionários públicos e representam a lei, os agentes poderão ser enquadrados também por ameaça, constrangimento ilegal, maus tratos e lesão corporal, o que poderá aumentar a pena em mais quatro anos.

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PMs são acusados de retirarem pertences de médico morto em boate gay

Rio - A Polícia Militar divulgou nota na tarde desta sexta-feira informando que o comando do 2º BPM (Botafogo) instaurou inquérito para apurar o comportamento de dois policiais acusados de retirar objetos pessoais de um médico morto numa boate gay na Glória,  Zona Sul do Rio.

Os militares teriam sido flagrados pelas câmeras de circuito interno pegando um cordão e um relógio da vítima em um armário no vestiário do clube Glória, no sábado.  Os objetos e a carteira de documentos do cirurgião plástico Eduardo Ramalho, de 55 anos, contendo cartões bancários e a quantia de R$ 300, só foi entregue na 9ª DP (Catete) na terça-feira, após os PMs serem questionados pelo delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da distrital.

O comandante do batalhão, tenente-coronel Antonio Henrique Oliveira, teve conhecimento das imagens através do delegado Pedro Paulo.

De acordo com a nota divulgada pela corporação, os PMs foram afastados do serviço de rua e suas armas e documentos foram recolhidos.

A PM informa que conforme o andamento do inquérito, os policiais podem ser presos por apropriação indébita.

Morte natural

O cirurgião plástico Eduardo Ramalho morreu no último sábado no interior de uma boate gay, na Glória, Zona Sul do Rio. As investigações revelaram que o médico morreu de causas naturais, devido a um edema agudo dos pulmões, conforme o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML).

Segundo o delegado Pedro Paulo, a morte ficou evidenciada pelo laudo e os depoimentos de amigos, parentes do cirurgião plástico, do garoto de programa que estava em companhia dele e de funcionários da boate.  Ainda segundo o delegado, os documentos também comprovam que o médico, natural de Belém do Pará e morador no Rio de Janeiro há mais de 30 anos, sofria de uma cardiopatia.

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Polícia prende suspeito de matar milionária a pedradas em Niterói

Rio - A Polícia Civil apresentou, nesta sexta-feira, Róbson Conceição, 19 anos, suspeito de matar a pedradas a designer de interiores Amaly Olímpia de Vasconcelos Tauil, de 59 anos. A mulher foi morta na própria residência, localizada em Piratininga, área nobre da Região Oceânica de Niterói.

Agentes da 81ª DP (Itaipu) informaram que Robson da Conceição foi localizado e preso em uma obra em Pendotiba. Ainda não há informações sobre as causas do crime.

O corpo de Amaly foi encontrado em 23 de março deitado na cama, já em avançado estado de decomposição pela filha da vítima. A jovem tentava sem sucesso localizar a mãe e pulou o muro e abriu a porta de vidro do quarto da designer, que não retornava ligações nem atendia a campainha da casa.

Foto: Arquivo pessoal

A designer Amaly Olympia: corpo da milionária foi encontrado em avançado estado de decomposição | Foto: Arquivo pessoal

A polícia acredita que a vítima foi assassinada três dias antes. A perícia encontrou uma pedra, com marcas de sangue, no jardim da casa. No interior do imóvel, os policiais acharam garrafas de cerveja em uma mesa localizada no quintal, além de algumas cadeiras fora do lugar.

A designer de interiores morava sozinha há quase dois anos na residência localizada na Estrada Frei Orlando. O local se situa numa área bucólica e nobre da cidade, cercada de verde e com muitas chácaras e sítios nos arredores.

A polícia acredita na hipótese de vingança para o crime, já que nada foi roubado da residência.

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