domingo, 29 de maio de 2011

Dois policiais morrem após briga em shopping de Bangu

Rio - Dois policiais - um civil e um militar - morreram dentro de uma loja do Bangu Shopping, na Zona Oeste do Rio, na noite deste sábado. Segundo a Corregedoria da Polícia Militar, que foi para o local, os dois são concunhados, casados com duas irmãs.

Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Loja foi palco de briga entre policiais | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Os policiais começaram a discutir na loja Leroy Merlin, situada no estacionamento do shopping, e a mulher de um deles teria ligado para o 190. Minutos depois, chegaram dois policiais do 14º BPM (Bangu).

Nesse momento, o policial civil Gilmar Modesto da Silva, de 39 anos, da Polinter, sacou a arma e atirou na cabeça do 2º sargento da PM Tony da Silva , de 44, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) - os dois que estavam discutindo. Um dos PMs que havia chegado após o chamado revidou, atirando no policial civil.

Os dois baleados foram levados para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiram aos ferimentos e acabaram morrendo.  O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios (DH).

Segundo o delegado Pablo Rodrigues, o Policial Civil estava com duas armas: um revólver calibre 38, que foi tomado pelos PMs, e uma pistola, com as qual acabou matando o concunhado. "Segundo os PMs, ele teve uma reação absolutamente inesperada e disparar contra ele foi a única solução", revelou o delegado. O sargento estava armado mas não chegou a sacar. As armas foram apreendidas.

Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Gilmar Modesto da Silva, de 39 anos, e Tony da Silva, de 44 | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Durante a madrugada, familiares dos policiais, empregados da loja e os PMs envolvidos no caso prestaram depoimentos. Ninguém quis falar com a imprensa. Para a polícia, não está claro o real motivo da desavença entre os dois policiais.

Reportagem de Marco Antonio Canosa e Pedro Landim

O DIA ONLINE

Primeiro sargento da PM morre após relação com travesti: programa custou R$ 70

Ana Carolina de Souza

Era para ser apenas uma noitada, mas acabou com a morte de um policial militar na cama de um motel.

Após passar 25 minutos na companhia de um travesti, o primeiro sargento do Batalhão de Choque Augusto Cezar de Carvalho Silva, de 51 anos, foi encontrado agonizando por funcionários do Hotel Passeio, na Rua Moraes e Vale, na Lapa, usando apenas uma cueca.

A primeira hipótese dos investigadores da 5 DP, onde o caso foi registrado, é a de que o PM teria morrido de causas naturais.

— A princípio, Augusto sofreu um mal súbito. Aparentemente nada de comprometedor foi encontrado no local. Não existem marcas de violência ou evidências do uso de drogas e remédios — revela o delegado Antonio Bonfim, da 5 DP.

Augusto entrou no Hotel Passeio às 4h10m a pé com o travesti Jhony Soares Santana Pereira, de 22 anos, morador de Duque de Caxias. Antes de subir, ele pagou R$ 25 pelo quarto 205. Às 4h35m, o policial militar ligou para a portaria e avisou que o jovem iria embora, mas que ele ainda ficaria uns 20 minutos no quarto descansando.

— Às 5h eu liguei para avisar que o tempo tinha se esgotado, mas ninguém atendeu. Então eu fui ao quarto. Quando entrei, o encontrei agonizando na cama, então chamei o Samu — conta um funcionário do hotel, que não quis se identificar.

A ambulância demorou cerca de 20 minutos. Quando os médicos chegaram, foi constatada a morte de Augusto, que pagou R$ 70 pelo programa com o travesti, que conheceu na rua.

Em depoimento, Jhony contou que teve, sim, relações sexuais com o PM, mas que após os 25 minutos do programa voltou para o ponto onde se prostitui, na Avenida Augusto Severo, a poucos metros do estabelecimento, deixando Augusto bem no quarto.

Após constatar que o cliente estava passando mal, uma das pessoas que trabalham no motel foi procurá-lo, já que ele é frequentador há bastante tempo do local, e Jhony prontamente voltou, colaborando com o caso.

O travesti teria contado ainda que estranhou algumas marcas de depilação no peito de Augusto, perguntou para ele do que se tratavam e ele respondeu que passou recentemente por exames cardiológicos, entre eles um eletrocardiograma.

Augusto tinha dois filhos, e, de acordo com companheiros do Batalhão de Choque, seria casado. Ninguém da família se pronunciou sobre o caso.

Outra morte

Não é a primeira vez que o Hotel Passeio serve de palco para um caso como esse. Em outubro de 2007, o policial civil Edson Adão morreu num dos quartos do estabelecimento.

De acordo com funcionários, ele teria passado a noite acompanhado de dois travestis, que foram embora sem serem notados. Na tarde do dia seguinte, o agente foi encontrado morto, sem sinais de violência. Esse caso também foi registrado na 5 DP.

Casos de Polícia - Extra Online

Beltrame: Controle total sobre cada passo dos policiais

POR JOÃO ANTÔNIO BARROS

Rio - O sucesso das Unidades de Polícia Pacificadora ganhou um novo capítulo na agenda do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Ele já elegeu as novas metas para fazer do Rio de Janeiro a capital da paz durante os jogos da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas (2016): equipar batalhões e delegacias com tecnologia capaz de aperfeiçoar o atendimento do 190, baixar o índice de criminalidade e vigiar a tropa em tempo real.

Foto: Deise Rezende / Agência O Dia

“O policial tem que prestar serviço. Tem que ver a sociedade como cliente” | Foto: Deise Rezende / Agência O Dia

Adepto das novidades digitais, ele estuda implantar GPS nos radiotransmissores dos PMs e instalar ponto biométrico para fiscalizar a escala de plantão. E planeja substituir os gladiadores pelos prestadores de serviço à sociedade. O primeiro passo já foi dado: vai alterar a grade curricular das academias das polícias Civil e Militar. Quer mais aulas de humanas e sociais e menos de burocracia.

“Por que 12 horas de aula só para ensinar a preencher um boletim?”, atesta o secretário, que espera dificuldades ao implantar as UPPs na Rocinha e Manguinhos: “As próximas serão as mais difíceis”.

O DIA: As UPPs foram o grande fenômeno da gestão do senhor no primeiro governo de Sérgio Cabral. Qual será a marca destes próximos quatro anos?

BELTRAME: A tecnologia da informação e a educação farão a diferença a partir de agora. É preciso entender que o policial era preparado para ir à guerra, agora ele tem que prestar serviço. Queremos o policial que tenha a população como cliente. Que saiba atender o asfalto e a comunidade.

Então, a atenção estará nas academias das polícias Civil e Militar?

BELTRAME: Trouxe a equipe de educação do Balestreri (Ricardo Balestreri, ex-secretário Nacional de Segurança Pública) para rever a carga horária e as disciplinas. Não podemos ter 12 horas de aula para ensinar o aluno a preencher um Brat (Boletim de Acidente de Trânsito).

Alguma disciplina em especial vai fazer parte da nova grade dos recrutas?

BELTRAME: Pretendo ter mais disciplinas das áreas humanas e sociais. Já estamos pagando a hora-aula para os professores. Estudamos para prestação de serviço e existem práticas de polícia-cidadã que pretendo ver nas academias.

É o passo para reduzir o número de policiais com fuzis nas ruas e aumentar o uso de armas não letais?

BELTRAME: No momento em que pacifico, que derrubo muros impostos por armas de guerra, por que eu, que estou pacificando, vou usar armas de guerra? Temos que desarmar. E não é tirar a arma do policial. É dar mais uma opção. O fuzil pode ficar na viatura, por exemplo. O foco está no treinamento, na capacitação do policial.

Mas o policial vai entrar com arma não letal em áreas conflagradas?

BELTRAME: Evidente que não. Vai ter o Bope, vai ter a Core para as ocasiões especiais. Hoje você tem essas forças nas ruas quase que diariamente. Para as missões em áreas conflagradas, vamos usar as forças especiais, como a Swat (polícia especial americana). Esses policiais terão todas as armas.

Essa mudança já alterou as compras da secretaria?

BELTRAME: Tinha 12 blindados para comprar. O projeto de análise foi aberto, o pessoal estava planejando, correndo o mundo vendo blindados, que é um veículo adaptado. Mas não vou mais atrás deles, não vou comprar.

É a aposentadoria dos caveirões?

BELTRAME: É que não preciso de mais. Os que têm, atendem à necessidade. Se precisar, o estado tem o apoio da Marinha, que nos empresta os veículos. Acho que devemos mudar como olhamos o crime. É a história de você entrar na área do inimigo. O cara não é teu inimigo. Isso não é guerra. O cara é um cara que está à margem da lei.

Mas o tráfico ainda domina várias comunidades, como a Rocinha?

BELTRAME: Tenho dito que as próximas UPPs não são fáceis. A Rocinha planejamos, mas ainda não é o tempo. O Alemão (Complexo do Alemão) atravessou no caminho e não podíamos perder a oportunidade. Seria um trauma fazer a invasão uma vez e fazer depois de novo. Então antecipamos e, de certa forma, a gente ganhou o Alemão. Mas a Rocinha ficou para trás e outros lugares também, como a Mandela e Manguinhos, onde tem muito investimento público.

Então, essas são as áreas das próximas UPPs?

BELTRAME: A Mangueira fecha um trecho, mas ainda não há prazo. Estamos preparando 2 mil homens para colocar no Alemão. As outras ainda estamos planejando.

O senhor elegeu a tecnologia como a sucessora da UPP. Ela já auxilia a reduzir o crime?

BELTRAME: Já temos algumas ferramentas testadas e vamos ofertar para os comandantes de batalhão. Eles poderão acompanhar em tempo real, pelo computador, desde a chamada do 190 até o registro na delegacia, saber cada passo da equipe na rua, quantos minutos uma viatura levou para atender a ocorrência. Podem planejar as ações, terão as manchinhas para mostrar onde deve ficar o patrulhamento.

Mas está funcionando?

BELTRAME: Vou reunir os comandantes esta semana para apresentar a eles o observatório (rede desenvolvida pelo Instituto de Segurança Pública). Ele não vai ajudar apenas no patrulhamento. A tecnologia também vai ajudar a fiscalizar, a controlar.

A tecnologia vai controlar a tropa nas ruas?

BELTRAME: Claro. Vamos ter uma rede online, de maneira que você tenha no batalhão um registro de armas e saiba quem saiu com as armas e que tipo de armas cada um está usando. Isso na tela do computador. Assim, o comandante pode decidir se aquela viatura, com aqueles policiais, é a mais indicada para ser deslocada para a ocorrência. Além do controle das armas.

Há falhas no controle?

BELTRAME: O policial chega ao batalhão às 10h, pega duas pistolas, um bastão, spray de pimenta, dois carregadores, assina lá um termo no sebo e sai. Tem que ter controle, tem que botar o dedo (ponto com controle biométrico) para saber se está de plantão. Temos que ter um GPS nos radiotransmissores dos policiais para ver o que eles estão fazendo, para saber o que o policial foi fazer lá... Foi pegar pizza? Os carros já têm GPS, agora vamos ver o dos rádios. O comandante vai saber onde estão os homens dele na cidade.

O baixo salário pago aos policiais não serve de incentivo à corrupção?

BELTRAME: A corrupção existe não só por causa do salário, mas por falta de controle. Hoje, a fiscalização é feita pelo supervisor. Ele pega um carro e visita o primeiro posto. No segundo, o primeiro já avisa: ‘Olha, ele passou aqui’. Se só combate resolvesse, não haveria mais milícia.

O senhor acha que existe prazo de validade para os gestores de delegacias e batalhões?

BELTRAME: Um ano no comando está bom. Se ele foi bem no Leblon, porque ele não pode ser bom também em Japeri, em Itaperuna? Comandante de batalhão tem que ter um teto: um ano está mais do que bom. Ele não pode criar limo.

O sucesso das UPPs ajudou as comunidades?

BELTRAME: A UPP é a criação de um ambiente. Agora cabe à sociedade criar as perspectivas. A polícia fez o trabalho dela e agora espera a participação da iniciativa privada. Vejo as empresas patrocinando vários eventos, mas elas não financiam projetos nas comunidades. Antes, os empresários apareciam e reclamavam da violência. Agora não participam.

Mas há empresas ajudando nas comunidades...

BELTRAME: Mas são poucas. Algumas dizem que querem ajudar, mas que só podem às quartas e à tarde. Não podem ter restrições. Veja o bom exemplo da Light, na Providência: os moradores queriam um curso, mas só podiam de madrugada. Ela alterou o horário e montou o curso. A sociedade tem que dar perspectivas para aquelas pessoas, tem que investir nas favelas para ensinar, para empregar os jovens.

Acompanhamento em tempo real

Na reunião com os comandantes de batalhões, o secretário vai apresentar a última versão do observatório de análise criminal. Agora, os coronéis vão poder acompanhar a distribuição das viaturas nas ruas e o atendimento das ocorrências desde o chamado no 190 até o registro na delegacia. Tudo da tela de qualquer computador, em casa ou no batalhão, e em tempo real.

O novo observatório traz no mapa bem mais do que o posicionamento de viaturas e policiais. Indicará o armamento usado por cada um dos agentes e os dados da mancha criminal até o dia anterior. Contará não só as informações geradas pelo 190, mas também dos registros na delegacia.

Outra novidade é que na mesma tela do computador vão aparecer os dados das metas de avaliação de desempenho de cada unidade. “Isso vai garantir rapidez nas análises. Ninguém vai precisar esperar dias para obter as dados”, revela o tenente-coronel Paulo Augusto Teixeira, diretor-presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Para ajudar os comandantes dos batalhões a interpretar tanta informação, aspirantes recém-formados aprenderam na academia como usar as novas ferramentas.

O DIA ONLINE

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Candidatas ‘baixinhas’ podem continuar em concurso da Polícia Militar

Extra

Concursos públicos para instituições militares sempre contam com exigência de altura mínima para os candidatos. Mas o assunto pode se tornar alvo de polêmica e ir parar na Justiça. Agora foi a vez de sete candidatas aos cargos de enfermeira e uma ao de odontóloga com menos de 1,60m ganharem o direito de continuar no concurso da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Apesar de terem menos que a altura mínima exigida, o juiz da 13ª Vara da Fazenda Pública, Ricardo Coimbra da Silva Starling, desconsiderou a cláusula prevista no edital e na Lei Estadual nº 1032/1986, da PMERJ para decidir a favor das candidatas.

Ele afirmou que a altura mínima pode se aplicar às candidatas que pretendem exercer a função de policial militar, já que é preciso ter preparação física capaz de intimidar e a força necessária para impor a ordem.

Mas de acordo com ele, esses profissionais precisam apenas de conhecimento técnico nas suas áreas de atuação para garantir a qualidade do serviço prestado.

— Interpretar a lei de forma a exigir esta altura para enfermeiras é uma discriminação desproporcional, porque suas atividades são voltadas aos conhecimentos específicos para tratamentos ligados à saúde —, explicou o magistrado.

Todas as candidatas entraram com mandado de segurança para permanecer no concurso, já que foram eliminadas apenas por causa da altura. Elas agora prosseguem nas etapas eliminatórias da seleção da polícia militar e, se aprovadas dentro do número de vagas, elas deverão tomar posse dos cargos.

Extra Online

PM pune 11 oficiais que trabalharam para Liesa

Comandante das UPPs está entre policiais advertidos que prestaram serviço para empresa contratada pela Liga em 2009

POR JOÃO ANTÔNIO BARROS

Rio - A tropa da segurança privada da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) dançou. O comandante da PM, Mário Sérgio Duarte, puniu administrativamente os 11 oficiais da ativa que prestaram serviço no Carnaval de 2009 à liga criada pelos contraventores do jogo do bicho.

São dois coronéis, dois tenentes-coronéis, cinco majores e dois tenentes advertidos com a repreensão — uma penalidade classificada como leve, mas que suja a ficha funcional do militar e o impede de ocupar cargos no Estado-Maior. Entre os punidos está o coronel Robson Rodrigues da Silva, comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A decisão do comando da PM foi publicada, dia 19, no boletim interno da corporação. Mário Sérgio entendeu que os oficiais, mesmo de folga, infringiram o regulamento disciplinar ao prestar serviço à MJC Eventos e Serviços.

A empresa foi encarregada pela Liesa do controle dos acessos e da recepção a autoridades na Sapucaí. Aos oficiais da ativa, o código disciplinar da PM proíbe o segundo emprego — mais conhecido como ‘bico’ —, mesmo temporário.

Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

Coronel Robson Rodrigues, comandante das UPPs, foi um dos oficiais repreendidos por atuar na Sapucaí | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

A sindicância constatou que os oficiais trabalharam durante os desfiles e chegaram a usar coletes com os logotipos da Riotur e da Liesa. A apuração levou mais de um ano e outros policiais (cabos e sargentos, em sua maioria) também foram alvo da investigação.

Os oficiais punidos ocupam cargos de destaque na cúpula da PM. Além do comandante das UPPs, o coronel médico Antônio Carlos Barbosa de Souza foi nomeado superintendente de saúde da Subsecretaria Militar, o tenente-coronel Aleucy Bento dos Santos é da Diretoria de Finanças, enquanto seu colega de patente, Luiz Cláudio dos Santos Silva, foi cedido à Secretaria Municipal de Ordem Pública.

Beltrame determinou fiscalização na Avenida

A participação de policiais no Sambódromo passou a ser fiscalizada com rigor desde que José Mariano Beltrame assumiu a Secretaria de Segurança. Este ano o coronel Mário Sérgio devolveu o camarote cedido pela Liesa à PM.

O receio da autoridades é a proximidade dos agentes com a Liesa, considerada o braço carnavalesco dos bicheiros. Nem mesmo a oficialização da parceria entre a Liga e a Riotur na apresentação das escolas do grupo especial afastou as restrições.

A empresa MJC Eventos e Serviços é a ponte entre a Liesa e a contratação dos seguranças para o Carnaval. Ela é dirigida pelo coronel da reserva da PM Celso Pereira de Oliveira, que busca na corporação a mão de obra qualificada para o serviço. O pagamento do ‘bico’ chega, no máximo, a R$ 800 pelo dia de serviço.

Cargos importantes

Coronel Robson Rodrigues da Silva — Comandante das UPPs
Coronel Antônio Carlos Barbosa de Souza — Superintendência de Saúde
Tenente-coronel Aleucy Bento dos Santos — Diretoria de Finanças
Tenente-coronel Luiz Cláudio dos Santos Silva — Secretaria de Ordem Pública
Major Jorge de Figueiredo Marques — Diretoria Geral de Pessoal
Major Fabiana Silva de Souza Chagas — 4º BPM (São Cristóvão)
Major Renato Assis Ferreira — Diretoria Geral de Pessoal
Major Antônio Jorge Goulart Matos — Coordenadoria de Inteligência
Major Carlos Eduardo Silva — Batalhão de Polícia Rodoviária
Tenente Leandro da Silva Dias — Academia da Polícia Militar D. João VI
Tenente Anderson Silva Santos - 2º Comando de Policiamento de Área (CPA), Baixada Fluminense

O DIA ONLINE

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Homem acusado de matar ex-esposa a facadas em motel da Zona Norte é preso

POR FLAVIA LIMA

Rio - Um homem foi preso na tarde desta quarta-feira, sob acusação de matar a facadas a mulher, num motel de Cascadura, Zona Norte do Rio.

Segundo a polícia, Adriano Souza de Araújo, 37 anos, atingiu Aline Lima Moragas da Rocha, 31, no pescoço, braço e cabeça. Após o crime, ele tentou escapar, mas foi impedido por funcionários do estabelecimento e acabou capturado.

Segundo o delegado Reginaldo Guilherme da Silva, da 28ª DP (Campinho), o casal entrou no motel por volta das 16h. Funcionários contaram à polícia que os dois iniciaram discussão logo após entrarem no quarto.

"Em seguida, eles ouviram a mulher pedir socorro. Quando entraram no quarto, ela já estava morta”, contou o delegado. “Os funcionários ligaram para a delegacia, e eu imediatamente enviei uma viatura ao local. Prendemos o suspeito em flagrante e com a arma do crime”, afirmou.

Em depoimento à polícia, Adriano teria dito que Aline tentou agredi-lo com uma faca e cortou a mão dele. Ele foi autuado por homicídio.

O ataque desta quarta-feira não foi o primeiro contra a vítima. Segundo a polícia, o acusado possui um histórico de agressões. O casal teria reatado o relacionamento recentemente, após traumática e violenta separação em 2003.

De acordo com a polícia, na época, Aline prestou queixa contra o marido por agressão, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Oeste.

Ainda segundo o delegado, contra Adriano também havia uma queixa de tentativa de homicídio contra o pai de Aline, também em 2003, na Divisão de Homicídios da Zona Oeste.

Aos policiais, Adriano contou que tem sete filhos, nenhum deles com Aline.

O DIA ONLINE

O gerente do tráfico da Rocinha é preso em condomínio de Maricá

Rio - Antônio Ancelio Lira Sales, o Brow, de 33 anos, foi preso nesta quarta-feira por policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) em Maricá, Região Metropolitana do Rio.

O criminoso é oriundo da Rocinha e teria alugado uma casa no bairro para fugir de uma possível instalação de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade de São Conrado.

Foto: Divulgação / Polícia Civil

Antônio Ancelio Lira Sales, o Brow, de 33 anos | Foto: Divulgação / Polícia Civil

Brow era procurado pelo crime de homicídio em mandado de prisão expedido pela Vara Única da Comarca de Cariré, no Ceará, e era apontado como um dos gerentes do tráfico de drogas na Favela da Rocinha.

Ele foi presos na manhã de hoje em uma casa na Rua das Azaléias, dentro do Condomínio Green Park - ele vivia no local com a mulher e o filho durante o dia e à noite seguia para a Rocinha.

A prisão de Brow é mais um golpe na quadrilha do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do comércio de entorpecentes da Rocinha.

Recentemente as polícias Civil e Militar vêm fazendo operações pontuais na comunidade com o objetivo de desarticular o bando de criminosos.

Grande quantidade de drogas já foi apreendida e um laboratório de refino de cocaína explodiu ferido vários soldados.

O DIA ONLINE