terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dirigível vai reforçar patrulhamento dos blocos de rua

POR Livia Aragão

Rio -  Um dirigível guiado por controle remoto vai reforçar o patrulhamento dos blocos de rua do Rio durante o Carnaval deste ano. O equipamento vai captar imagens aéreas e fiscalizar irregularidades. A novidade foi anunciada pelo secretário municipal de Turismo e presidente da Riotur Antônio Pedro Figueira de Mello nesta terça-feira.

"O dirigível vai ficar flutuando e pegando imagens de cima. Com essas imagens, a gente vai poder trabalhar para organizar um melhor Carnaval. Primeiro ver quais são os pontos de transtornos como gargalo no trânsito e problemas com ambulantes e mijões. É para todo mundo ficar esperto que a prefeitura vai estar no ar ligadinha em todo mundo que está no bloco", disse Mello.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O equipamento deve monitorar os 10 principais blocos da cidade a partir do dia 16. Com 10 metros de comprimento por 2,6 metros de largura, o dirigível é alimentado por gás hélio, que não apresenta risco de incêndio ou explosão. Ele será comandado à distância, por controle remoto.

Durante o período de 2 a 16 de fevereiro, serão realizados 151 desfiles de blocos de rua em todas as regiões da cidade, totalizando um público estimado de 792.850 foliões. Neste período serão utilizados 2.150 banheiros químicos, além de outros 50 contêineres.

Para a limpeza dos percursos, a Comlurb preparou uma megaoperação com 2.170 funcionários, entre garis e outros profissionais. As operações contarão com o apoio de contêineres, caminhões compactadores, pulverizadores, pipas d'água, kombi lava jato, caminhões basculantes, mini varredeiras, varredeiras mecânicas e mini basculantes. Cada bloco estará enquadrado em uma das cinco categorias: super especial, especial, um, dois e três. Os efetivos e equipamentos de limpeza serão definidos conforme o número de foliões presentes em cada agremiação, seguindo um levantamento histórico.

A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) contará com o efetivo de 2.097 pessoas (divididos em turnos), entre guardas municipais e agentes da Seop. Os agentes atuarão na concentração, desfile e dispersão dos blocos de rua, coibindo a presença de ambulantes não autorizados, retirando as estruturas da área de concentração para que as apresentações dos blocos ocorram com mais fluidez e reprimindo foliões que teimam em fazer xixi em vias públicas. A Seop estará atuando com oito reboques para coibir o estacionamento irregular nas áreas de desfile dos blocos.

O Dia Online

Homem apontado como segurança de FB e Pezão é preso na Zona Norte

Rio -  Policiais da 39ª DP (Pavuna) prenderam, na tarde desta terça-feira, na Rua Américo Vespúcio, em Cavalcanti, na Zona Norte, Bruno da Silva Vitorino, conhecido como Boquinha.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

De acordo com a polícia, Bruno atuava no Complexo do Alemão e seria um dos principais seguranças de Fabiano Atanázio da Silva, o FB e de Luciano Martiniano da Silva, o Pezão.

O criminoso fazia parte da lista de procurados do site - procurados.org.br, e o Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 1 mil reais por informações que levassem a sua prisão.

A polícia chegou até o traficante após receber uma informação do Disque-Denúncia (2253-1177).

O Dia Online

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PMs denunciam péssimas condições de trabalho em UPPs e garantem greve

Paralisação inclui policiais civis e bombeiros. Corporação não trabalha com hipótese de greve

Jorge Lourenço

Enquanto aguarda um posicionamento do governo e da corporação sobre o movimento grevista, integrantes da Polícia Militar do Rio de Janeiro dão claros indícios de que a greve no começo de fevereiro é inevitável. Ao Jornal do Brasil, um grupo de policiais militares lotados em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) denunciou uma série de irregularidades que afligem o carro-chefe da política fluminense no quesito segurança pública (confira vídeo abaixo).

Baixos salários, escalas de trabalho que superam 70 horas semanais, agentes de outros municípios forçados a viver nas UPPs em função do sistema deficitário de vale-transporte oferecido pelo governo do estado,  gratificações incompatíveis com determinadas funções, problemas no "bico legalizado" do Proes. Estas são apenas algumas das razões pelas quais, segundo os integrantes do movimento grevista, foi escolhido o dia 8 de fevereiro como data limite para receber algum posicionamento das autoridades.

Do contrário, o Rio de Janeiro corre o risco de ficar sem o policiamento rotineiro a partir do dia 10 de fevereiro. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros também dão sinais de que podem aderir ao movimento, o que instalaria o verdadeiro caos no estado.

"O perfil dos nossos governantes é o daquela pessoa que paga para ver. Eles vão esperar o problema estourar para depois vir tentar remediar. Desde a nossa reunião com o comandante-geral Erir Ribeiro (no dia 12 de janeiro), não tivemos posicionamento algum das autoridades", revela o cabo João Carlos Soares Gurgel, um dos líderes do movimento grevista. "O escudo deles é o nosso regulamento covarde e inconstitucional, que pode mandar nos prender em caso de rebeldia. Hoje, vivemos em condições análogas à escravidão".

Caso a greve se confirme, a tendência é que o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) sejam acionados emergencialmente, já que a greve não é unânime entre eles. Isso acontece porque os dois são os batalhões que recebem as melhores gratificações da corporação.

"Como o Bope tem uma boa visão na sociedade, a ideia de governo é colocá-los para reprimir qualquer movimentação, como fizeram com os bombeiros. Também temos o apoio de alguns membros do Bope. Na passeata de domingo, onde reunimos 25 mil pessoas, eles também compareceram", aponta o cabo Gurgel. "Eles sabem que recebem uma boa gratificação mas, se forem baleados numa operação e colocados fora de combate, voltam a ganhar o mesmo que qualquer policial militar. A nossa luta é pela incorporação dessas gratificações.

Milhares de bombeiros e policiais fizeram protesto em Copacabana no domingo (29), reivindicando por melhorias salariais e melhores condições de trabalho. Fotos: Vítor Silva / Jornal do Brasil

Denúncias

Ao JB, os policiais militares lotados em UPPs garantem que o movimento ganhou força nas comunidades pacificadas. A ideia deles é se aquartelar e cessar as atividades até que o governo responda às reivindicações.

"A situação nas comunidades com UPPs realmente vai ficar complicada. Elas ficarão fragilizadas", disse um dos policiais, que também denunciou uma suposta venda irregular de folgas entre os agentes. "Como os policiais que moram no interior não conseguem voltar para casa, já que recebem um vale-transporte de apenas R$ 90, eles acabam vendendo folgas para outros companheiros".

Procurada pela reportagem, a Polícia Militar informou que "o comando-geral da não considera a possibilidade de paralisação de atividades - que é, cabe ressaltar, vedada pela Constituição Federal a militares, tanto federais, quanto estaduais". A corporação também informou que mantém diálogo com os representantes do movimento de greve.

Sobre as denúncias de policiais forçados a viver nas UPPs, o comando-geral apontou que a solução do problema tem sido a transferência gradativa dos agentes para os seus municípios de origem, e que apenas 129 dos 3.932 policiais lotados em comunidades pacificadas estão nesta situação. A assessoria de imprensa também negou ordem de prontidão na véspera da data programada para a greve.

A Polícia Militar não comentou a possibilidade de usar o Bope para intervir nas comunidades pacificadas caso a greve aconteça.

Jornal do Brasil

domingo, 29 de janeiro de 2012

Granada que explodiu em boate na Baixada estava com a vítima, diz polícia

POR Leandro Souto Maior

Rio - Segundo a Polícia Militar, a granada que explodiu em uma boate em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, matando uma pessoa e ferindo outras três, estava com a própria vítima fatal.

Wellington de Castro Pereira - que foi atingido diretamente e não resistiu aos ferimentos, falecendo às 7h45 no hospital - estaria acompanhado de uma mulher que teria pego a granada, já sem o pino, e deixado o artefato cair no chão. Segundo a PM, Wellington tinha passagem pela polícia.

Policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) socorreram os feridos, que estavam caídos na rua em frente ao clube, que fica na Rua Pereira de Menezes, no bairro de Imbariê.

Willian Cleiton da Silva, Wagner Henrique da Silva e Francisco José da Silva foram levados para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias. Os três foram liberados ainda pela manhã.

O Dia Online

Com Presença de 20 mil participantes, policiais pedem melhores salários em Copacabana

Jornal do Brasil

Com viaturas de brinquedos, faixas na cabeça e muita disposição para reivindicar um reajuste salarial para os profissionais da segurança pública, cerca de 20 mil agentes - entre policiais militares, civis e bombeiros -  transformaram o cenário nas imediações dos postos 2 e 3, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.

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Dois dias antes da aguardada manifestação, o governador do Estado, Sérgio Cabral, decidiu antecipar as parcelas de um reajuste previsto até 2013. A medida, no entanto, foi insuficiente para frear a briga da categoria por melhorias.

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"Chega de ser a polícia militar com o pior salário do país inteiro. Chega de termos que trabalhar em até três serviços para termos que sustentar nossa família. Hoje o governo estadual não vê o policial militar como um trabalhador. Não recebemos adicional por insalubridade e trabalhamos até 72 horas por semana, quando o correto seriam 40 horas semanais. Trata-se de um total desrespeito ao trabalhador", acusou o cabo João Carlos Gurgel, que participou na manifestação na orla de Copacabana.

Os praças reivindicam piso salarial de R$ 3 mil.

Engana-se quem pensa que entre os manifestantes estavam apenas homens do Corpo de Bombeiros e PM. O que mais chamava a atenção por quem transitava pela orla foi o grande número de crianças levadas para homenagear as duas corporações.

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Hoje o salário de um soldado da Polícia Militar é de R$ 1.277,13, o de um cabo R$ 1.471,01, terceiro a primeiro sargento: de R$1.723,42 a 2.086,92. Já o de um oficial pode chegar a R$ 6.122,42. É o caso do posto de coronel.

A população nos aplaudiu. Teve até quem pendurasse bandeiras nos prédios. Estão todos muito solidários à nossa causa

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Com a medida anunciada pelo governo do estado na última sexta-feira (27), policiais civis, militares, bombeiros e inspetores de administração penitenciária do estado do Rio terão um reajuste salarial de 38,81% entre 2012 e 2013. A mudança, no entanto, não é suficiente para os agentes.

"Com esta modificação no repasse do reajuste, é como se recebêssemos 10% de reajuste este ano, mais 10% em 2013 e o mesmo percentual em 2014. Descontando-se a inflação de 6% ao ano, é o mesmo que receber um reajuste de apenas 4% por ano", reclamou o cabo Gurgel, segundo quem a população está solidária à reivindicação.

"A população nos aplaudiu. Teve até quem pendurasse bandeiras nos prédios. Estão todos muito solidários à nossa causa. O apoio do povo é fundamental. É o reconhecimento do nosso trabalho", comemorou Gurgel. 

Jornal do Brasil

Banco com os mandados de prisão do país poderão ser consultados por qualquer pessoa pela internet

Carolina Heringer

Até o ano passado, alguém que tivesse a prisão decretada num estado tinha boa chance de escapar da Justiça simplesmente indo para outra parte do país. Mais: não havia qualquer ideia de quantos mandados de prisão deveriam ser cumpridos no Brasil. Desde o último 16, porém, um sistema informatizado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começou a ser alimentado pelo Tribunal de Justiça do Rio, pioneiro no país no uso do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Com ele, informações sobre ordens de prisão ficam a um clique de qualquer pessoa.

Banco Nacional de Mandados de Prisão Banco Nacional de Mandados de Prisão Foto: Reprodução

Além de possibilitar essa consulta, o banco permite que a decisão de um juiz valha não apenas no estado de sua comarca, como acontecia anteriormente, mas em todo o território nacional. O processo de preenchimento do BNMP só deverá estar espalhado por todo o país daqui a seis meses.

— O sistema traz ordem à situação caótica dos mandados no país. Não é crível que, em plena era de comunicação em massa, o Judiciário vá ficar com uma praxe do século 19 — opina o procurador da República no estado do Rio e professor de Direito Penal da Uerj Arthur Gueiros.

Foto e decisão

A consulta está disponível pelo site www.cnj.jus.br/bnmp. A pesquisa pode ser feita pelo nome completo, CPF ou documento de identidade. É preciso selecionar o tribunal que expediu o mandado. O resultado traz fornecidas informações como o crime pelo qual a pessoa é procurada, foto e parte da decisão do juiz que decretou a prisão.

— Se você perguntar a uma autoridade, ninguém sabe quantos mandados de prisão temos. Passaremos de uma absoluta falta de controle para o controle integral. Será essencial para a política criminal e de segurança pública do país — opina Erivaldo Ribeiro, juiz auxiliar do CNJ.

O banco foi instituído pela Lei 12.403, de 2011, e foi regulamentado, em julho do ano passado, pelo CNJ. A partir de então, foi estabelecido um prazo de seis meses, que teve início em 16 de janeiro, para que os tribunais do país passassem a alimentar o BNMP automaticamente, no momento em que um mandado fosse expedido. A partir dessa data, os tribunais ganharam seis meses para colocar no sistema todos os mandados anteriores.

Em segredo de Justiça, só após o cumprimento

Alguns mandados, no entanto, demorarão mais a aparecer no banco de dados — ou nunca poderão ser consultados. Todos aqueles de processos que estão em segredo de Justiça serão mantidos só irão constar no sistema depois de serem cumpridos.

Quase todos os mandados existentes no BNMP até a última sexta-feira haviam partido do Tribunal de Justiça do Rio. Foram 261 ordens de prisão expedidas e enviadas para o sistema. Dessas, 229 aguardam cumprimento, 31 foram cumpridas e uma foi revogada.

O CNJ informou que outros nove tribunais, além do TJ fluminense, já estão integrados ao sistema. Isso, todavia, não quer dizer que todos já estejam enviando seus dados, de acordo com o próprio CNJ. O total de mandados no BNMP é de 285.

De acordo com Erivaldo Ribeiro, os tribunais que ainda não estão cumprindo a determinação do CNJ não serão punidos:

— A ideia não é essa. Entendemos as dificuldades para alimentar o sistema. É uma resolução de difícil cumprimento. O que queremos é acompanhar e dar auxílio aos tribunais.

Comissão no Rio foi criada em novembro

Pela resolução do Conselho Nacional de Justiça, cada tribunal do país precisa instituir um Grupo de Trabalho para atuar no abastecimento do BNMP. No Rio, a comissão, presidida pelo desembargador Marcus Henrique Pinto Basílio, foi criada em 17 de novembro de 2011.

Concluída a elaboração de sistema para incluir automaticamente os mandados de prisão no momento em que são "assinados eletronicamente" pelo juiz, o grupo do TJ do Rio desenvolve um mecanismo para cumprir a exigência do CNJ de que todos os mandados estejam no sistema até julho deste ano.

— Foi um trabalho difícil integrarmos nosso sistema ao do CNJ. Agora, estamos pensando numa ferramenta para que possamos fazer essa alimentação, incluindo todos os seus mandados anteriores no banco. Também não está sendo fácil. Entendo a dificuldade dos outros tribunais, porque realmente é muito trabalhoso e complicado — explica Adriana Lopes Moutinho, juíza de Direito Auxiliar à Corregedoria-Geral da Justiça e integrante do grupo.

Extra Online

FB tem os cabelos raspados e veste uniforme de presidiário

Rio - Ao chegar à penitenciária de segurança máxima Bangu 1 na noite de sábado, o traficante Fabiano Atanázio, o FB, teve os cabelos raspados e vestiu o uniforme de presidiário. A imagem foi divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Divulgação

Ao chegar em Bangu 1, FB tem os cabelos raspados e veste uniforme de presidiário | Foto: Divulgação

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã de sábado, a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, afirmou que a prisão do criminoso é um duro golpe no tráfico de drogas. "Ele estava em uma casa de classe média alta e pagou R$ 18 mil adiantados por um mês de aluguel para passar férias. Ele confessou ser o responsável pela fuga de criminosos no Alemão. Através de escutas, também temos provas de que ele derrubou um helicóptero da polícia, em 2009, no Morro dos Macacos", disse ao RJTV.

Felipe O'neill / Agência O Dia

Preso em Campos do Jordão, FB chega algemado à sede da Polícia Civil | Foto: Felipe O'neill / Agência O Dia

Ex-chefe do tráfico na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, FB era um bandidos mais procurados pela polícia do estado.  Martha Rocha ressaltou ainda que em 11 meses de gestão já foram presos 20 traficantes importantes, sendo sete deles foragidos do Alemão. O secretário de Segurança José Mariano Beltrame informou que vai solicitar a transferência de FB para um presídio federal.

FB é acusado de ter derrubado com um tiro o helicóptero da PM que sobrevoava o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em 2009, e de comandar a invasão à comunidade. Na queda da aeronave, três PMs morreram. A guerra no morro também matou civis. A maior recompensa do Disque-Denúncia (2253-1177), R$ 10 mil, era oferecida pela captura do traficante.

Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

FB comandou ataque a rivais do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em outubro de 2009, quando bandidos derrubaram helicóptero da PM, matando três policiais | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

FB estava foragido desde 2002, quando fugiu com 40 presos da Casa de Custódia Jorge Santana, em Bangu, através de túnel de 15 metros. Com ele, foi preso o traficante Luiz Claudio Serrat Corrêa, o Claudinho CL, e mais três bandidos. CL, cuja recompensa oferecida pelo Disque-Denúncia era de R$ 2 mil, é acusado de matar em 2008 o então diretor de Bangu 3, tenente-coronel José Roberto Lourenço.

Felipe O'neill / Agência O Dia

Traficante FB é apresentado na sede da Polícia Civil | Foto: Felipe O'neill / Agência O Dia

Segundo investigações, na época, FB organizou reunião com comparsas para uma ‘missão’: executar Lourenço.
A maior preocupação da cúpula da Segurança Pública, minutos após as prisões, era a transferência de FB e de CL para o Rio. Foi pedido reforço à polícia de São Paulo para fazer a escolta dos criminosos, que devem chegar neste sábado ao Rio. os dois devem ser transferidos para presídios federais.

Divulgação

Casa onde estava o traficante FB, em Campos do Jordão | Foto: Divulgação

Em 2007, FB tentou tirar nova carteira de identidade. Segundo as investigações, o objetivo era montar um patrimônio, com outro nome, na Região dos Lagos no Rio e no Nordeste do Brasil. Em novembro daquele ano, o traficante se encaminhou ao Centro de Cidadania no Jacarezinho, dominado pelo Comando Vermelho. Preencheu ficha, entregou fotos 3x4 reais e certidão de nascimento falsa. As impressões digitais, porém, impediram a fraude.

FB tem 16 mandados de prisão por tráfico, homicídio, roubo, falsidade ideológica e uso de documento falso. Na tomada da Vila Cruzeiro pela Força de Pacificação, em 2010, policiais acharam a casa de FB.

Viagem para retomar os contatos

Não foi a primeira vez que FB foi para o interior paulista. Segundo investigações da Polícia Civil, o traficante fez viagens para para refazer contatos com fornecedores de droga, após a ocupação da Vila Cruzeiro. Após a ocupação, ele se refugiou no Morro do Chapadão, na Pedreira, onde tinha o apoio do traficante Régis Eduardo Batista, conhecido como matador de policiais, e Luis Fernando Nascimento Ferreira, o Nando Bacalhau.

O DIA ONLINE