sexta-feira, 29 de abril de 2011

Justiça mantém condenação de Núbia Cozzolino

Rio - O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro negou, por unanimidade, um recurso da defesa da ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino (PMDB), mantendo assim a condenação por improbidade administrativa. Ela foi condenada em ação civil pública por atos de promoção pessoal, perdendo a função pública de prefeita e ficando com os direitos políticos suspensos por 10 anos.

Porém, o MP constatou em fevereiro deste ano que "mesmo afastada, a ex-prefeita continua com total ingerência, de fato, na administração municipal de Magé. Principalmente agora que seu irmão Anderson Cozzolino, réu em ação civil pública por improbidade ajuizada pelo MP, está em exercício no cargo de prefeito de Magé".

O TJ decidiu que Núbia deverá pagar uma multa civil no valor de 50 vezes o de seus subsídios, está proibida de contratar com o poder público, pessoalmente, ou por interposta pessoa, e de receber benefícios ou incentivos, fiscais ou creditícios, por cinco anos. Ela ficou ainda obrigada a ressarcir integralmente o dano causado ao município de Magé.

Na ação civil pública, o MP pediu a condenação de Núbia Cozzolino por violação do princípio da impessoalidade no exercício da função pública, sustentando que ela utilizou recursos públicos para custear propaganda, por meio de outdoors. Em 21 de março deste ano, outra decisão do TJ manteve a condenação da ex-prefeita por descumprimento de decisão judicial.

O DIA ONLINE

terça-feira, 12 de abril de 2011

Massacre em Realengo: 'A PM tem bons exemplos', diz sargento

POR ISABEL BOECHAT

Rio - Durante a cerimônia de assinatura das Promoções por Ato de Bravura dos Policiais Militares do Batalhão de Polícia Rodoviária que socorreram os alunos da escola Tasso da Silveira nesta terça-feira, o sargento Márcio Alexandre Alves lembrou da tragédia e falou sobre o reconhecimento após ter evitado que Wellington fizesse mais vítimas.

Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

Segundo-sargento Márcio Alexandre Alves recebe a insígnia do presidente da República em exercício, Michel Temer | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

"Tem sido gratificante, embora a cena (das crianças baleadas) volte à cabeça a toda hora. Pretendo continuar com o meu trabalho e agradeço o reforço oferecido ao batalhão. A PM tem bons exemplos. Mas eu preferia não receber a homenagem e que todas as crianças estivessem salvas", disse Alves.

O responsável por entregar a insígnia foi o presidente da República em exercício, Michel Temer, que mandou uma mensagem de Dilma Rousseff. "O Governo (Federal) está com muita tristeza e dor no coração. Esta tragédia abalou a vida de todos os brasileiros. Esses atos tresloucados trazem à luz uma violência oculta, difícil de explicar", declarou Temer.

Alves contou que, até o dia da tragédia na escola, havia entre seis e sete anos que ele não disparava nenhum tiro. "Foi o primeiro disparo que fiz após muitos anos. Quando vi a primeira criança baleada, tomei um susto e ouvi os tiros vindo da sala

O DIA ONLINE

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Presos dois suspeitos de vender arma para autor de massacre em escola

Denise Ribeiro - Extra

Dois homens foram presos e encaminhados para a Divisão de Homicídios (DH), na noite desta sexta-feira, suspeitos de terem intermediado a venda da arma usada por Wellington Menezes de Oliveira no massacre na Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo.

Armas e munição apreendidas pela polícia com o atirador da escola de Realengo. Dois suspeitos de vender o revólver calibre 38 (esquerda) para Wellington fora presos / Foto: Paulo Carvalho

O chaveiro Charleston Souza de Lucena, de 38 anos, e o desempregado Isaías de Souza, de 48, foram detidos por policiais do 27º BPM.

De acordo com a polícia, a arma, de calibre 38, havia custado a Wellington R$ 250. O assassino havia, ainda, pagado R$ 30 a cada um dos dois intermediadores, pelo negócio.

Casos de Polícia - Extra Online

Sargento Alves se emociona ao ler bilhete de Jady, uma das sobreviventes

Thamyres Dias

Policial, muito obrigada por me salvar. Quero te agradecer por me dar uma chance de vida. Beijos e abraços.

O bilhetinho escrito pela pequena Jady Ramos de Araújo, de 13 anos, para o homem que salvou a sua vida chegou ao seu destino. O sargento Márcio Alves - que conseguiu evitar que a tragédia da Escola Municipal Tasso da Silveira fosse ainda maior - se emocionou ao ler o agradecimento da menina, que tem quase a mesma idade de seu filho mais velho.

O sargento Márcio Alves recebe a cartinha de Jady. Reconhecimento pelo trabalho do policial / Foto: Marcelo Theobald / Extra

- São essas coisas que gratificam a gente. É um grande reconhecimento - afirmou o sargento.

O reconhecimento também chegou em Campo Grande, bairro onde o herói da Polícia Militar mora. Ele contou que tem recebido telefonemas de agradecimento, mas que ainda não teve tempo de se encontrar com os amigos e vizinhos.

- Cheguei em casa por volta de 3h de hoje e saí também muito cedo. Não vi ninguém, só a minha família. Minha mulher me deu um abraço forte, não queria me soltar. DIsse que está muito orgulhosa de mim - contou.

O sargento Alves recebeu homenagens da PM por ter interrompido o atirador do massacre de Realengo

O sargento Alves recebeu homenagens da PM por ter interrompido o atirador do massacre de Realengo / Foto: Marcelo Theobald / Extra

No Quartel General da Polícia Militar, no Centro do Rio, o sargento Alves recebeu homenagens da corporação. Segurando as lágrimas, o tenente coronel Djalma Beltrame, primeiro oficial a chegar ao colégio na manhã de ontem, disse que o trabalho do colega foi perfeito.

- Fui chefe dele logo quando ele entrou para a PM. É um orgulho ver que, em uma situação limite como essa, ele teve uma conduta exemplar. Como oficial, admiro o trabalho do sargento. Como cidadão, vejo nele um herói - disse.

Casos de Polícia - Extra Online

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Polícia divulga lista parcial de vítimas do tiroteio em escola do Rio

11 crianças morreram em ataque na manhã desta quinta-feira.
Atirador se matou após ser alvejado por policial em escola da Zona Oeste.

Do G1 RJ

Wellington Menezes de Oliveira, homem que atirou contra escola municipal Tasso de Oliveira, em Realengo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Wellington Menezes de Oliveira, homem que atirou
contra escola municipal Tasso da Silveira,
em Realengo (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Polícia Civil divulgou na tarde desta quinta-feira (7) o nome de oito vítimas do ataque à escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30.

Veja a lista parcial de vítimas:

1- Karine Chagas de Oliveira, 14 anos
2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos
3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos
4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos
5-
Larissa dos Santos Atanázio, (aguardando documento)
6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos
7- Luiza Paula da Silveira, 14 anos
8- Laryssa Silva Martins, 13 anos

Ainda falta a identificação de três corpos por parte do IML.

Wellington é ex-aluno da escola onde foi o ataque. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais.

A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para 6 balas.

Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola (Presenciou o caso? Envie fotos e vídeos ao VC no G1).

O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. "Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio", disse o policial (veja abaixo a declaração, em reportagem do Jornal Hoje).

A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.

Sobrevivente conta como foi

Uma das alunas lembra os momentos de terror na unidade. A menina de 12 anos disse que viu o atirador entrar na escola. Ela estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.

“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que o atirador entrou na escola.

“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.

Info sobre como ocorreu a tragédia em Realengo (Foto: Editoria de Arte/G1)

G1 - notícias em Tragédia em Realengo

Duas crianças são feridas por bombas em escola no Rio, diz PM

Segundo polícia, artefatos teriam sido jogados dentro da unidade escolar.
Ainda não há informações sobre o estado de saúde das crianças.

Do G1 RJ

Duas crianças ficaram feridas, na tarde desta quinta-feira (7), após duas bombas serem jogadas dentro da Escola Municipal Mafalda Teixeira Alvarenga, no bairro Arnaldo Eugênio, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. As informações foram confirmadas pelo 40º BPM (Campo Grande). Ninguém foi preso.

De acordo com a polícia, as vítimas foram levadas para o Hospital estadual Rocha Faria, também em Campo Grande. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das crianças.

Procurada pelo G1, a Secretaria municipal de Educação informou que está apurando o caso.

G1 - notícias do Rio de Janeiro

PM envolvido em tentativa de homicídio no Alto da Boa Vista é condenado

Rio - O policial militar Rodrigo Nogueira Batista foi codenado a 12 anos e oito meses por tentativa de homicídio triplamente qualificado da vendedora de roupas Helena Moreira. Ele é o autor do disparo de fuzil que atingiu o rosto da jovem, de 24 anos, na madrugada do dia 28 de novembro, do último ano, no Alto da Boa Vista.

Durante o julgamento, iniciado na tarde desta quarta-feira, a vítima e principal testemunha do processo não teve dúvidas em reconhecer o PM no plenário. Franzina, com cerca de 50 quilos, Helena Moreira contou que foi abordada por Rodrigo Nogueira e pelo PM Marcelo Machado Carneiro na descida da comunidade de São Carlos, onde morava, por volta das 22h40.

Ela se dirigia à estação de metrô no Estácio e levava na bolsa R$ 1.750, dinheiro obtido com a venda de roupas. Os policiais a revistaram e, ao encontrarem a quantia, subtraíram o dinheiro e passaram a acusá-la de ser mulher de traficante. Mediante violência e ameaças, eles exigiram que a vítima providenciasse R$ 20 mil de seu suposto companheiro para que fosse liberada.

Por cerca de quatro horas, os PMs a mantiveram em seu poder, inicialmente na viatura policial e a seguir em um veículo de cor branca, no qual ela foi agredida por Rodrigo e constrangida a praticar atos libidinosos. Ainda de acordo com ela, antes do disparo, o policial Rodrigo Nogueira, alto, forte e praticante de artes marciais, a submeteu a intenso sofrimento físico e moral, agredindo-a com tapas no rosto e tentativas de estrangulamento.

Ao chegarem no Alto da Boa Vista, eles a colocaram na mureta e, de acordo com a vendedora, Rodrigo disparou, fazendo com que ela caísse na mata, de uma altura de cerca de nove metros. Ela fingiu estar morta e, após perceber que eles haviam ido embora, arrastou-se na vegetação até chegar à pista, sendo socorrida por um ciclista.

Ofícios serão encaminhados à Corregedoria Geral Unificada, à Corregedoria da Polícia Militar e à Auditoria da Justiça Militar deste Estado, informando o teor da sentença. O outro acusado, o PM Marcelo Machado Carneiro, teve o processo desmembrado e será julgado em data a ser marcada.

O DIA ONLINE