sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Oficiais da PM são presos por roubar cabos de fibra ótica

Gabriela Ferreira

Quadrilha presa

Um dos oficiais que participava da quadrilha de roubo de cabos de fibra ótica. Foto: Berg Silva

Dois oficiais da Polícia Militar foram presos, na madrugada desta sexta-feira, na Praia de Botafogo, acusados de dar cobertura a funcionários de uma concessionária de telefonia que roubavam cabos de telecomunicação.

Os oficiais capitães Lauro Moura Catarino, do Batalhão de Botafogo, e Marcelo Queiróz dos Anjos, do Batalhão de Choque, ambos de 33 anos, foram detidos em flagrante coordenando e dando cobertura ao crime. Nove funcionários terceirizados de uma empresa de telefonia também foram presos.

A quadrilha atuava há cerca nove meses no Flamengo e em Botafogo. De acordo com o delegado responsável pela ação, Alan Luxardo, os funcionários da empresa desligavam o sistema de fiação durante o dia, e à noite retornavam ao local, onde recolhiam os cabos da rede subterrânea.

Eles usavam ainda uma bomba de sucção para retirar água das galerias, e assim e facilitar o serviço. Para não levantar suspeitas, os técnicos usavam equipamentos e uniformes. Cada carga vendida era avaliada em R$ 10 mil. Por mês, o grupo arrecadava cerca de R$ 300 mil com a venda dos fios furtados.

Grupo usava uniformes de empresa de telefonia para não levantar suspeitas. Foto: Berg Silva

A prisão é resultado de uma investigação policial que durou dois meses. A Polícia Civil ainda investiga o destino do material e tenta descobrir os receptadores. Na operação, foram apreendidos um caminhão, duas kombis e dois carros de passeio, usados pelos funcionários da empresa.

Os presos foram autuados por furto qualificado e formação de quadrilha. Na delegacia, a polícia descobriu que um dos funcionários, identificado como Valter Dias Filho, é ex-soldado da Polícia Militar, expulso da corporação por crime contra o funcionalismo público em 1997.

Casos de Polícia: Extra Online

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Bandidos usaram arma capaz de derrubar helicóptero em São Conrado

POR LESLIE LEITÃO

Rio - A ação que espalhou medo pelas ruas de São Conrado, sábado, impressionou não só pela audácia dos criminosos, como também pelo armamento pesado que usaram.

Além da grande quantidade de fuzis e granadas à mostra, bandido numa moto segurava metralhadora antiaérea ponto 30 com bipé, capaz de derrubar até helicóptero.

Ontem à noite, 10 dos 11 presos no Hotel Intercontinental foram levados para a Base Aérea do Galeão, de onde foram transferidos para penitenciária de segurança máxima em Porto Velho, capital de Rondônia. Um menor está num abrigo e um adulto, hospitalizado.

Fotos: Agência O Dia

A partir de análises de vídeos e fotos registradas pelas câmeras de circuito interno do hotel e de edifícios vizinhos, agentes da 15ª DP (Gávea) já identificaram a participação de cada um dos bandidos e o tipo de armamento usado. Na delegacia, os agentes filmaram um a um com as roupas que trajavam no momento em que foram encurralados.

“Fizemos a comparação e fomos confirmando quem era quem”, explicou o chefe de investigações da 15ª DP, Alexandre Estelita. A polícia pede a quem tiver informações sobre o restante do bando para entrar em contato com o Disque-Denúncia (2253-1177).

Além de Thiago Shirmmer Caceres, o Pateta ou Leão, mostrado por O DIA ontem tentando embarcar numa van, a 15ª DP já sabe que grupos diferentes foram flagrados em pelo menos três pontos: atacando o motorista de um carro, trocando tiros na Avenida Aquarela do Brasil e andando por um dos condomínios da mesma rua.

Para a polícia, o chefe do bando, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, continua na Favela da Rocinha. Não foi baleado. O secretário de Segurança José Mariano Beltrame, em entrevista à Revista Época, afirmou que sabe o paradeiro do traficante.

“Sei onde está o Nem e até o que tem dentro da casa dele. Não tenho medo de traficante. Mas não posso arriscar a vida dos moradores. Para eu buscar essa pessoa, a sociedade está dispostas a pagar o custo de algumas vidas?”, afirmou.

Foto: Divulgação

Traficantes da Rocinha saíram da van e atacaram motorista num cruzamento. Passageiros de ônibus observaram | Foto: Divulgação

Bandido sai de Niterói e é preso em hospital do Rio

No rastro da investigação do episódio em São Conrado, a 15ª DP acabou prendendo um acusado de assassinato em Niterói, na madrugada de sábado. Luiz Cláudio Oliveira Costa, 32 anos, estava internado no Hospital Souza Aguiar e foi preso. Ele tem ligações com a quadrilha da Favela da Rocinha e, horas antes ao tiroteio, com outros cinco bandidos, teria atirado no estudante Thaian Alves Monteiro, 19, no Fonseca.

O rapaz teria sido capturado na Alameda São Boaventura e levado para o Morro da Boavista, também no Fonseca. Lá, teria levado seis tiros. O autor dos disparos, no entanto, teria baleado a própria perna. “Naquela noite, ele foi levado para a UPA da Rocinha. E é essa ligação entre os bandos que estamos investigando”, explicou a delegada da 15ª DP, Barbara Lomba Bueno.

Luiz Cláudio, preso no hospital, alegou que só foi a Rocinha a passeio e não conhecia ninguém na comunidade, mas ‘acabou sendo vítima de bala perdida’.

O DIA ONLINE - RIO

PM acusado de liberar atropelador do filho de Cissa se diz esquizofrênico

Por Pedro Dantas, estadao.com.br

RIO - Acusado de liberar o atropelador do filho da atriz Cissa Guimarães em troca de propina, o sargento Marcelo Leal, do 23º Batalhão de Polícia Militar do Leblon, alegou que é esquizofrênico em depoimento nesta quinta-feira, 26, à Justiça Militar. Ele negou ter recebido dinheiro do empresário Roberto Bussamra, pai do universitário Rafael Bussamra, de 25 anos, que na madrugada de 20 de julho dirigia o carro que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, de 18 anos.

O jovem andava de skate com amigos no Túnel Acústico, na Gávea (zona sul), que estava interditado para obras. Hoje, o sargento e o cabo Marcelo Bigon prestaram depoimento no processo que pode expulsar a dupla da corporação.

O advogado do sargento, Ekner Maia, alegou que o policial ficou dois anos afastado do serviço na década de 90 por uma crise de esquizofrenia e voltou a trabalhar sem passar por nenhuma avaliação médica. Os policiais são acusados de liberar Rafael Bussamra do local do atropelamento em troca de R$ 10 mil.

Os PMs também apresentaram um Termo de Registro de Ocorrência onde descreviam que o Siena preto do atropelador não tinha irregularidades, apesar do imenso amassado, vidros e para-choque quebrados. Os PMs teriam recebido no dia da tragédia R$ 1 mil e acertaram um encontro no dia seguinte para receber o restante. No entanto, o empresário desistiu ao saber que a vítima era filho da atriz e a morte dele repercutia na mídia.

Na segunda-feira, o Ministério Público do Rio, junto à Auditoria de Justiça Militar, denunciou os PMs por corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de função. Caso sejam condenados pelos três crimes, os policiais podem pegar de 3 a 8 anos de prisão.

Na semana passada, o Inquérito Policial Militar (IPM) concluiu que o empresário praticou corrupção ativa e o denunciará ao Ministério Público. A delegada titular da 15ª Delegacia de Polícia da Gávea, Bárbara Lomba, deve concluir nos próximos dias o inquérito sobre a morte do filho da atriz. Rafael Bussamra pode ser indiciado por homicídio culposo ou doloso (com a intenção de matar).

MSN Estadão

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Operação na Vila Ideal prende seis traficantes e deixa dois mortos

Athos Moura

DUQUE DE CAXIAS

Traficantes presos na Vila Ideal em Duque de Caxias / Marco Antonio Cavalcanti

Uma operação da Delegacia de Repressão a Armas e Entorpecentes (Drae) na Vila Ideal, em Duque de Caxias, na manhã desta quarta-feira, prendeu seis traficantes, sendo dois menores de idade, e deixou dois mortos. Entre os que morreram está Neliton Oliveira da Silva, o Bradock, que recentemente apareceu em uma reportagem da TV Globo segurando uma metralhadora ponto trinta.

Os dez policiais que participaram da operação apreenderam quatro metralhadoras, quatro pistolas 9mm, uma apostila ensinando como usar armamentos de grosso calibre, cadernos com contabilidade do tráfico, munições, celulares, rádios transmissores e grande quantidades de crack, maconha, maconha hidropônica, raxixe, cocaína e cheirinho da loló.

Os presos são Leandro Luiz Pereira, de 23 anos, Anderson Gomes do Nascimento, de 21, Jorge Luiz dos Santos Silva, de 18, Maicon Francisco da Silva, de 20, e dois menores de 16 e 17 anos. O segundo morto ainda não foi identificado.

De acordo com o chefe de Polícia do Rio Alan Turnowski, a ação foi montada em cima dos erros dos traficantes. E que agindo dessa forma é possível agir de forma rápida e com poucos homens.

- A sociedade exige que as operações sejam cada vez mais cirúrgicas. Jogamos com os erros deles (traficantes) e assim trabalhamos de forma rápida, com poucos homens. Nessa operação tiramos oito homens de circulação - contou Turnowski.

Casos de Polícia: Extra Online

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PMs que trocaram tiros com bandidos em São Conrado serão premiados

Rio - O comandante do 23º BPM (Leblon), tenente-coronel Rogério Leitão, informou nesta segunda-feira que vai premiar os policiais que se depararam pela primeira vez com o "bonde de traficantes" da Rocinha que saía de um baile funk no Morro do Vidigal.

O comandante da unidade disse que não vai abrir sindicância para apurar se a ação dos PMs foi uma operação não autorizada para prender o chefe do tráfico de drogas da Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem.

Ele explicou ainda que não há dúvidas de que os policiais se encontraram por acaso com os bandidos. Não há previsão para operação em busca dos traficantes que fugiram para Rocinha, após o confronto com PMs.

Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

Entrada do prédio Village São Conrado, que ficou no meio do fogo cruzado | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, se reuniu nesta segunda-feira com o comandante do 23º BPM (Leblon), coronel Rogério Leitão. No encontro, Mário Sérgio prestou apoio aos PMs da unidade e determinou que todos redobrem atenção depois do último sábado, quando cerca de 60 traficantes da Rocinha que saíam de um baile funk no Vidigal levaram pânico aos moradores do bairro. Ao se deparar com policiais, o grupo trocou tiros e invandiu o Hotel InterContinental e fez reféns.

Segundo o comandante-geral, mais homens serão deslocados para a unidade do Leblon. O Disque-Denúncia recebeu até o momento 13 ligações com informações sobre os bandidos que levaram terror aos moradores do bairro. Quem souber sobre o paradeiro dos criminosos pode ligar para o 2253-1177.

Mais cedo, Mário Sérgio Duarte disse que não houve irregularidade na ação dos policiais do 23º BPM (Leblon), que trocaram tiros com bandidos da Rocinha, em São Conrado, no último sábado. "Não houve irregularidade na ação da PM. Até o momento, não chegamos a irregularidade alguma. O que nós temos é uma reação da PM, que foi atrás dos bandidos. Inclusive quatro policiais ficaram feridos no confronto com traficantes", disse Mário Sérgio, em entrevista à Rádio CBN. Dois dias após o episódio, a polícia reforçou a segurança na Avenida Niemeyer e na região.

Segundo o comandante-geral da PM, policiais do 23º BPM faziam um patrulhamento normal nas ruas da cidade, quando se depararam com os criminosos.  "O que se tinha era um alerta geral de viaturas, já que nos fim de semana traficantes passam a se locomover para favelas de mesma facção, muitas vezes para comemorar aniversários. Passamos alertas para os policiais ficarem mais atentos", disse.
>>> GALERIA DE FOTOS: Tiros e pânico em São Conrado

Os condomínios onde bandidos teriam buscado refúgio estão sendo vasculhados. "Não vamos deixar de verificar e checar novas notícias sobre o paredeiro de criminosos e armas", explicou o comandante-geral da PM.  Mário Sérgio informou que traficantes da Rocinha estavam em um baile funk no Morro do Vidigal, na Avenida Niemeyer, também em São Conrado, e ao tentarem voltar se depararam com uma patrulha da PM .

O circuito de TV dos prédios no entorno da Rocinha estão sendo avaliados para saber se o chefe do tráfico de drogas da Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, estava no grupo de 60 bandidos que trocou tiros com PMs. Na fuga, 10 criminiosos invadiram o Hotel Intercontinental e fezeram 30 funcionários reféns. O patrulhamento foi reforçado no entorno do hotel.

No último sábado, testemunhas relataram que o chefe do tráfico na Rocinha teria escapado da polícia ao invadir, escoltado por um grupo de traficantes, o condomínio Village São Conrado. O bando rendeu porteiros e vigilantes numa das entradas, na Avenida Aquarela do Brasil, e saiu pelos fundos, na Autoestrada Lagoa-Barra. “Foi uma cena incrível. Com fuzis, pistolas e granadas, eles fizeram uma barreira em torno de um homem, porque outro gritava toda hora: ‘protejam o chefe!’, contou V., 35 anos.

“Quando ouvi o barulho dos tiros, o porteiro interfonou dizendo que os bandidos tinham passado por dentro do condomínio para chegar à autoestrada. Tinha muita munição no chão”, afirmou um engenheiro, de 62 anos.

Empregado de um edifício na Av. Aquarela do Brasil, J. disse que já “cansou” de ver ‘bondes’ passando pela via entre o fim das madrugada de sextas-feiras e o início das manhãs de sábado. “Isso é comum. Todo mundo já viu. Eles passam com armas pesadas em punho em motos, vans, Kombis e até em carros de luxo ”, disse.

Atingido por dois tiros no braço direito, o mecânico A., 40 anos, não consegue tirar da memória os momentos de pavor que enfrentou. “Consertava o motor de um carro na rua quando a guerra começou.

Me joguei no chão, atrás do veículo, mas duas balas me atingiram. Sorte que em pleno tiroteio, um senhor parou o carro com a porta aberta para eu entrar e me levou para o Hospital Miguel Couto. Ele já levava outro homem baleado. Queria reencontrá-lo para agradecer, mas sequer sei o seu nome”, lamentou.

O outro baleado foi o despachante de ônibus Wallace Oliveira, 34 anos, atingido por um tiro de raspão no tórax. Ele se abaixou dentro de uma pequena cabine da Viação Amigos Unidos, que ficou com várias marcas de tiros.

Motorista da Comlurb traumatizado

Abalado, o motorista da Comlurb que ficou no meio do tiroteio entre policiais e bandidos, na manhã de sábado, na Avenida Aquarela do Brasil, pensa em largar a profissão. “Ele está muito traumatizado. Disse que passou a noite acordado e que tem dificuldades em conversar sobre o episódio”, contou um colega.

Para os amigos, o motorista descreveu que, ao ficar no fogo cruzado, saiu abaixado do caminhão de lixo e correu para se proteger em um condomínio. O veículo foi usado como escudo pelos traficantes durante o confronto com os PMs.

No dia seguinte ao confronto, em cada esquina de São Conrado, só havia um assunto: o dia de terror da véspera. “Vi tudo da minha janela do décimo sexto andar. Vestidos com coletes pretos, os bandidos berravam, atiravam para todos os lados e tentavam render motoristas que passavam. Quase não acreditei quando eles entraram no hotel”, disse a moradora Suad Afif, 57 anos, que reside há 25 num prédio próximo ao Intercontinental, e somente no início da tarde saiu de casa para levar seus dois cães para passear.

O DIA ONLINE - RIO

PMs do caso Rafael Mascarenhas são denunciados pelo MP

Filho de Cissa Guimarães morreu atropelado no dia 20 de julho.
PMs teriam recebido propina do pai do atropelador para o liberarem.

Do G1 RJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro divulgou nesta segunda-feira (23) que denunciou os policiais militares Marcelo José Leal Martins (3º Sargento) e Marcelo de Souza Bigon (Cabo), lotados no 23º BPM (Leblon), que teriam recebido propina do pai do motorista que atropelou Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, quando andava de skate, no Túnel Acústico, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, no dia 20 de julho.

Os dois PMs foram denunciados por corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de função. Segundo a Promotora de Justiça, caso sejam condenados pelos três crimes, os policiais podem pegar de 3 a 8 anos de prisão.

De acordo com a denúncia os PMs aceitaram, de Roberto Bussamra, pai de Rafael Bussamra, que atropelou Rafael Mascarenhas, oferta de R$ 10 mil para não preservar o local do atropelamento, prestar auxílio à vítima e conduzir o atropelador à delegacia.  Ainda segundo a denúncia, eles saíram do posto de patrulhamento para escoltar o carro do atropelador.

Pela manhã, ainda de acordo com a denúncia, os policiais receberam de R$1 mil como parte do pagamento prometido. Os PMs também teraim apresentado o Termo de Registro de Ocorrência com informação falsa, descrevendo a liberação do carro de Rafael Bussamra sem a constatação de irregularidades.

Missa de um mês

Missa Cissa GuimarãesCissa Guimarães se emocionou na missa de 30
dias da morte de Rafael na sexta-feira
(Foto: Pedro Kirilos/Agencia O Globo)

Cerca de 50 pessoas acompanharam a missa que marcou os 30 dias da morte de Rafael Mascarenhas no final da manhã de sexta-feira (20), no Mosteiro das Irmãs Clarissa, na Gávea, também na Zona Sul da cidade.Nesta segunda-feira (23), acontece outra missa em homenagem a Rafael, em uma igreja dentro da PUC, onde ele estudava.

A delegada responsável pelas investigações do caso, Bárbara Lomba, da 15ª DP (Gávea), espera terminar o inquérito nesta semana. Ela ainda não definiu se vai indiciar Rafael Bussamra por homicídio culposo ou doloso (quando há intenção de matar).

O pai do jovem, o empresário Roberto Bussamra, também pode responder por corrupção ativa ou passiva, já que ele afirmou em depoimento à polícia que pagou propina aos dois PMs que abordaram Rafael.

Os policiais continuam presos na Unidade Prisional da Polícia Militar, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Os advogados dos PMs negam que seus clientes tenham feito qualquer tipo de negociação com Bussamra.

G1 - notícias em Rio de Janeiro

Acidente com van da Polícia Civil deixa 2 policiais e 2 presos feridos

Segundo testemunhas, van avançou o sinal com a sirene ligada.
Motorista disse que não ouviu sirene porque janelas estavam fechadas.

Bernardo Tabak Do G1 RJ

Com a força do impacto, a van tombou na pista.Com a força do impacto, a van tombou na pista
(Foto: Jose Jorge da Silva Martins)

Quatro pessoas ficaram feridas, sem gravidade, no acidente envolvendo uma van da Divisão de Capturas da Polícia Civil, que tombou na Avenida das Américas, no início da tarde desta segunda-feira (23), na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, dois detentos e dois policiais estavam no veículo.

Os presos foram levados por outra viatura para o Instituto Médico Legal (IML), onde vão ser examinados. Já os policiais foram encaminhados ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

O acidente foi na altura do condomínio Pedra de Itaúna. De acordo com testemunhas, um carro de passeio bateu na lateral direita traseira da van da polícia, que atravessou o sinal vermelho com a sirene ligada. O motorista do carro disse que, por estar com os vidros fechados, não ouviu a sirene. Com o impacto, a van rodopiou, tombou e arrastou na pista por alguns metros.

G1 - notícias em Rio de Janeiro