quinta-feira, 17 de maio de 2012

Policial civil é morto a tiros em Bento Ribeiro

Ana Carolina Torres e Marcos Nunes

Um policial civil foi morto a tiros, na tarde desta terça-feira, em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. A vítima foi identificada como Alexandre de Araújo Louzada e estava lotado na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj).

Segundo as primeiras informações obtidas pelo comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), tenente-coronel Paulo Roberto das Neves Junior, o agente passava perto de um bar na esquina das ruas Carolina Machado e Liberata Santos quando foi rendida e colocada em seu carro, um Fox, por um homem armado.

Alexandre teria lutado com o bandido e acabou sendo baleado. Ele ainda foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu aos ferimentos.

O atirador, segundo a polícia, rendeu o dono de um Toyota, um empresário, de 49 anos. Em seguida, forçou o motorista a levá-lo até a favela do Muquiço, em Deodoro. Lá, o empresário ainda ficou sem relógio e joias, antes de ser liberado.

O motorista, que não se feriu, já prestou depoimento na Divisão de Homicídios.

Extra Online

sábado, 12 de maio de 2012

Os últimos passos do traficante Matemático antes de morrer

Herculano Barreto Filho

Como fazia todas as noites, Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, de 37 anos, visitava uma de suas namoradas em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A escolhida, nesta sexta-feira, era a mulher que mora numa casa de dois andares na Coreia, perto do Campo do Abel.

Eram 23h15m quando ele deixou o local, vestindo camisa e bermuda pretas, escoltado por três homens armados. Matemático não sabia, mas seus passos eram monitorados a 1.500 metros de altura.

Policiais militares estão ocupando a região

Policiais militares estão ocupando a região Foto: Fabiano Rocha

O traficante mais procurado do Rio entrou com os comparsas num Logan prata, que era vigiado pelo helicóptero do Serviço Aeropolicial (Saer) da Polícia Civil. Começava uma fuga em alta velocidade. Segundo policiais que ocupavam a aeronave, o veículo atingiu 110 quilômetros por hora, para escapar de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e do 14 BPM (Bangu), que fechavam o cerco.

Às 23h29m, o piloto deu um voo rasante, chegando a 50 metros do chão. Tiros de fuzis disparados para o alto atingiram o helicóptero, parcialmente blindado. Dois atiradores de elite tiveram 20 segundos para revidar, antes de o helicóptero subir. O carro foi atingido e se chocou contra um muro na Rua Olga, na comunidade do Mobral.

— Acredito que todos no carro foram atingidos. O importante é que cheguei em casa para beijar meus filhos e minha mulher — disse um dos atiradores, de 48 anos, há 25 na polícia.

Baleado no peito

Baleado no peito e no joelho esquerdo, Matemático foi socorrido por dez pessoas. Uma delas amarrou um cinto na perna ferida, para estancar o sangramento. Ele foi colocado em outro veículo, um Gol preto, escoltado por motos e homens armados na última tentativa de fuga.

O carro foi encontrado em frente ao Colégio Estadual Daltro Santos, em Bangu, às 5h30m. Os bandidos que faziam a escolta abandonaram o corpo de Matemático após um tiroteio com o Batalhão de Choque. Na comunidade, as pessoas só acreditaram que o traficante tinha sido morto quando o corpo foi retirado do carro, para aplausos de moradores.

Extra Online

quarta-feira, 9 de maio de 2012

‘Não vá trabalhar’, pediu avó, horas antes da morte de PM baleado após tentativa de roubo a carro-forte na Pavuna

Herculano Barreto Filho

Quando viu o sargento Marcelo Afonso de Oliveira, na manhã desta terça-feira, a avó dele, uma senhora de 84 anos, fez um pedido incomum para quem estava acostumada a vê-lo sair todo dia para o 41º BPM (Irajá), batalhão onde atuava há dois anos.

— Não vá trabalhar hoje. Fica em casa, meu filho.

Foi a última vez que ela viu o neto que ela mesma criou. O policial militar, de 41 anos, foi morto ao ser baleado em luta corporal com um dos assaltantes que tentaram roubar um carro-forte na Pavuna, em frente a uma agência bancária da Caixa Econômica Federal. O sargento deixou uma mulher e três filhos, com idades entre 11 e 5 anos.

Policial foi morto por bandido que participou de tentativa de roubo a carro forte em frente à agência bancária na Pavuna

Policial foi morto por bandido que participou de tentativa de roubo a carro forte em frente à agência bancária na PavunaFoto: Wilson Mendes / Extra

Um colega disse ter conversado rapidamente com Afonso minutos antes do episódio, quando as duas viaturas deixavam a “área verde”, no batalhão. Segundo ele, a região é minada por locais considerados como “área vermelha”, onde há perigo de confronto.

— Brinquei com ele, antes de sair. A gente vai pra rua e não sabe se volta. Todo mundo gostava dele no batalhão. Perdi um grande amigo — lamentou o colega, que não se identificou.

PM queria ser jogador de futebol

Com a infância dividida entre Irajá e a Mangueira, Afonso era um habilidoso meia canhoto que atuava nas categorias de base do São Cristóvão. Desistiu do sonho de ser jogador ao entrar para a Aeronáutica. Depois, foi para a Polícia Militar, onde ficou 18 anos. Mas nunca deixou de lado uma boa “pelada”.

Todas as terças à noite, participava de um futebol soçaite com os amigos no Campão do Irajá. Evangélico, dispensava a cerveja depois do futebol. Mas não abria mão do churrasquinho e do bate-papo. Num dos últimos jogos, fez um gol depois de dar um drible num amigo, que atuava na zaga do time adversário.

— Ele disse, brincando: “tô gordinho, mas ainda tenho velocidade”. Hoje (terça-feira), não vai ter futebol.

Afonso será enterrado nesta quarta-feira à tarde, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

Extra Online

Sargento da Aeronáutica grávida é feita refém por bandidos

Rio

Uma sargento da Aeronáutica com três meses de gravidez foi feita refém por criminosos durante uma tentativa de fuga no Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte da cidade, nesta quarta-feira. De acordo com a assessoria da Polícia Militar, o caso ocorreu na operação que o Batalhão de Operações Policias Especiais (Bope) realizou na comunidade.

A operação deixou quase dois mil alunos da rede pública municipal sem aulas nesta quarta. De acordo com a Secretaria municipal de Educação, 1.931 estudantes de três escolas não assistiram aulas. Ao todo oito suspeitos foram capturados nesta operação, entre estes quatro menores. Com os presos foi apreendida uma pistola, maconha, lança-perfume, cocaína, dinheiro e radiostransmissores.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O gerente do crack no Chapadão, conhecido como "Gordinho", também foi preso. Em outro ponto da favela, um suspeito ficou ferido em troca de tiros com os policiais. Com ele foram apreendidas uma metralhadora calibre 45 e granadas. Ele foi levado sob custódia para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Um outro acusado foi preso.

Duas aeronaves do Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) e dois veículos blindados deram apoio a operação do Bope.

Operação no Juramento

Um policial militar ficou ferido e dois suspeitos foram presos, na manhã desta quarta-feira, durante uma operação no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte. Segundo a Polícia Militar, o militar foi ferido no braço e levado para o Hospital da Polícia Militar. Com os detidos foram encontrados dois fuzis.

A estação de Tomaz Coelho do metrô chegou a ficar cinco minutos fechada, devido ao tiroteio no Juramento. A ação é realiza por policiais do 9º (Rocha Miranda), 14º BPM (Bangu) e 41º BPM (Irajá

O Dia Online

terça-feira, 8 de maio de 2012

PM lutou com assaltante de carro-forte antes de ser assassinado

Wilson Mendes

Foi identificado como sargento Marcelo Afonso, de 41 anos, o PM que foi baleado e morto, durante uma tentativa de assalto a um carro-forte, nesta terça-feira, na Pavuna, no subúrbio do Rio.

Foto: Paulo Nicolella / O Globo

De acordo com as primeiras informações, um dos assaltantes chegou a lutar com o policial e os dois caíram no chão. Durante a luta, o assaltante, que estaria acompanhado de um segundo bandido, disparou um tiro e matou o policial. O bandido fugiu levando também o fuzil do PM.

Já o vigilante Edson Paciência Brandão, de 42 anos, foi baleado e morto na porta da Caixa Econômica Federal, na Pavuna. Ele foi ferido por um tiro na nuca. Ainda não se sabe o número exato de homens armados que participaram do ataque ao carro-forte.

Extra Online

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MP-RJ abre inquérito para apurar se presença de PMs em escolas é legal

Desde quarta-feira (2), PMs patrulham dentro 90 colégios.
Até o fim do ano, programa deve ser expandido para a toda a rede estadual.

Do G1, com informações do Jornal Nacional

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu nesta quinta-feira (3) um inquérito para investigar se a presença de policiais militares em escolas estaduais é legal. Desde quarta-feira (2), PMs estão fazendo o patrulhamento dentro de 90 colégios, como mostrou o Jornal Nacional.

A Secretaria estadual de Educação diz que a medida é para prevenir atos de vandalismo e violência. Até o fim do ano, o programa deve ser expandido para todas as 1,3 mil escolas da rede.

A presença dos PMs nas escolas é graças a um convênio firmado entre as secretarias estaduais de Educação e de Segurança e o governo do estado, por meio do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis).

Os PMs trabalham armados, no entorno e pátios das escolas. Eles não podem fazer revistas em alunos, a não ser em casos excepcionais que devem ser autorizados pelos conselhos tutelares, segundo secretário estadual de Educação, Wilson Risolia.

Contra o bullying e a venda de drogas

O objetivo da presença dos PMs nas escolas é, ainda, proteger alunos e professores e impedir o aliciamento de alunos e a venda e o consumo de drogas no entorno da escola, além do bullying. Os policiais podem ainda ajudar na organização do trânsito nos horários de entrada e saída dos alunos.

Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o convênio com o Proeis se não é o fim do bico do policial é uma alternativa ao trabalho que o PM em geral faz em sua hora de folga, sem qualquer garantia. De acordo com o convênio, a cada oito horas trabalhada o PM ganha R$ 200 se for oficial e R$ 150 se for praça.

“Bico é uma palavra pejorativa que foi tirada do vocabulário por esse convênio, que hoje beneficia mais de cinco mil policiais. Eles hoje trabalham com garantias em suas horas extras, coisa que a perversidade do bico não permitia”, disse Odair de Almeida Lopes Junior, coordenador Proeis.

G1 - Rio de Janeiro

PM é morto com 19 tiros na Cidade de Deus

Vítima é suspeita de ter envolvimento com a milícia da Vila Sapê, em Jacarepaguá, onde seria responsável pela compra e venda de botijões de gás

POR Flavio Araújo

Rio - Um policial militar foi morto com 19 tiros perto do Conjunto Habitacional da Polícia Militar, na Rua Monte Sião, na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, por volta das 13h30 desta quinta-feira.

O sargento Max Guimarães, 44 anos, parou o carro da sua mulher e foi abordado por três homens, que fizeram os disparos. Segundo a Polícia Civil, a vítima é suspeita de ter envolvimento com a milícia da Vila Sapê, em Jacarepaguá, onde ele seria o responsável pela compra e venda de botijões de gás.

O pai do militar, o aposentado Alberto Guimarães, 68, disse na Divisão de Homicídios (DH) suspeita de vingança de traficantes porque, segundo ele, um ponto de venda de drogas funciona dentro do Conjunto Habitacional da PM.

Policiais da UPP Cidade de Deus informaram que não conseguiram nenhuma testemunha do crime, apesar de um bar em frente ao local do homicídio estar cheio de clientes.

De acordo com a Polícia Militar, o policial assassinado estava de folga. Agentes da DH investigam o caso.

O Dia Online