domingo, 23 de maio de 2010

Em 15 Estados, militares quebram o silêncio dos quartéis e se organizam para formar uma bancada no Congresso Nacional

Um quarto de século após o fim da última ditadura militar que comandou o País, um grupo de oficiais e soldados das Forças Armadas se prepara para tentar voltar ao poder. Dessa vez não pensam no executivo e muito menos em armas e tanques: querem chegar ao Congresso Nacional por meio das urnas. Eles formulam nos bastidores a estratégia para eleger uma bancada de deputados e vão testar nas urnas nomes da caserna em pelo menos 15 estados.

O objetivo é ter poder de voz para discutir no Parlamento temas como o reaparelhamento das Forças Armadas e a revisão da rígida legislação disciplinar. Nessa fase de pré-campanha, muitos candidatos ainda se escondem atrás de suas iniciais para pedir votos, como o “capitão A.J.”, do Rio, ou o “sargento S.L.”, de Pernambuco. Mas alguns militares ouvidos por ISTOÉ, mesmo sendo da ativa, já estão em franca campanha rumo às urnas em outubro.

“Há um número considerável de candidatos”, diz o presidente do Clube Militar, general Gilberto Barbosa de Figueiredo. “O problema todo é que eles não são do ramo e não têm dinheiro”. Por exigências constitucionais, os militares só podem se filiar a partidos em julho, mês das convenções oficiais.

Na prática, a falta de dinheiro não chega a ser um entrave. Basta ver o exemplo do capitão do Exército Luiz Fernando Ribeiro de Sousa, do Arsenal de Guerra de General Câmara (RS), que usa a internet para fazer sua campanha a deputado federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT.

Em sua página, ele exibe fotos ao lado de políticos famosos e alimenta debates do interesse das Forças Armadas. Ele diz que faz parte de um movimento coordenado entre os militares para lançar candidatos dispostos a lutar por mudanças nos quartéis. “A livre manifestação do pensamento, dentre outros direitos absolutos, absurdamente ainda não vale para os militares brasileiros”, critica o capitão Luiz Fernando.

“Eles conseguem manter a tropa numa rédea curta, sem alguns dos direitos fundamentais.” Com vários amigos no MST e outros movimentos sociais, o capitão diz que já respondeu a inquéritos militares por externar opiniões. “Já fui punido diversas vezes, sem direito de ser ouvido pela autoridade que me puniu, sem direito de me defender”. Em 2006, ele foi candidato a deputado federal no Rio, mas não passou de 1724 votos.

Outro que recorre à internet é o subtenente Gilson Gomes, do 61º Batalhão de Infantaria de Selva, de Cruzeiro do Sul (AC). Convidado para concorrer a deputado federal pelo PSDC e o PV, o subtenente é presidente do Diretório dos Estudantes da Universidade Federal do Acre, onde cursa Letras. “Nossa proposta é traçar um plano para reaparelhar o Exército.

Nossos equipamentos na selva estão ultrapassados, precisamos de recursos para patrulhas na fronteira”, diz o subtenente. “Queremos é lançar candidatos militares em todo o País, mas há muita resistência do Exército”. Em sua página em um dos sites de relacionamento, Gilson critica o governo pelo desmatamento. “Faltam ações, falta vergonha na cara do governo para mudar”, diz o subtenente na internet.

Em 2006, ele também não teve sucesso na tentativa de se eleger deputado estadual. Diz que faltou verba para a campanha.

fonte: Blog Militar Legal

Delegacia Legal: término é adiado para julho de 2011

Falta de planejamento?

Marcelo Gomes

        Uma pilastra completamente destruída por uma goteira. - Foto: Divulgação

O novo IML foi integrado ao sistema informatizado do Programa Delegacia Legal. Em julho de 2009, o governo do estado contraiu um empréstimo de R$ 157 milhões com o BNDES para a conclusão do programa até dezembro deste ano.

O objetivo era informatizar todas as delegacias tradicionais, e construir dez Postos Regionais de Polícia Técnico-Científica (PRPTCs), a nova sede do ICCE e três casas de custódia. Entretanto, ainda há 46 delegacias legais em processo de implantação. Destas, apenas sete já estão em obras.

Em nota, César Campos, coordenador do Programa Delegacia Legal, informou que:

“a eficiência das novas instalações do IML foi demonstrada recentemente ao enfrentar duas catástrofes provocadas pelas chuvas, como a de Niterói e Angra dos Reis, sem que tivesse qualquer empecilho na execução dos serviços prestados a população”.

Em relação à dispensa de licitação, Campos disse que “foi embasada em pareceres técnico e jurídico (...) devido à interdição do antigo prédio do IML pela área da saúde”.

O coordenador disse ainda que o prazo para conclusão do Delegacia Legal foi adiado para julho de 2011.

Programa teve início em 1999

Iniciado em 1999, o Programa Delegacia Legal visa a informatizar e modernizar as instalações de todas as delegacias da Polícia Civil do estado.

Para facilitar a troca de informações e o trabalho investigativo, todos os registros de ocorrência (ROs) e procedimentos foram padronizados, com o controle centralizado e a utilização de um banco de dados central.

As carceragens das delegacias foram extintas. Os presos são transferidos para Casas de Custódia ou para a Polinter.

Caso de Polícia: Extra Online

Militar do Exército é preso assaltando bicicletas em Magé

Felipe dos Santos Marques, de 20 anos, foi preso na madrugada de hoje junto de outros três comparsas acusados de roubar várias bicicletas em Piabetá, distrito de Magé.

Ele foi reconhecido por uma das vítimas durante o último roubo, na nadrugada de hoje, quando roubaram cinco bicicletas numa garagem da região. Levado à 66ª DP (Piabetá) por policiais 34º BPM (Magé), Felipe acabou entregando os outros comparsas da quadrilha:

Fábio da Silva Ferreira, 20, Maicon Sabino, 22, e Bruno Sabino, 23 anos, com quem foi encontrado um revólver 38 de numeração raspada.

Só ontem, a quadrilha roubou pelo menos nove bicicletas. Outras três vítimas, chamadas na delegacia, reconheceram os supeitos.

Felipe é lotado no 11º Grupamento de Artilharia de Campana do Exército.

Os quatro foram indiciados por formação de quadrilha e assalto a mão armada.

Caso de Polícia: Extra Online

PM apreende material que seria usado em homenagem a bandido na Maré

Quatro pessoas foram presas com banners com imagens do traficante Pitoco

POR JOÃO RICARDO GONÇALVES

Rio - Policiais militares do 22º BPM (Maré) apreenderam na noite deste sábado, num clube onde seria realizada uma festa na Nova Holanda, quatro banners com a imagens de Ivanildo Francelino dos Santos, 26 anos, o Pitoco, traficante acusado de participação na morte do fotógrafo Andre Az, do Dia.

Segundo os PMs, a festa seria uma espécie de homenagem a Pitoco, morto em operação da Polícia Civil no início do mês. Quatro pessoas acusadas de organizar o evento foram presas, autuadas por desobediência e apologia ao tráfico, e liberadas depois.

A festa contaria com uma equipe de som e até abadás para os participantes. Segundo o tenente Diego Garcia, comandante do GAT do 22º BPM, denúncias sobre a relação da festa, intitulada "Tapa na peteca", com o tráfico, além da falta de autorização da polícia para a comemoração, já tinham levado a PM à Nova Holanda durante o dia.

Um caminhão com equipamentos de som chegou a ser levado para a 37ª DP (Ilha do Governador), mas foi liberado, assim como Eduardo Alves da Silva, 35 anos, Rafael Goes da Silva, 30, Anderson Faustino, 30 e Edvaldo Cruz Santos, 29.

À noite, depois de receberem novas informações que a festa aconteceria, os policiais voltaram à favela, com um veículo blindado, e chegaram a trocar tiros com traficantes, no caminho, antes de chegar no clube, o Gata de Bonsucesso.

No local, encontraram os banners, no chão do clube. O mesmo grupo de pessoas foi detido e desta vez levado para a 21 DP (Bonsucesso), depois de nova passagem pela 37. 

Segundo o tenente Garcia, os quatro serão acusados de apologia ao tráfico e crime de desobediência, delitos considerados de menor grau ofensivo.

As imagens mostram Pitoco com cordões de ouro e fazendo poses. Numa delas ele está acompanhado de um homem ainda não identificado.

Em outra, parece estar com uma farda da polícia e um fuzil.

O DIA ONLINE - RIO

Secretário de transportes de Magé é preso por policiais militares

Rio - Wander Ferreira, secretário de Transportes de Magé, foi preso na manhã deste domingo por policiais do 34º BPM (Magé), acusado de porte ilegal de armas.

Ele estava no carro junto com o filho de três e  foi detido depois de ameaçar um motorista que passava em um sinal com uma pistola .40. A vítima, não identificada, disse que Wander teria feito disparos.

Durante depoimento na 66ªDP (Piabetá), o secretário alegou que carregava a pistola porque ocupa um cargo importante e sofre ameaças. A arma estava com a numeração raspada. O secretário deve ser transferido ainda hoje para a Polinter, na Zona Portuária.

O DIA ONLINE - RIO

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Professora encontra revólver dentro de urso de pelúcia com aluno

Outro estudante estava com munição para a arma.
Os dois foram levados para a delegacia em Resende, sul do Rio.

Do G1 RJ

Uma professora de uma escola em Resende, no Sul do estado do Rio, encontrou na tarde desta quinta-feira (20) um revólver calibre 32 dentro do urso de pelúcia de um aluno. Segundo a Polícia Militar, outro aluno da mesma sala estava com munição para a arma.

Policiais do 37º BPM (Resende) informaram que os alunos têm 13 e 14 anos. De acordo com a PM, os dois teriam comentado durante o recreio sobre a arma, o que chamou a atenção da professora.

Na delegacia, os dois negaram que a arma e a munição pertecessem a eles. Segundo os adolescentes, alguém botou a arma dentro do urso de pelúcia, que estava na mochila do menino de 14 anos. Ele disse que estava levando o brinquedo para a irmã.

Os dois estão na 89ª DP (Resende) junto com os pais e prestarão depoimento no local.

G1 - notícias em Rio de Janeiro

Rodoviários do Rio confirmam greve de ônibus para segunda-feira

Marcelo Dias

Paralisação

O Sindicato dos Rodoviários confirmou na tarde desta sexta-feira que a categoria entrará em greve a partir da 0h da próxima segunda-feira. Entre as principais reivindicações, estão reajuste salarial de 15% e o fim da dupla função para motoristas que fazem as vezes de trocador.

A paralisação, que poderá prejudicar 3,4 milhões de pessoas, acontece dois meses após o sindicato firmar um acordo coletivo, com aumento de 5% na capital e de 7% no Grande Rio. O Rio Ônibus, que representa as empresas de viação, ainda não se manifestou sobre a nova greve.

A assembleia desta sexta foi provocada por opositores que tentam criar outro sindicato. O mesmo grupo paralisou 11 empresas no dia 12 de abril, num movimento considerado ilegal pela Justiça do Trabalho e que deixou 120 mil passageiros a pé.

- Daquela vez, faltou muita gente à assembleia e começaram a parar empresa por empresa, através desse sindicato fajuto. Além disso, sempre ganhamos mais do que os colegas da Baixada e tem patrão que não paga hora extra e nem cumpre o acordo coletivo. A categoria se revoltou - diz  o presidente do sindicato, Antônio Onil da Cunha, o Branco.

Por ora, os empresários se preocupam com a licitação das linhas de ônibus. A prefeitura divulga o edital no dia 9, mas o Tribunal de Justiça deve publicar na próxima segunda uma decisão da 12ª Câmara Cível condicionando-a à indenização das empresas que perderem suas permissões.

A Procuradoria-Geral do Município só se pronunciará após ser notificada, mas o prefeito Eduardo Paes já disse ser contra.

Casos de Cidade: Extra Online