sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pai de PM morto na Rocinha diz não estar tendo apoio do governo: ‘A solidariedade está vindo de vocês’

Bernardo Costa

Foi enterrado, com honras militares, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, o cabo do Batalhão de Choque (BPChq) Rodrigo Alves Cavalcante, de 32 anos, morto na Rocinha durante um patrulhamento, na madrugada desta quarta-feira.

Muito emocionado e amparado por parentes e amigos, o pai do PM e ele próprio ex-PM, Osaide de Holanda Cavalcante, de 67 anos, despediu-se o terceiro filho perdido pela violência em 20 anos.

Seu Osaide (de cabelos brancos) é amparado por parentes

Seu Osaide (de cabelos brancos) é amparado por parentesFoto: Gabriel de Paiva / O Globo

- Quem perdeu a mãe quando tinha um ano e oito meses, um pai para o câncer e teve três filhos assassinados tem que ser forte. A maior força vem da fé em Deus - disse.

Um PM chora no enterro do cabo Rodrigo

Um PM chora no enterro do cabo Rodrigo Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

Depois do enterro, Osaide criticou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), alegando que a ocupação policial tem que estar acompanha de uma ocupação social:

- De que adianta UPP sem serviço social? As primeiras coisas (nas comunidades pacificadas) devem ser creches, escolas, postos de saúde. Sem isso, é gerado um vácuo porque o vagabundo da boca-de-fumo sabe da dificuldade do morador e ganha a confiança dele dando dinheiro. Verba para (obra no) Maracanã, eles têm.

A salva de tiros: honraria militar na despedida ao PM

A salva de tiros: honraria militar na despedida ao PM Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

O ex-PM também disse não ter sido procurado pelo governador Sérgio Cabral.

- A solidariedade está vindo de vocês, da imprensa.

O comandante-geral da PM, coronel Erir da Costa Filho, esteve no sepultamento e disse que a tendência é a resistência tráfico da Rocinha diminuir.

Extra Online

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Identificado assassino de PM na Rocinha, diz corporação

Paulo Carvalho

A Polícia Militar já identificou o suspeito de matar com um tiro o cabo do Batalhão de Choque (BPChq) Rodrigo Alves Cavalcante, de 33 anos, na Favela da Rocinha, na madrugada desta quarta-feira.

O policiamento está reforçado na Rocinha Foto: Extra / Guilherme Pinto

O documento de Edilson Tenório de Araújo - que tem passagem por tráfico - estava numa pochete encontrada logo depois de o PM ser atingido. Na bolsa havia também munição de pistola calibre 9mm - o mesmo que atingiu o cabo.

Os cães reforçam o patrulhamento

Os cães reforçam o patrulhamento Foto: Márcia Foletto / O Globo

De acordo com o coronel Frederido Caldas, relações-públicas da PM, Rodrigo estava com o colete à prova de balas, só que o projetil entrou na axila do policial. Ele informou, ainda, que nem o cabo nem os outros sete policiais que o acompanhavam atiraram: o único disparo foi feito pelo assassino.

- Era um beco sem iluminação. Os policiais viram o suspeito correr. Nâo viram que ele estava armado - disse Frederico.

As equipes da PM vasculharam vielas

As equipes da PM vasculharam vielas Foto: Márcia Foletto / O Globo

Ele disse, ainda, que até sexta-feira haverá 700 PMs no policiamento da Rocinha - entre recrutas e homens dos batalhões de Choque, de Cavalaria e Florestal. O oficial esclareceu que os recrutas não farão patrulhamento sozinhos, somente acompanhados de um PM do BPChq.

Um PM checa um vão ao lado de uma casa

Um PM checa um vão ao lado de uma casa

Responsável pelo policiamento na Rocinha, o major Edson Raimundo dos Santos disse que a favela está dividida em 14 áreas de patrulhamento. Na noite desta terça, sete desses locais estavam sendo patrulhado - um deles era o beco 199, onde o cabo foi morto.

O cachorro em busca de uma pista

O cachorro em busca de uma pista Foto: Márcia Foletto / O Globo

O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, o comandante da PM, coronel Erir Costa Filho, e a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, darão entrevista nesta tarde para falar sobre a morte do cabo Rodrigo.

Extra Online

Estado paga gratificações a 3.873 policiais das UPPs

Rio

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) vai depositar na próxima segunda-feira, 9 de abril, a gratificação de 3.873 policiais militares que serviram em fevereiro nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O valor total a ser depositado pelo Estado será de R$ 1.898.307,92.

Os policiais militares das Unidades de Polícia Pacificadora atuam nas comunidades Santa Marta, Batan, Cidade de Deus, Babilônia/Chapéu Mangueira, Pavão-Pavãozinho, Ladeira dos Tabajaras, Morro da Providência, Borel, Andaraí, Formiga, Salgueiro, Turano, Morro dos Macacos, Complexo do Alemão, São João, Prazeres, Coroa, Cidade de Deus - Apes, Cidade de Deus - Carate, Cidade de Deus – Quadras, nas comunidades SC/Zinco/Querosene e na Mangueira.

Cada praça vai receber R$ 500; comandantes, R$ 1.000; e subcomandantes, R$ 750. Os valores estão sujeitos a possíveis descontos relativos ao Imposto de Renda e à cota de alimentação.

Os policiais militares das UPPs estão distribuídos nas comunidades da seguinte forma: Santa Marta, 109; Batan, 105; Babilônia/Chapéu Mangueira, 98; Pavão-Pavãozinho, 204; Ladeira dos Tabajaras, 149; Morro da Providência, 211; Borel, 300; Andaraí, 215; Formiga, 119; Salgueiro, 143; Turano, 178; Morro dos Macacos, 225; Complexo do Alemão, 249; São João, 197; Prazeres, 184; Coroa, 202; Apes, 113; Carate, 113; Quadras, 112; e SC/Zinco/Querosene, 252; e Mangueira, 395.

O Dia Online

PM morto na Rocinha será enterrado em Sulacap

Extra

O corpo do policial militar Rodrigo Alves Cavalcante, morto na Favela da Rocinha, será sepultado nesta quinta-feira, às 10h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste.

O cabo morreu no início da madrugada de quarta-feira, durante um patrulhamento na comunidade.

Policial morreu no início da madrugada de segunda-feira Policial morreu no início da madrugada de segunda-feira Foto: Guilherme Pinto / Extra

Identificado suspeito da morte

Mais cedo, a Polícia Militar informou que já identificou o suspeito de matar o cabo do Batalhão de Choque (BPChq).

O documento de Edilson Tenório de Araújo estava em uma pochete encontrada logo depois de o PM ter sido assassinado.

Na mesma bolsa foi encontrada munição de pistola calibre 9mm, a mesma que atingiu o policial.

Extra Online

quarta-feira, 28 de março de 2012

Major vai comandar policiamento na Rocinha, diz PM

Major Edson Raimundo foi nomeado pelo comandante da corporação.
Tropa recebeu reforços depois de assassinatos ocorridos na comunidade.

Do G1 RJ

O policiamento da Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio, terá agora um comando. O major Edson Raimundo dos Santos foi nomeado, nesta quarta-feira (28), pelo comandante da PM, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, para coordenar 350 policiais de várias unidades que estão ocupando a comunidade para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Quarenta policiais começaram a reforçar a partir desta quarta-feira o patrulhamento na Rocinha, que vem vivendo clima de tensão nas últimas semanas com a disputa pelos pontos de venda de drogas na região.

Na manhã de sexta-feira (23), a Rocinha já havia recebido o reforço de 130 policiais militares que concluíram o curso de Polícia de Pacificação e lá farão estágio, especialmente no policiamento a pé. O patrulhamento já estava reforçado desde segunda-feira (19), quando três homens morreram num tiroteio.

Morte de líder comunitário

O delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios, já ouviu mais de dez testemunhas no caso do assassinato de Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, presidente da Associação de Moradores do Bairro Barcelos, na Rocinha, Zona Sul do Rio. Ele foi morto a tiros na segunda-feira (26) perto da sede da própria associação.

Operação Choque de Paz

A comunidade da Rocinha, além do Vidigal e da Chácara do Céu, foi ocupada pacificamente pelas autoridades policiais no dia 13 de novembro de 2011, na Operação Choque de Paz. Segundo o governo do Rio, a ocupação havia sido planejada há meses pelo serviço de inteligência das forças de segurança.

G1 - Rio de Janeiro

Cabo da PM é morto em hospital no Engenho de Dentro

Athos Moura - O Globo

Um cabo da Polícia Militar foi assassinado a tiros durante um assalto, no final da noite desta terça-feira, num hospital particular no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio.

Por volta das 23h30m, Luiz Cláudio de Souza Menezes, de 42 anos, foi atingido por tiros de pistola - um deles acertou sua cabeça - após um bandido o ter rendido e pedido o seu cordão.

O criminoso viu a arma do policial e, apesar de ele ter entregado a joia e não ter reagido, o bandido atirou contra o militar. Em seguida fugiu de moto com um cúmplice.

Agentes da Divisão de Homicídios em frente ao hospital

Agentes da Divisão de Homicídios em frente ao hospital Foto: O Globo / Fernando Quevedo

O PM, que há um mês estava lotado no 27º BPM (Santa Cruz), tinha ido ao Hospital Memorial, na Rua José dos Reis, buscar sua sócia. Ambos possuíam uma loja de doces no Centro. O hospital possui uma entrada gradeada e um jardim, só em seguida o paciente tem acesso ao saguão.

Luiz Cláudio estacionou seu carro um pouco distante da entrada do hospital e seguiu a pé. O bandido o rendeu bem na porta que dá acesso ao saguão. Segundo testemunhas, quando o criminoso fez o PM levantar os braços para entregar o cordão, a arma do policial fez volume sobre a camisa e parte dela apareceu. O ladrão disparou diversas vezes.

A vítima chegou a ser levada com vida para a emergência da própria unidade de saúde, mas não resistiu. Há 16 anos na Polícia Militar, o cabo Menezes, como era conhecido, seria promovido a sargento em abril.

A investigação será conduzida pela Divisão de Homicídios. Funcionários do Hospital Memorial contaram que a unidade possui câmeras de seguranças, e que as imagens serão entregues à polícia.

Extra Online

domingo, 25 de março de 2012

OAB está muito preocupada com crise que envolve policiais e bombeiros

Brasília

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, afirmou hoje (20) após receber uma comissão de parlamentares e representantes de policiais e bombeiros, que a crise nessas forças, em função da baixa remuneração e das más condições de trabalho, está longe de ser solucionada no País, o que só acontecerá com uma política nacional de Segurança Pública coordenada envolvendo União e Estados.

"Ela (a crise) pode voltar a eclodir a qualquer momento, pois a situação hoje, como se apresenta, é como uma tampa de plástico numa panela de pressão", alertou ele durante entrevista.

Comissão de parlamentares denuncia ao presidente da OAB ilegalidades contra policiais e bombeiros

Comissão de parlamentares denuncia ao presidente da OAB ilegalidades contra policiais e bombeiros (Foto: Eugenio Novaes).

Ophir Cavalcante afirmou também que "preocupa muito à OAB" casos de ilegalidades denunciados pelos visitantes, que estariam sendo cometidos nas apurações sobre os recentes movimentos de policiais e bombeiros, como os da Bahia e Rio de Janeiro."A Ordem exige que essas apurações sejam feitas dentro do princípio da legalidade, sob pena de macularem a própria lógica do Estado democrático de Direito", cobrou o presidente nacional da OAB, destacando que há denúncias de que advogados não estão tendo acesso aos processos e de que Defensorias Públicas estão alegando falta de condições para defender os acusados - quando estão obrigadas por lei a fazê-lo se eles não têm como pagar advogado.

Participaram da reunião com Ophir Cavalcante, na Presidência do Conselho Federal da OAB, os deputados federais do PSOL Ivan Valente (SP), Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ); a deputada estadual do PSOL do Rio de Janeiro, Janira Rocha; o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, Mendonça Prado (DEM-SE), e o sargento Walace, do Corpo de Bombeiros-RJ. Também o diretor tesoureiro do Conselho Federal da OAB, Miguel Cançado, participou do encontro.

Seguem as declarações do presidente nacional da OAB,durante entrevista, após a reunião com parlamentares:

"A Ordem dos Advogados do Brasil, após essa visita, mantém o seu estado de vigilância e de alerta a respeito dessa questão. A cries nas polícias militares em corpos de bombeiros, em função da baixa remuneração de seus integrantes, não está resolvida ou solucionada no Brasil. Ela pode voltar a eclodir, a qualquer momento, pois a situação hoje, como se apresenta, é como uma tampa de plástico numa panela de pressão. Esse sentimento de descontentamento pelas condições de trabalho e condições remuneratórias pode levar a outras crises, em diversos estados da Federação. É necessário que os governos comecem a pensar nessa questão de uma forma maior e não de uma forma superficial como pensada hoje.

A cada crise, busca-se solucioná-la com paliativos ou mesmo com a criminalização dos movimentos sociais daqueles que defendem melhores condições de trabalho e de remuneração dos policiais e bombeiros do País. Portanto, é necessário que a União e os Estados se unam em torno de uma solução que passa, certamente, por uma coordenação nacional dessa situação e por uma solução que envolva a Segurança Pública como uma política de Estado em todo o País - e nisto está incluída a questão remuneratória.

Preocupa muito também à OAB as ilegalidades que vem sendo cometidas nas apurações sobre envolvimento de militares e bombeiros nesses movimentos. Tivemos noticiais de que os advogados, em muitos Estados, não estão tendo acesso aos autos para poder defender seus clientes, além de outros obstáculos. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro, por exemplo, declarou que não tem condições de defender os policiais militares, quando é obrigação do Estado proceder à defesa de quem não tem condições de pagar advogado.

Preocupa à OAB todas essas denúncias referindo a casos que não observam o devido processo legal. Até para os militares, há uma legislação. Em que pese haver uma legislação específica para os militares muito mais dura do aquela em relação aos civis, mas o fato é que há todo um procedimento que tem que ser obedecido.

Mas a denúncias que nos chegam é de que tais procedimentos não estão sendo observados. Por isso, a Ordem exige que essas apurações sejam feitas dentro do princípio da legalidade, sob pena de macularem sob pena de macularem a própria lógica do Estado democrático de Direito".

OAB