segunda-feira, 9 de abril de 2012

Homem flagrado pela TV atirando está foragido, diz delegado

Após deixar o hospital, a vítima conversou com a equipe da Record e contou o que aconteceu

Do R7

Reporter Flagra tentativa de assassinato ao vivo.

O homem que foi flagrado em uma tentativa de assassinato na frente de um bar em João Pessoa (PB) está foragido. Em conversa com o R7 nesta segunda-feira (9), o delegado que investiga o caso, Marcos Paulo Vilela, disse que ele foi identificado como Ariclenes Silva da Costa.
–- Descobrimos que ele não está nem mais na Paraíba, mas não podemos divulgar para não atrapalhar nas investigações. Outras pessoas que estavam no momento já prestaram depoimento, mas, como as imagens mostram, não há dúvida do crime.

O cinegrafista registrou o exato momento em que um rapaz que agonizava na calçada, vítima de três tiros, foi novamente atingido por um tiro à queima roupa na cabeça. A vítima foi socorrida e sobreviveu.

Crack e pobreza alimentam crime em Maceió, capital do homicídio no Brasil

O motivo do crime teria sido uma briga em agosto de 2011. Após deixar o hospital, Rodrigo Ferreira da Silva, de 20 anos, conversou com a equipe da Record e contou o que realmente aconteceu.

— Começou há oito meses com uma discussão numa festa de um amigo nosso. De lá para cá nunca houve mais nada. Há uns três meses, o mesmo garoto que eu briguei estava nesse mesmo bar e ele chegou e eu evitei. Quando foi dia 18, ele chegou com mais cinco.
Segundo Silva, antes dos tiros ele foi violentamente espancado.

— Foi coisa rápida. Quando saí do banheiro, me deram uma capacetada na cabeça. Mandaram me ajoelhar, chutaram meu rosto.

Depois de levar três tiros, Silva tentou fugir, mas não conseguiu ir longe. Ele voltou para frente do bar poucos minutos depois e se deitou.

— Fiquei deitado esperando por socorro porque falaram que a ambulância estava na esquina. Só que eu não conseguia levantar. Estava sem força.

Foi nesse momento que aconteceu a cena do flagrante.

— Depois ele [atirador] voltou e eu só ouvi na hora que ele disse: "Você vai morrer" e disparou.

O tiro acertou a boca do jovem. A bala ainda está alojada perto da orelha. Os outros tiros foram no peito, nas costas e no braço, mas nenhum órgão vital foi atingido.

Silva sabe que é um sobrevivente e diz estar feliz por poder voltar a ficar com a família.

R7.com

domingo, 8 de abril de 2012

Policiais transferidos do Bope para batalhões do interior agora integram grupo tático na Rocinha

Herculano Barreto Filho

Em 6 de março, 16 policiais foram transferidos do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para batalhões do interior do estado. Treinados em ações táticas, guerrilha urbana e tiro de precisão, entre outros cursos, foram fazer policiamento de rua em Campos e Macaé, pouco depois da greve da corporação.

Nesta sexta-feira, voltaram ao Rio e à sua formação inicial: passaram a integrar um grupo tático do Comando de Polícia Pacificadora (CPP).

Polícia encontra mais dois fuzis na Rocinha

Polícia encontra mais dois fuzis na RocinhaFoto: Cléber Junior / Extra

E, no primeiro dia na Rocinha, a equipe já mostrou serviço: sete dos caveiras seguiram uma trilha com pegadas deixadas por traficantes na mata, na área conhecida como 199, e encontraram dois fuzis enterrados. A localidade é a mesma em que foi morto, na quarta-feira, o cabo do Batalhão de Choque Rodrigo Alves Cavalcante.

— Estamos motivados com esse desafio, porque vamos desempenhar uma função fundamental no processo de pacificação da Rocinha — disse um dos policiais, que prefere não se identificar.

Onze desses caveiras — entre sargentos, cabos e soldados — estavam no 8 BPM (Campos). Os outros cinco prestaram serviço no 32 BPM (Macaé). Na próxima semana, outros caveiras transferidos também deverão reforçar a equipe.

Agora, eles fazem parte do grupo comandado pelo major Edson Raimundo dos Santos, que coordena o policiamento na Rocinha. Ex-Bope, o oficial já tinha trabalhado com os novos integrantes do CPP.

Os caveiras que reforçaram o CPP não reforçarão apenas o processo de pacificação na Rocinha. Comunidades pacificadas onde o tráfico enfrenta a polícia — como ainda ocorre nas UPPs da Mangueira, São Carlos e Fallet, Coroa e Fogueteiro — também poderão contar com o reforço do grupo tático.

Os novos integrantes do CPP também irão ajudar na formação dos recrutas recém-formados. A Rocinha será usada pela polícia como local de treinamento para os policiais que saírem do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças.

— Vamos atuar em qualquer área de UPP que tenha problema. Agora, estamos na Rocinha, onde tudo pode acontecer. O mais importante é ajudar na formação desses recrutas, na prática. Eles estão muito motivados. A experiência que tivemos no Bope vai ser fundamental para isso — comentou um dos novos policiais do CPP.

Identificar o comportamento de pessoas ligadas ao tráfico e áreas usadas para esconder drogas e armas estão entre os ensinamentos que serão passados pelos caveiras aos novos recrutas.

Extra Online

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Bico de policiais militares é regulamentado pelo estado

Djalma Oliveira

O governador Sérgio Cabral publicou, nesta quarta-feira, um decreto regularizando a atividade extra — popularmente conhecida como bico — na Polícia Militar.

Por meio do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), os PMs poderão prestar serviços na área para prefeituras conveniadas ao estado.

Cada turno adicional de oito horas trabalhadas vai render gratificações de R$ 150 para praças e R$ 175 para oficiais. Como os policiais poderão fazer, no máximo, 12 desses turnos a cada 30 dias, o rendimento mensal dessa atividade poderá chegar a R$ 1.800 para os praças e a R$ 2.100 para os oficiais.

O decreto dá um prazo de 30 dias para que a Secretaria de Segurança Pública e o comando da PM publiquem regulamentações sobre o tema. Essas regras devem determinar, por exemplo, como os policiais interessados poderão aderir ao Proeis.

De acordo com a Associação de Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), cerca de 32 mil dos 40 mil homens da PM exercem atividades fora do horário de trabalho. O número representa 80% do total da tropa.

— Cerca de 90% dos que têm algum trabalho fora da PM exercem atividades ligadas à segurança — afirmou o presidente da Amae, Melquisedec Nascimento.

O decreto publicado ontem estabelece alguns requisitos para que os policiais militares trabalhem em turnos extras e recebam as gratificações. Quem estiver interessado em ingressar no programa tem que ter, no mínimo, conceito “bom” na avaliação de comportamento, além de não estar respondendo a processo administrativo disciplinar. Após cumprir o período de oito horas na atividade extra, o policial terá que ter um intervalo mínimo de mais oito horas antes de retornar ao trabalho em seu batalhão, exceto em caso de convocação extraordinária.

Casos de afastamento do serviço por mais de 72 horas que não sejam férias ou licenças, vão resultar na suspensão do policial no programa. Quem ocupa funções de comando, direção e chefia na corporação não poderá receber a bonificação, sobre a qual não vai incidir a contribuição previdenciária.

Extra Online

Pai de PM morto na Rocinha diz não estar tendo apoio do governo: ‘A solidariedade está vindo de vocês’

Bernardo Costa

Foi enterrado, com honras militares, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, o cabo do Batalhão de Choque (BPChq) Rodrigo Alves Cavalcante, de 32 anos, morto na Rocinha durante um patrulhamento, na madrugada desta quarta-feira.

Muito emocionado e amparado por parentes e amigos, o pai do PM e ele próprio ex-PM, Osaide de Holanda Cavalcante, de 67 anos, despediu-se o terceiro filho perdido pela violência em 20 anos.

Seu Osaide (de cabelos brancos) é amparado por parentes

Seu Osaide (de cabelos brancos) é amparado por parentesFoto: Gabriel de Paiva / O Globo

- Quem perdeu a mãe quando tinha um ano e oito meses, um pai para o câncer e teve três filhos assassinados tem que ser forte. A maior força vem da fé em Deus - disse.

Um PM chora no enterro do cabo Rodrigo

Um PM chora no enterro do cabo Rodrigo Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

Depois do enterro, Osaide criticou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), alegando que a ocupação policial tem que estar acompanha de uma ocupação social:

- De que adianta UPP sem serviço social? As primeiras coisas (nas comunidades pacificadas) devem ser creches, escolas, postos de saúde. Sem isso, é gerado um vácuo porque o vagabundo da boca-de-fumo sabe da dificuldade do morador e ganha a confiança dele dando dinheiro. Verba para (obra no) Maracanã, eles têm.

A salva de tiros: honraria militar na despedida ao PM

A salva de tiros: honraria militar na despedida ao PM Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

O ex-PM também disse não ter sido procurado pelo governador Sérgio Cabral.

- A solidariedade está vindo de vocês, da imprensa.

O comandante-geral da PM, coronel Erir da Costa Filho, esteve no sepultamento e disse que a tendência é a resistência tráfico da Rocinha diminuir.

Extra Online

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Identificado assassino de PM na Rocinha, diz corporação

Paulo Carvalho

A Polícia Militar já identificou o suspeito de matar com um tiro o cabo do Batalhão de Choque (BPChq) Rodrigo Alves Cavalcante, de 33 anos, na Favela da Rocinha, na madrugada desta quarta-feira.

O policiamento está reforçado na Rocinha Foto: Extra / Guilherme Pinto

O documento de Edilson Tenório de Araújo - que tem passagem por tráfico - estava numa pochete encontrada logo depois de o PM ser atingido. Na bolsa havia também munição de pistola calibre 9mm - o mesmo que atingiu o cabo.

Os cães reforçam o patrulhamento

Os cães reforçam o patrulhamento Foto: Márcia Foletto / O Globo

De acordo com o coronel Frederido Caldas, relações-públicas da PM, Rodrigo estava com o colete à prova de balas, só que o projetil entrou na axila do policial. Ele informou, ainda, que nem o cabo nem os outros sete policiais que o acompanhavam atiraram: o único disparo foi feito pelo assassino.

- Era um beco sem iluminação. Os policiais viram o suspeito correr. Nâo viram que ele estava armado - disse Frederico.

As equipes da PM vasculharam vielas

As equipes da PM vasculharam vielas Foto: Márcia Foletto / O Globo

Ele disse, ainda, que até sexta-feira haverá 700 PMs no policiamento da Rocinha - entre recrutas e homens dos batalhões de Choque, de Cavalaria e Florestal. O oficial esclareceu que os recrutas não farão patrulhamento sozinhos, somente acompanhados de um PM do BPChq.

Um PM checa um vão ao lado de uma casa

Um PM checa um vão ao lado de uma casa

Responsável pelo policiamento na Rocinha, o major Edson Raimundo dos Santos disse que a favela está dividida em 14 áreas de patrulhamento. Na noite desta terça, sete desses locais estavam sendo patrulhado - um deles era o beco 199, onde o cabo foi morto.

O cachorro em busca de uma pista

O cachorro em busca de uma pista Foto: Márcia Foletto / O Globo

O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, o comandante da PM, coronel Erir Costa Filho, e a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, darão entrevista nesta tarde para falar sobre a morte do cabo Rodrigo.

Extra Online

Estado paga gratificações a 3.873 policiais das UPPs

Rio

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) vai depositar na próxima segunda-feira, 9 de abril, a gratificação de 3.873 policiais militares que serviram em fevereiro nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O valor total a ser depositado pelo Estado será de R$ 1.898.307,92.

Os policiais militares das Unidades de Polícia Pacificadora atuam nas comunidades Santa Marta, Batan, Cidade de Deus, Babilônia/Chapéu Mangueira, Pavão-Pavãozinho, Ladeira dos Tabajaras, Morro da Providência, Borel, Andaraí, Formiga, Salgueiro, Turano, Morro dos Macacos, Complexo do Alemão, São João, Prazeres, Coroa, Cidade de Deus - Apes, Cidade de Deus - Carate, Cidade de Deus – Quadras, nas comunidades SC/Zinco/Querosene e na Mangueira.

Cada praça vai receber R$ 500; comandantes, R$ 1.000; e subcomandantes, R$ 750. Os valores estão sujeitos a possíveis descontos relativos ao Imposto de Renda e à cota de alimentação.

Os policiais militares das UPPs estão distribuídos nas comunidades da seguinte forma: Santa Marta, 109; Batan, 105; Babilônia/Chapéu Mangueira, 98; Pavão-Pavãozinho, 204; Ladeira dos Tabajaras, 149; Morro da Providência, 211; Borel, 300; Andaraí, 215; Formiga, 119; Salgueiro, 143; Turano, 178; Morro dos Macacos, 225; Complexo do Alemão, 249; São João, 197; Prazeres, 184; Coroa, 202; Apes, 113; Carate, 113; Quadras, 112; e SC/Zinco/Querosene, 252; e Mangueira, 395.

O Dia Online

PM morto na Rocinha será enterrado em Sulacap

Extra

O corpo do policial militar Rodrigo Alves Cavalcante, morto na Favela da Rocinha, será sepultado nesta quinta-feira, às 10h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste.

O cabo morreu no início da madrugada de quarta-feira, durante um patrulhamento na comunidade.

Policial morreu no início da madrugada de segunda-feira Policial morreu no início da madrugada de segunda-feira Foto: Guilherme Pinto / Extra

Identificado suspeito da morte

Mais cedo, a Polícia Militar informou que já identificou o suspeito de matar o cabo do Batalhão de Choque (BPChq).

O documento de Edilson Tenório de Araújo estava em uma pochete encontrada logo depois de o PM ter sido assassinado.

Na mesma bolsa foi encontrada munição de pistola calibre 9mm, a mesma que atingiu o policial.

Extra Online