segunda-feira, 23 de julho de 2012

Policial do Complexo do Alemão é encontrado morto e com sinais de tortura em Barros Filho

Extra

O corpo de um cabo da PM foi encontrado, na manhã de hoje, morto a tiros e com sinais de tortura dentro de um valão no fim da Rua Siriain, em Barros Filho. Márcio Machado Melo tinha 39 anos e era lotado no Batalhão de Campanha, no Complexo do Alemão. Segundo a Polícia Militar, ele tinha 11 anos de trabalho para a corporação.

 O corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira, em Barros FilhoO corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira, em Barros Filho Foto: Guilherme Pinto / Extra

Segundo policiais do 41º BPM (Irajá), que encontraram o corpo, Márcio estava dentro do valão, sem uma das orelhas, com marcas de espancamento e diversas marcas de tiros.

Próximo ao local, foi encontrado um Honda Civic prata, onde estava guardada a farda do policial. Marcas de sangue foram encontradas no banco. A Divisão de Homicídios (DH) investiga o crime.

Extra Online

Atentado à sede da UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, deixa policial morta

Wilson Mendes

Uma policial morreu com um tiro de fuzil durante atentado à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Complexo do Alemão.

Segundo a assessoria da PM, ela teria sido baleada dentro do segundo andar da unidade, que foi destruído pelos disparos. Já colegas que a socorreram afirmam que a policial correu após o ataque e foi atingida na rua.

Toda a fachada da unidade é de vidro. Foram dois ataques, um na localidade conhecida como Pedra do Sapo, quando pelo menos oito homens enfrentaram uma dupla de policiais e trocaram tiros, sem que ninguém tenha ficado ferido. Mais tarde, houve o atentado à sede da UPP.

Policiais cercam o Complexo do Alemão após ataque a UPP

Policiais cercam o Complexo do Alemão após ataque a UPP Foto: Marcelo Carnaval

A informação de que uma moradora teria sido atingida por bala perdida foi divulgada e posteriormente desmentida pelo site Voz das Comunidades.

Bope foi chamado para o local

Bope foi chamado para o local Foto: Marcelo Carnaval

A policial foi levada para a UPA do Complexo do Alemão, mas não resistiu. A PM solicitou reforços e realiza operações na comunidade para buscar os bandidos.

Carro da PM onde a policial atingida em ataque a UPP foi transportada

Carro da PM onde a policial atingida em ataque a UPP foi transportada Foto: Marcelo Carnaval

Em nota, emitida logo após o incidente, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora confirmou o ataque e a morte de um policial.

Leia, a seguir, íntegra do texto:

"Criminosos atacaram as forcas policiais da UPP Nova Brasilia na na noite desta segunda-feira (dia 23). A sede administrativa e o conteiner de apoio foram alvejados. Um policial foi morto.

A identidade do policial só será divulgada após a família ser comunicada. O BOPE está no local reforçando o policiamento em busca dos criminosos.

Assessoria de Imprensa

Coordenadoria de Polícia Pacificadora"

Extra Online

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Policial baleado em frente à creche no Grajaú morre em hospital

Delegacia de Homicídios diz que crime pode ter sido premeditado. Anteriormente, PM impediu assalto

Por Fernanda Alves

Rio - Os disparos que mataram, nesta segunda-feira, um policial civil que fazia segurança na porta de uma creche do Grajaú soou como um alerta para moradores que já reclamavam dos assaltos a pedestres e roubos de carro no bairro.

O homem foi morto com dois tiros nas costas, quando dezenas de crianças já haviam entrado, às 7h. O assunto tem preocupado tanto, que o comando do 6° BPM (Tijuca) criou um projeto visando o diálogo com a população e reforço na ronda escolar.

Latrocínio (roubo seguido de morte) é a principal linha de investigação da Divisão de Homicídios (DH). Segundo testemunhas, seis tiros foram disparados na porta da creche Studio da Criança.

Antônio da Gama, de 49 anos, que trabalhava há três anos como segurança da unidade, tentou correr para dentro da creche, mas foi atingido por dois disparos.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Policiais da Divisão de Homicídios investigam próximo à unidade escolar, que não deixou de funcionar durante todo o dia de ontem | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Levado ao Hospital do Andaraí, ele não resistiu. Teve a mochila, pistola e celular roubados.

O inspetor entrou em 1990 para a Polícia Civil e era lotado na 19ª DP (Tijuca). “Antônio era tranquilo e sempre muito carinhoso com as crianças. Deixou cinco filhos. Todos estão muito abalados”, contou a diretora da creche, Fabiana Souza.

A creche continuou aberta. Porém, alguns pais buscaram os filhos mais cedo: “Continuo confiando plenamente no serviço da escola. A segurança no bairro todo tem que melhorar, senão terei que fazer algo”, disse uma mãe.

“Todo dia tomamos conhecimento de um assalto nessa região. Precisamos de mais policiamento nas ruas”, reclamou Arlindo Coelho, presidente de Associação de Moradores do Grajaú.

Vítima evitou roubo no início do mês

Policias da Divisão de Homicídios trabalham com a hipótese de latrocínio (roubo seguindo de morte), mas não descartam que o crime tenha sido premeditado.

No último dia 5, dois homens tentaram roubar uma moto na frente da mesma creche e foram impedidos pelo policial Antônio Gama, que, junto com mais um segurança, fez disparos para o alto.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Polícia ampliou patrulhamento no bairro após assassinato | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

“Uma das possibilidades é que os mesmos criminosos tenham voltado ao local com um comparsa para roubar as armas dos agentes”, revelou o delegado titular da DH, Rivaldo Barbosa.

O vídeo do circuito interno de câmeras da creche está sendo analisando, mas já é possível afirmar que os três homens desceram de um carro. Comerciantes da região também relataram ter visto o mesmo veículo rondando a região uma hora antes do crime.

Mãe vira alvo no Méier

Na semana passada, no Méier, uma mãe que iria deixar a filha numa creche foi alvo de ladrões, que entraram no carro e a obrigaram a fazer saques em caixas eletrônicos. Depois, seguiram com ela até o Jacarezinho, onde os bandidos desceram.

Em abril de 2007, um outro policial civil, que também trabalhava como segurança da creche, foi baleado ao tentar impedir assalto em frente à creche. Ele disparou contra ladrões que queriam roubar pai e filha. As vítimas ficaram no meio do tiroteio e os criminosos fugiram.

Nesta segunda-feira, após o crime, o tenente-coronel Márcio Rocha, comandante do 6° BPM, afirmou que o policiamento no entorno da creche foi intensificado. À tarde, três carros de polícia ficaram parados na esquina da Av. Júlio Furtado — onde fica a creche — com a Rua Caruaru.

O Dia Online

domingo, 15 de julho de 2012

Corpo de PM morto em tentativa de assalto é sepultado em Sulacap

Por Thais Miquelino

Rio - O corpo do sargento da PM Ben-Hur Lourenço Couto, de 51 anos, foi sepultado neste domingo, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Ele foi assassinado na noite de sábado, numa tentativa de assalto, quando chegava para trabalhar em uma cabine na Rua Aníbal Porto, em Irajá.

Uma outra vítima dos ladrões reconheceu dois dos criminosos na Divisão de Homicídios.
A mãe do sargento, Célia Lourenço Couto, contou que o PM, há 28 anos na corporação, se aposentaria este ano.

“Ele já tinha tempo de serviço. Estava apenas esperando o curso para se transformar em primeiro-tenente. Meu filho era um homem de bem”, disse. Ben-Hur era lotado no 41º BPM (Irajá). Ele deixa um filho de dois anos e uma filha de apenas cinco meses.

Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

Corpo de sargento é enterrado | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

Na noite de sábado, o PM saiu da festa julhina da escola do filho, em Vicente de Carvalho, por volta das 18h40. Passou em casa, no mesmo bairro, e seguiu para o trabalho. Estava fardado.

O crime ocorreu por volta das 19h30, quando o policial estacionava seu carro em frente à cabine. Três bandidos fugiam de uma viatura da PM num Renault roubado, bateram o veículo e tentaram assaltar o sargento. Ao perceberem que se tratava de um policial, dispararam vários tiros.

Os ladrões seguiram a pé até a Avenida Brasil, próximo ao Trevo das Margaridas, onde roubaram outros motoristas antes de fugir. Neste domingo, a Polícia Militar fez buscas naquela região.

O dono do Renault Fluence usado pelos criminosos prestou depoimento e reconheceu dois dos três bandidos. O delegado da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, trabalha com a hipótese de latrocínio — roubo seguido de morte.

“O mais provável é que a causa da morte tenha sido a tentativa de roubo”, afirmou.

O Dia Online

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dia de inaugurações e noite de tiroteio no Complexo do Alemão

Wilson Mendes

No mesmo dia em que foram entregues as novas sedes das UPPs do Complexo do Alemão, policiais da unidade Morro do Alemão sofreram atentados a tiros. Ninguém ficou ferido nas ações e, no momento, estão sendo realizadas buscas nas matas do entorno para encontrar os atiradores.

Morro do Alemão enfrentou troca de tiros nesta segunda-feira Morro do Alemão enfrentou troca de tiros nesta segunda-feira Foto: Urbano Erbiste / Extra

Eram 19h quando um grupo de três homens armados com pistolas começou a atirar na direção de dois policiais que estavam baseados na localidade conhecida como Central, perto da estação do teleférico. Os homens, que estavam a pé, conseguiram fugir e os policiais não revidaram os tiros.

Uma hora depois, na localidade Pedra do Sapo, outra dupla de policiais estava fazendo patrulhamento de rotina quando se depararam com um grupo de cinco homens armados. Os bandidos atiraram na direção da viatura e os policiais revidaram. O tiroteio não foi longo. Logo os homens entraram na mata. Os policiais pediram reforços às UPPs próximas e homens das unidades Fazendinha e Nova Brasília estão dando apoio à equipe do Alemão.

Segundo a Controladoria de Polícia Pacificadora, as buscas pelos bandidos podem durar toda a noite. A princípio, trata-se de casos de atentado isolados. A primeira ocorrência já foi registrada na 22ª DP (Penha).

Extra Online

Polícia investiga se sequestrador de bebê pertence a quadrilha

Roberta Hoertel

A Polícia Civil está investigando a ligação de Altair Ferreira dos Santos e Géssica Paulino Marinho, envolvidos no sequestro de um bebê em Saquarema, com uma quadrilha que rouba e vende recém-nascidos.

A hipótese foi levantada após o depoimento de duas outras mães, que também afirmaram terem sido abordadas pelo criminoso. A versão dada pelo casal em depoimento, de que receberia R$ 500 mil pelo nascimento de um herdeiro, foi descartada pela polícia.

— Esta foi uma história criada pelos envolvidos para desvirtuar as investigações. Nada ficou confirmado sobre a herança e o fazendeiro não apareceu ainda — afirmou o delegado Luciano Coelho, da 124ª DP (Saquarema).

Casal é suspeito de integrar quadrilha Casal é suspeito de integrar quadrilha Foto: divulgação

Uma das mães foi abordada por Altair e sua quadrilha no mesmo dia em que o grupo sequestrou Gustavo. Em depoimento, a mãe da criança — que teve o filho no mesmo dia e local em que Gustavo nasceu — contou que dois homens armados invadiram sua casa com a alegação de cobrança do pagamento de uma dívida. Retiraram o bebê dos braços da mãe e prenderam ela e outra testemunha em um quarto separado. Ao ser desligada do filho, a vítima informou que o bebê estava doente (o que era mentira) e precisava ficar sob os cuidados dela. Um dos homens então informou sobre o problema ao grupo, que roubou o celular da vítima e fugiu do local. O sequestro de Gustavo aconteceu cerca de cinco horas depois.

Além do mesmo plano de sequestro, outro forte indício de formação de quadrilha é o fato de Altair procurar sempre um menino, branco e ainda com o cordão umbilical. Neste mesmo período, apenas cinco crianças nasceram na maternida em que Altair tinha acesso, destas apenas duas eram meninos, exaramente as duas famílias procuradas pelo bandido.

— Não descartamos a hipótese de ele providenciar o registro. Com o registro tardio, você tem a possibilidade de fazer a certidão sem a presença do pai. Poderiam levar a criança para qualquer parte do país ou até para o exterior — explicou o delegado.

A polícia agora busca encontrar outros envolvidos no sequestro. Até o momento, apenas um homem, identificado como Maxwell, morador do Morro do Castro, em São Gonçalo, teve a participação confirmada no crime. Ele foi citado nos depoimento de Altair e Géssica como a pessoa que ajudou na negociação das crianças:

— Estamos pesquisando o arquivo do hospital para ouvir todas as mães que deram à luz nos últimos 20 dias.

Em depoimento na tarde de ontem, um funcionário do hospital onde nasceram os alvos de Altair confirmou que o criminoso o procurou para ajudá-lo a conseguir uma criança para adoção.

Segundo o funcionário, Altair chegou ao hospital pedindo ajuda para uma amiga que teve gravidez psicológica e queria um filho para adotar. O funcionário, então, indicou uma paciente que havia dito que passava por dificuldades financeiras e, por isso, colocaria o filho para adoção.

Ao saber da história, Altair disse que um médico iria adotar e teria totais condições de cuidar da criança. Ele também arcaria com todos os custos do registro do recém-nascido. Ele ainda chegou a oferecer R$ 10 mil ao funcionário para que ele conseguisse a adoção da criança, exigindo apenas que fosse um bebê branco e do sexo masculino. O funcionário disse que não quis o dinheiro, afirmando que faria a proposta apenas para ajudar a mãe.

Entretanto, a mãe negou a proposta e afirmou que passaria a cuidar do próprio filho. O funcionário, então, informou a Altair, que saiu do hospital e passou a fazer as ofertas direto à família.

Extra Online

domingo, 1 de julho de 2012

Policial morto na Chatuba foi enterrado na tarde deste sábado

Extra

O sepultamento ocorreu na tarde de ontem, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Cerca de 400 pessoas estiveram presentes. Amigos, familiares e companheiros de farda fizeram questão de enfatizar o bom-humor de Mendonça.

— Ele era só alegria, estava sempre sorrindo. Foi o cara mais brincalhão que conheci na vida — destacou o segundo sargento Jeovan dos Santos, que trazia estampada na camisa a imagem do amigo sorrindo, com os dizeres: "Marcelo pura alegria". Os dois se conheceram em 2008, quando faziam parte da Força Nacional.

Sepultamento de Marcelo Correia Mendonça Sepultamento de Marcelo Correia Mendonça

Marcelo Mendonça integrava o Grupo de Operações Táticas Especiais (Gate) do 20 BPM. De acordo com o tenente-coronel Marcos Borges, comandante do batalhão, o policial morto "vestiu a camisa do combate ao tráfico".

O policial era solteiro e não tinha filhos. O caso está sendo investigado pela 53ªDP (Mesquita).

De acordo com o comandante do 20 BPM, tenente-coronel Marcos Borges, desde novembro foram efetuadas 888 prisões correspondente ao batalhão. Só na comunidade da Chatuba, foram detidas 152 pessoas. O segundo sargento Marcelo Correia Mendonça, que estava no batalhão há dois meses, foi responsável por 10 dessas prisões.

Operações para coibir o tráfico de drogas local tem ocorrido diariamente. Segundo o comandante Borges, a polícia ocupará a comunidade por tempo indeterminado.

— Colocarei quatro equipes, com cinco homens cada, em pontos estratégicos até conseguirmos indentificar e prender os meliantes.

Extra Online