sábado, 18 de fevereiro de 2012

Avaliações a cada três meses para os titulares de delegacias

Marcos Nunes

O desempenho dos delegados titulares das 20 delegacias especializadas da Polícia Civil está na mira do Diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), delegado Fernando Reis e da Chefia de Polícia. Trimestralmente, a produção de cada unidade será avaliada pelo di$do DGPE. O resultado da produtividade será decisivo para permanência ou não no cargo de delegado titular da unidade.

— A unidade que não atingir suas metas, e não tiver justificativa para isso, terá a titularidade trocada — explicou Fernando Reis.

A atitude é referendada pela Secretaria de Segurança. Empossado no cargo em $, o diretor estabeleceu metas a serem alcançadas pelas especializadas e instituiu uma planilha de desempenho. Em maio, Fernando Reis, fará a primeira avaliação trimestral do ano. Na ocasião, os titulares das especializadas deverão prestar contas da produção de cada unidade

Segundo o diretor do DGPE, as metas estabeleci$não chegam a indicar números mínimos de prisões ou apreensões, mas a produção deverá superar o que foi feito no passado.

— Avaliamos o desempenho das unidades especializadas no ano passado. Certamente, o desempenho das gestões atuais terá que superar o que foi feito anteriormente. O objetivo é o de superar a produtividade —

Redução de homicídios e roubo de carro

Fernando Reis preferiu não dizer se estabeleceu possíveis alvos para serem atingidos por cada uma das especializadas. Ele admitiu, porém, que a redução de homicídios e roubos de veículos estão em seus planos.

— Na verdade, alvos são todas aqueles alcançados pelas especialidades das delegacias. Homicídios, roubos e furtos de veículos sempre são alvos — afirmou.

Segundo o diretor do DGPE, integração é a palavra de ordem para os delegados das especializadas. Ele recomendou que os titulares passem a trocar informações com mais frequência do que atualmente.

— Chamamos isso de investigações em bloco. As ações que disserem respeito a mais de uma unidade especializada devem ser integradas. Se o titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), por exemplo, tiver notícia de que uma quadrilha está usando menores para traficar, deverá integrar a informação com o colega da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Logicamente, resguardando os níveis de acesso a essas informações — disse Reis.

Instalações antigas nas especializadas

Instalações antigas e falta de estrutura são alguns dos problemas enfrentados por algumas especializadas. No mês passado, parte do forro do teto do cartório da Delegacia de Defraudações desabou. Não houve feridos, mas policiais chegaram a abandonar o antigo prédio da Polinter, localizado na Rua Silvino Montenegro, na Zona Portuária, onde a Defraudações estava instalada.

Além do desabamento, o subsolo do edifício foi alagado por água e um vazamento de esgoto. Uma máquina de sucção foi utilizada esvaziar o compartimento. Por conta do incidente, a Delegacia de Defraudações foi transferida e já está funcionando no novo prédio da Polinter, próximo ao Hospital do Andaraí.

A previsão é a de que todas delegacias especializadas passem a funcionar na Cidade da Polícia, que será instalada no bairro do Jacaré. A estimativa é a de que as obras sejam concluídas até o fim do ano. Para aumentar o efetivo, a Polícia Civil anunciou a abertura de um concurso com 600 vagas para o cargo de inspetor. As inscrições vão até 29 de março.

Extra Online

Esquema de carnaval no Rio: PM colocará 12 mil militares diariamente nas ruas

Talita Corrêa

A Polícia Militar garante que quem vai curtir o carnaval no Rio de Janeiro encontrará tranquilidade nas ruas. Nesta quinta-feira (16) foi divulgado o esquema de policiamento em todo o estado para os dias de folia.

Ao todo, 12.000 policiais militares e 1.200 viaturas vão fazer a segurança da população diariamente, a partir de sexta-feira (17), até o Desfile das Campeãs, dia 25. Todos os batalhões da capital, Unidades Especiais, Batalhões da Baixada Fluminense, Niterói e Interior estão envolvidos.

O policiamento normal não será afetado.

Na região da Apoteose e do Terreirão do Samba, 660 policiais militares e 45 viaturas vão garantir a segurança.

Nas praias são 712 policiais militares e 42 viaturas nos quatro dias de carnaval, além do policiamento a cavalo, Batalhão de Ação com Cães (BAC), Motopatrulhamento, Grupamento Aéreo-Marítimo (GAM), que vai sobrevoar toda a orla, vias especiais etc.

Todos os blocos de rua autorizados pela Prefeitura terão policiamento especial.

Na Região dos Lagos, 960 policiais militares vão garantir a segurança, que terá ainda o apoio de 110 viaturas. Na Costa Verde, são 612 homens e 82 viaturas. O Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) vai atuar em todas as rodovias estaduais do Rio de Janeiro, além de reforçar o patrulhamento nas via expressas, através da Coordenadoria de Vias Especiais. Nas rodovias estaduais serão 492 policiais militares e 68 viaturas no patrulhamento.

Nas vias expressas, 571 PMs e 56 viaturas vão atuar no policiamento. Nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), 1.636 homens vão garantir a segurança, com o apoio de 85 viaturas.

O Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente (BPFMA) vai atuar na Ilha Grande, Parque Nacional da Tijuca, Tinguá etc.

Nos jogos do Campeonato Carioca que vão acontecer durante o carnaval serão empregados 126 policiais militares e 23 viaturas no entorno dos estádios e 150 policiais militares na parte interna .

DICAS DE SEGURANÇA DA PM

*Evite o excesso de bebida alcoólica; se beber, não dirija

*Evite usar jóias, objetos de valor ou grande quantidade de dinheiro; de preferência, carregue apenas seu documento, sem cartões de crédito ou outros objetos de valor

*Evite brigas e confusões e caso aconteçam, procure o policiamento

*O melhor é usar transporte coletivo. O metrô estará aberto 24 horas. Mas se você sair de carro, estacione seu veículo em locais iluminados e movimentados; procure usar proteção adicional como trava de segurança e alarme; cuidado nos cruzamentos durante a noite; respeite o limite de velocidade; atenção para a sinalização de trânsito.

*Ao dirigir, tenha paciência com quem está brincando o carnaval na rua; mantenha a calma

* Antes de sair de casa deixe os registros de gás bem fechados; Não deixe equipamento elétrico ligado, nem brasas em fogões, ou cinzeiros, ou velas acesas; Verifique se todas as portas e janelas estão trancadas.

**Ao sair, leve chaves e documentos necessários; mas deixe cópia de chaves com pessoas que estejam devidamente instruídas para ligar e desligar luzes em horários adequados, disponibilizando seus contatos e do local onde ficará durante o período;

*Não carregue garrafas de vidro, instrumentos metálicos, guarda-chuvas e outros materiais que possam ser utilizados como instrumentos de agressão (taquara, pedaços de madeira, bastões de ferro, soqueiras...); armas de fogo e arma branca, como facas, estiletes, canivetes; materiais que não façam parte do adorno da fantasia e possam servir como instrumento de agressão.

*Mantenha a calma em qualquer situação, lembre-se de que a sua vida e a de quem você ama não têm preço

Telefones úteis:

190 - Polícia Militar

193 – Bombeiros

192 – Samu

3601-6263 – Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv)

2283-1158 – Juizado de Menores

2332-2924 – Delegacia de Apoio ao Turista (Deat)

2253-1177 – Disque-Denúncia

3399-1199 – Ouvidoria das Polícias

Extra Online

Ex-comandante de UPP foi preso acusado de receber R$ 15 mil por semana do tráfico

Herculano Barreto Filho

A Polícia Federal prendeu, na manhã de quinta-feira (16), 11 pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Morro do São Carlos, no Estácio. Entre elas, o capitão Adjaldo Luis Piedade, acusado de receber cerca de R$ 15 mil por semana pagos pelo tráfico no período em que era comandante da UPP São Carlos.

Segundo a investigação, a propina era paga por um traficante conhecido como Peixe, preso durante a ocupação policial na Rocinha, em novembro do ano passado.

Operação da Polícia Federal prende 11 pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Morro do São Carlos, no Estácio. Entre elas, dois policiais militares que trabalharam na UPP

Operação da Polícia Federal prende 11 pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Morro do São Carlos, no Estácio. Entre elas, dois policiais militares que trabalharam na UPP Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O capitão Piedade já havia sido afastado da PM. Antes, ele estava no Departamento Geral de Pessoal (DGP), uma espécie de “geladeira” da PM. O soldado Alexandre Duarte, que também trabalhava na comunidade e foi transferido há três meses para a UPP do Coroa/Fallet/Fogueteiro, também foi preso durante a operação.

— Era um policial que cumpria com as suas obrigações. Mas confiamos no trabalho feito pela Polícia Federal. Mas isso não interfere no nosso trabalho. Vamos continuar com a rotina de combate ao crime. O objetivo da UPP é oferecer segurança à comunidade e seguir o trabalho — disse o capitão Sérgio Stoll, comandante da UPP do Coroa/Fallet/Fogueteiro.

Oito pessoas foragidas

A operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal foi batizada como “Boca Aberta”, em virtude do funcionamento das bocas de fumo, apesar da atuação das unidades de pacificação. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de prisão. Oito pessoas seguem foragidas.

Extra Online

Polícia divulga retrato falado de homem suspeito de abusar de menina em ônibus

Ana Cláudia Costa Elenilce Bottari - O Globo

RIO - A polícia divulgou um retrato falado do homem acusado de abusar de uma menor, de 12 anos, dentro de um ônibus que trafegava pela Zona Sul do Rio na última quarta-feira. A menina esteve na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav) nesta sexta, onde prestou depoimento com o auxílio de uma psicóloga.

Retrato falado de homem acusado de abusar de menina em ônibus

Retrato falado de homem acusado de abusar de menina em ônibus Foto: Divulgação Polícia Civil / Reprodução

De acordo com o Disque-Denúncia, já foram recebidas seis denúncias sobre o homem, sendo duas com indicações sobre a Rocinha. Uma das informações já foi descartada. O exame de corpo de delito mostrou que não houve rompimento do hímen da vítima. Também não foi encontrado sêmen na vagina dela, apenas no corpo.

A mãe da menina classificou o homem como um monstro:

— Minha filha está abalada, está se refazendo, não foi à aula hoje. Ela não costuma sair sozinha à noite. Só que no horário de meio-dia, nunca imaginei que poderia ter problemas.

Segundo o delegado Marcelo Braga Maia, o motorista informou que o homem bateu na porta do ônibus na Rua Bartolomeu Mitre, altura da Conde Bernadote, no Leblon. Ele cumprimentou o motorista, perguntou quanto era a tarifa e entrou no veículo.

Segundo uma testemunha, o homem armado teria entrado no coletivo e exigido que a menor fosse com ele para a parte traseira do veículo, onde o crime teria sido cometido. Na hora, só havia mais quatro passageiros: três mulheres e um homem.

Uma passageira percebeu a movimentação estranha do homem e achou que ia ser assaltada. Ela levantou e avisou à trocadora que viu algo estranho na parte de trás do ônibus.

Nesse momento, o motorista havia parado para um outro passageiro descer, na altura do Jóquei. Em seguida, o homem passou pela passageira e segurou em sua perna. Foi quando ela gritou, e ele desceu. O acusado fugiu embarcando em outro ônibus.

Conforme o depoimento de uma das passageiras, o homem pegou o ônibus por volta das 12h30m. A menina, que mora na Zona Sul, usava uniforme de colégio.

Delegado investiga outro estupro de menor num ônibus, em 2011

O delegado Fábio Barucke, da 15ª DP (Gávea), afirmou nesta sexta-feira que está investigando um outro estupro de uma menor dentro de um ônibus, na Zona Sul do Rio.

De acordo com Barucke, o caso teria acontecido em outubro de 2011, no Leblon, com uma jovem de 16 anos. Barucke investiga ainda outro caso de abuso contra menores da região. Num deles, um homem chegou a ser detido por prática de atos obscenos, mas foi liberado em seguida.

Extra Online

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tenente bombeiro vai a um churrasco na casa de um amigo e desaparece

Paulo Carvalho

A família do segundo-tenente Rodrigo José Neves Groetaers, de 22 anos, mudou a rotina de vida desde a noite de sábado, quando o oficial fez contato por telefone pela última vez e não foi mais visto.

Ele tinha ido a um churrasco na parte da tarde, em Bangu. Por volta de 22 hs ligou para casa dizendo que já estava indo embora e não retornou. O carro do bombeiro, um Fox preto, foi encontrado no domingo à tarde próximo a comunidade do Catiri.

O caso incialmente está sendo apurado pela 34ª DP (Bangu), mas será encaminhado à Divisão Anti-Sequestro, a pedido da família.

Tenente foi visto pela última vez saindo da casa de um amigo, em Bangu

Tenente foi visto pela última vez saindo da casa de um amigo, em Bangu Foto: Reprodução

Rodrigo saiu de casa à tarde para uma confraternização na casa de um amigo que também é lotado no batalhão do Campinho. Teste$que estavam no evento disseram que ele saiu sozinho, mas foi abordado por uma mulher quando ia embora.

No domingo, logo depois que o carro do bombeiro foi encontrado, um primo ligou para seu celular. Um homem atendeu, mas logo em seguida desligou o telefone. Desde então a família não consegue mais fazer contatos.

O que causa mais mistério para a polícia é que, dentro do veículo de Rodrigo havia forte cheiro de querosene. Uma garrafa com pequena quantidade do líquido também foi encontrada dentro do carro. Marcas de digitais foram recolhidas no carro.

Extra Online

Governo vai pedir transferência de militares presos em Bangu 1

Bombeiros e policiais militares serão encaminhados para unidades prisionais das suas respectivas corporações

Rio -  O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que vai solicitar à Justiça a transferência de policiais e bombeiros militares presos. O pedido, justificado pelo fim das ameaças à manutenção da ordem pública, será feito na manhã desta quarta-feira. Os oficiais estão no presídio Bangu 1 e seriam encaminhados para unidades prisionais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, onde continuarão a cumprir prisão preventiva.

O Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Erir da Costa Filho, e o Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Sérgio Simões, entregarão as solicitações nesta quarta-feira à juíza Ana Paula Penna Barros.

Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Em ato realizado no domingo, manifestantes pediram libertação de miltares presos | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Ao todo, 11 militares estão presos na penitenciária da Zona Oeste do Rio. São 10 policiais militares, além do cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo.

Na noite desta segunda-feira bombeiros e policiais militares resolveram suspender a greve iniciada na madrugada da última sexta-feira. A decisão foi tomada em assembleia realizada na Lapa, no Centro do Rio. Os militares decidiram que a paralisação está suspensa até o fim do Carnaval, quando será realizada uma nova assembleia, para decidir os rumos do movimento.

Reivindicações não atendidas

A greve foi deflagrada na última quinta-feira, quando os líderes do movimento garantiam que cruzariam os braços caso algum item da sua pauta de reinvindicações não fosse atendido pelo governo. Eles pedem a libertação do cabo Benevenuto Daciolo, preso no fim da noite de quarta-feira, auxílio-transporte e alimentação de R$ 350, piso salarial de R$ 3.500 e jornada de 40 horas semanais.

Mais cedo, a Assembleia Legislativa aprovou nesta quinta-feira, por 60 votos a um (duas abstenções e sete faltosos), o projeto de lei que concede 38,81% de aumento aos 122.640 servidores da Segurança Pública, que será quitado em fevereiro de 2013.

No sábado, segundo dia da greve decretada pelo Corpo de Bombeiros e polícias Militar e Civil, esta última decidiu suspender sua participação no movimento. O Governo do Rio continuou o processo de punição aos grevistas militares, que já somam 188 presos ou detidos, sendo 171 bombeiros e 17 PMs, desde sexta-feira.

O Dia Online

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Polícia desmente que PMs estão presos em quartel de Volta Redonda

Informação divulgada pela assessoria de imprensa dava conta que 129 policiais estavam detidos administrativamente

Rio -  A Polícia Militar, através do porta-voz Ivan Blaz, desmentiu a informação de sua assessoria de que 129 policiais estão presos dentro do 28º BPM (Volta Redonda). Com isso, cai para 16 o número de PMs presos nesta sexta-feira, após o início da greve da corporação. "Deve ter acontecido um ruído de comunicação", afirmou Blaz.

Cabo Gurgel, um dos líderes dos grevistas, é um dos presos | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Cabo Gurgel, um dos líderes dos grevistas, é um dos presos | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Desse montante, nove foram presos após ter mandado judicial expedido pedindo suas prisões, sete foram autuados em flagrante por desobediência, sendo seis deles do 28º BPM. Um dos policiais não teve a identidade divulgada.

Além isso, outros 14 policiais militares serão submetidos a processo administrativo disciplinar, quatro deles já tiveram suas prisões preventivas decretadas. Outros 129 policiais militares do Batalhão de Volta Redonda serão indiciados em Inquérito Policial Militar (IPM) por cometimento de crime militar.

Também na tarde desta sexta-feira, o Corpo de Bombeiros informou que 123 guarda-vidas foram indiciados por falta ao serviço. Todos serão presos administrativamente. O Comandante do 2º Grupamento Marítimo (GMar) da Barra da Tijuca, Tenente Coronel Ronaldo Barros, foi exonerado do cargo.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Além disso, o comando-geral da corporação abriu Conselho de Disciplina para avaliar a conduta do cabo Benevenuto Daciolo, que já está preso em Bangu 1, além de 15 guarda-vidas representantes do movimento de greve. Também serão avaliadas as posturas do capitão Alexandre Marchesini e do major Márcio Garcia. O procedimento definirá as punições cabíveis aos envolvidos, podendo chegar à exclusão definitiva do Corpo de Bombeiros.

'Repressão pode ocasionar revolta'

A Justiça Militar expediu 11 mandados de prisão contra os principais líderes grevistas. Destes, nove já foram presos. "A repressão ao movimento pode ocasionar uma revolta tão grande que aí sim vai gerar um problema irreversível. O que gera tumulto é a falta de diálogo. Se eles começarem a prender todo mundo, vai ficar complicado", disse o cabo João Carlos Gurgel, um dos líderes preso.

O coronel Paulo Ricardo Paul também foi preso pela Corregedoria Interna da Polícia Militar por participação no movimento de greve dos policiais. Apesar de estar preso administrativamente, ele cumpre prisão no presídio Bangu 1, no Complexo de Gericinó. Paul, que está aposentado, já foi corregedor da Polícia Militar.

Policiais do 16º BPM (Olaria) gritavam palavras de ordem em frente ao batalhão | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Policiais do 16º BPM (Olaria) gritavam palavras de ordem em frente ao batalhão | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

"Estamos sendo tratados como presos políticos, como traficantes. Somos pessoas que não temos uma folha corrida sem nenhum antecedente. Não podemos ficar presos nessa situação", disse o major PM Hélio Silva de Oliveira. De acordo com ele, o grupo está buscando apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para serem transferidos de Bangu 1.

Além deles, também estão presos os policiais Wagner Luiz da Fonseca e Silva, Adalberto de Souza Rabello, Carlos Antônio Oliveira de Aquino, Pablo Rafael Marques dos Santos, Alonsimar de Oliveira Pessanha, Wagner Jardim Hamude, Nilton Alves Neto e Vivian Sanchez Gonçalves.
Segundo o porta-voz da PM, coronel Frederico Caldas, a situação na capital está controlada, no interior há registro de problemas em Campos dos Goytacazes e Volta Redonda.

"É inaceitável que policiais cruzem os braços. Os policiais que se recusaram a cumprir as normas foram presos por descumprimento, por crime de desobediência. Precisamos dizer para as pessoas que fiquem tranquilas. A situação da segurança está sob absoluto controle".

Por outro lado, representantes do movimento grevista afirmaram, em coletiva realizada nesta sexta-feira, que cerca de 200 policiais militares foram presos administrativamente em Barra do Piraí ao se recusarem a sair em patrulhamento.

A informação foi negada pela assessoria da PM.
Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) seguem para Campos, no Norte Fluminense. "Houve uma recusa inicial dos policias de saírem nas viaturas alegando que não havia documentação. O Detran já está providenciando essa documentação", afirmou.

Comandante dos Bombeiros fala em dia normal

O secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, garantiu que a sexta-feira é um "dia normal" na corporação.

"A adesão é zero. Não houve adesão. O Corpo de Bombeiros em nenhuma hipótese pode fazer greve e deixar de atender a população. Não serão toleradas atitudes que maculem o nome da instituição. Posso afirmar que bombeiros e policiais militares estão hoje em padrões de normalidade e é muito importante que a população tenha esta cereteza. Hoje é um dia normal como todos os outros nos 150 anos de existência da corporação", disse Simões à GloboNews.

Em nota, a Polícia Civil informou que o atendimento nas delegacias policiais de todo o Estado está funcionando normalmente. A corporação informou ainda que informações dando conta da paralisação de algumas delegacias, como a 21ª (Bonsucesso), a 22ª (Penha) e a 42ª (Recreio), não procedem. Os delegados titulares dessas unidades estão a postos e garantem que elas estão operando regularmente.

Confira o nome dos policiais militares que foram presos desde o início da greve, por força de um mandado judicial:

Coronel Paulo Ricardo Paul, da reserva
Major Helio Silva de Oliveira, da reserva
Sargento Carlos Antonio de Oliveira Aquino
Cabo João Carlos Soares Gurgel
Cabo Wagner Jardim Hamude
Cabo Nilton Alves Neto
Cabo Vivian Sanchez Gonçalves
Cabo Wagner Luiz da Fonseca e Silva
Cabo Pablo Rafael Marques dos Santos

Policiais presos em flagrante no Batalhão de Volta Redonda:

Soldado Thyago Rodrigues dos Reis
Soldado Lindomar Alcântara e Silva
Cabo Juan Hudson Santos Avelar
Cabo Norberto Moreira de Freitas
Cabo Pablo Rafael Marques dos Santos
Cabo Alan Alves Ricardo

O Dia Online