Talita Melo
Moradores da Favela da Rocinha realizam neste momento uma manifestação a favor dos policiais.
O grupo confeccionou camisas e faixas em agradecimento pela ocupação militar.
Talita Melo
Moradores da Favela da Rocinha realizam neste momento uma manifestação a favor dos policiais.
O grupo confeccionou camisas e faixas em agradecimento pela ocupação militar.
Cíntia Cruz
Após a ocupação da Rocinha, helicópteros da Polícia Militar sobrevoam a favela lançando panfletos para os moradores. De acordo com a PM, a ação é comum em todas as comunidades que são pacificadas.
Foto: Cléber Júnior
No panfleto, constam telefones úteis para a população, como o Disque-Denúncia e a Ouvidora da PM.
Bruno Gonzalez
Agentes do Bope acabam de descobrir a casa onde vivia o traficante Sandro Luiz de Paula Amorim, conhecido como Peixe, na Favela da Rocinha.
No local, havia uma piscina, uma banheira de hidromassagem, equipamentos de ginástica, uma cozinha americana e um imenso aquário na sala.
O traficante estava no grupo de bandidos presos na quarta-feira à tarde, quando tentavam fugir escoltados por policiais.
A policia descobriu a casa de luxo onde o traficante Sandro Luiz de Paula Amorim, conhecido como Peixe, morava na RocinhaFoto: Bruno Gonzalez / Extra
Cléber Júnior
Enquanto buscam traficantes, os agentes do Bope vão apreendendo fuzis, metralhadoras e escopetas deixados por traficantes na Favela da Rocinha. Até o momento, apenas um ladrão foi preso pelas forças de ocupação.
Homens do Bope apreenderam 13 armas, sendo 11 fuzis, uma escopeta e uma submetralhadora, além de uma granada, na ocupação da RocinhaFoto: Extra / Fabiano Rocha
Do RJTV
O tenente Disraeli Gomes Figueiredo e Silva, que atuou na prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, chefe do tráfico da favela da Rocinha, recusando uma oferta de propina de R$ 1 milhão, fez um gesto de solidariedade na manhã deste sábado (12). Ele foi ao Hemorio, no Centro do Rio, onde os estoques estão muito baixos, para doar sangue.
O oficial do Batalhão de Choque (BPChoque) estava de folga e aproveitou para ir ao Hemorio com uma turma de mais 45 colegas de farda. O Hemorio fica na Rua Frei Caneca.
Além do tenente, outros voluntários foram doar sangue neste sábado. A doação ajudou a salvar a vida de um rapaz que está internado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste.
A cirurgia foi desmarcada quatro vezes por falta de bolsa de sangue. Mas na sexta-feira (11), depois de doações, ele foi operado e passa bem.
Na sexta-feira (11), o tenente e outros policiais do Batalhão de Choque (BPChoque) foram homenageados em uma solenidade com a presença do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Rosanne D'Agostino Do G1 RJ
Policial contou que filhos gostaram de o ver na
televisão (Foto: Rosanne D'Agostino)
Pouco mais de R$ 3 mil é o salário do 1º tenente Disraeli Gomes Figueiredo e Silva, 35 anos, policial militar do Batalhão de Choque do Rio de Janeiro que recusou suborno de R$ 1 milhão ao prender o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, apontado como chefe do tráfico na Favela da Rocinha. “Não tive nenhuma atitude anormal”, afirmou nesta sexta-feira (11) o PM.
Segundo o tenente, o salário não é o que deve mover um policial. “Caráter, valores formam um policial honesto”, disse.
O traficante Nem foi preso na madrugada de quinta-feira (10), enquanto tentava fugir no porta-malas de um carro, em consequência da ação de homens do Batalhão de Choque, que faziam revistas nos acessos à comunidade da Rocinha. Antes da prisão, os homens que o ajudavam chegaram a oferecer R$ 1 milhão de suborno em troca da liberdade de Nem, segundo a polícia.
“Só fiz o meu trabalho, aquilo que sou treinado para fazer, o que acreditava, os valores que meu pai e minha mãe me colocavam desde criança. Acredito que sejam os valores que a maioria da sociedade tem, então não fiz nada demais, não tive nenhuma atitude anormal”, disse o 1º tenente em entrevista no batalhão.
Segundo Gomes, seus três filhos acompanharam tudo pela televisão e tentavam protegê-lo. “Meus filhos fizeram muita brincadeira por conta de ver o pai dentro da televisão, dando tchau, tentando interação, que todo mundo sabe que é impossível, mas no mundo imaginário de uma criança, tudo é possível”, contou.
PM não se considera herói
O PM também diz que não se considera um herói. “Quando aparece um exemplo positivo, o policial fica grato de ter essa oportunidade de mostrar para a sociedade de que a minoria não vence”, disse.
Ao longo de 10 anos e seis meses de corporação, e há dois anos e seis meses no Batalhão de Choque, o PM disse ainda que não pretende ser lembrado apenas por este fato. “Espero que até lá eu não precise lembrar de um gesto de dez anos passados. Espero ter gestos tamanhos para mostrar para eles”, afirmou ele, que apenas que espera que isso sirva de lição no futuro. “Lição de honestidade, honra, de integridade moral.”
Traficante aparece careca e de uniforme em foto tirada em Bangu 1
Na noite de quinta-feira, a Secretaria de estado de Administração Penitenciária (Seap) divulgou a foto de Nem já na penitenciária de segurança máxima Bangu 1, na Zona Oeste. Segundo a Seap, ele teve o cabelo raspado e terá que usar uniforme.
Em nota, a Seap informou que o traficante não tem direito a receber visitas e nem a tomar banho de sol, por enquanto. A Seap informou, ainda, que o criminoso está preso em uma cela individual.
Extra Online
Policiais do Batalhão de Choque ainda comemoram a prisão do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem. Eles conversavam animados enquanto esperavam pela transferência do preso na superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá.
Os policiais comemoram a prisão de Nem Foto: Márcia Foletto / O Globo
A prisão de Nem foi resultado de dez dias de trabalho, nos quais a Favela da Rocinha era monitorada 24 horas por dia. O traficante foi encontrado dentro da mala de um carro, em uma tentativa de fuga, e ainda tentou subornar os policias do Batalhão de Choque que o encontraram.