terça-feira, 24 de julho de 2012

Amigos de soldado morta em ataque à UPP no Alemão fazem vídeo em homenagem a ela

Ana Carolina Torres

Colegas de farda da soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, fizeram um vídeo em homenagem à policial militar, atingida por um tiro no peito na noite desta segunda-feira quando estava no segundo andar da sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão. As imagens foram postadas no Youtube e mostram a PM entre os colegas de farda, incluindo o dia de formatura de sua turma. A soldado é também vista em momentos de descontração e ainda em sala de aula. Fabiana estava na corporação há um ano.

No perfil da policial no Facebook são dezenas de mensagens de despedida. “Vitória sobre a morte, nossa Glória prometida... Descanse em paz Fabiana Souza... deixará muita saudade..”, diz uma delas. Uma amiga se despediu: “Que Deus te guarde em bom lugar minha amiga e que Ele acalme o coração da sua família.”

Fabiana, em foto de seu perfil no Facebook

Fabiana, em foto de seu perfil no Facebook Foto: Reprodução da internet

Além do ataque a tiros que resultou na morte de Fabiana, outro ocorreu mais cedo, na localidade conhecida como Pedra do Sapo. Pelo menos oito homens enfrentaram uma dupla de policiais e trocaram tiros, sem que ninguém tenha ficado ferido.

O perfil de Fabiana no Facebook: dezenas de mensagens de pêsames

O perfil de Fabiana no Facebook: dezenas de mensagens de pêsames Foto: Reprodução da internet

Por meio da asssessoria de imprensa, o Comando de Polícia Pacificadora (CPP) divulgou uma nota sobre a morte da policial, a primeira numa UPP durante o serviço:

“A policial morta na UPP Nova Brasilia após ataque de bandidos é a soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos. A família dela já foi localizada em Valença, no Sul do Estado do Rio. Fabiana só tinha uma irmã, os pais são falecidos. A soldado tinha pouco mais de um ano de formada na Polícia Militar, era solteira e sem filhos. O 10º BPM (Barra do Piraí) está dando todo o apoio necessário a irmã de Fabiana e tomando as providências para o enterro (...).

Agradecemos ao apoio de todos os colegas que, respeitosamente e atendendo ao apelo desta assessoria, não divulgou o nome da policial antes da família da mesma ser localizada e amparada neste momento difícil.”

Extra Online

Marcas de tiros ainda são vistas nos vidros de UPP do Alemão; polícia reforça segurança na área

Fabiano Rocha

As marcas do ataque contra a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, ainda podem ser vistas nos vidros da edificação na manhã desta terça-feira. São buracos de balas de fuzil.

Ao fundo, uma das gôndolas do teleférico que cruza o conjunto de favelas da Zona Norte do Rio - e que o governo estadual elegeu como um dos símbolos da operação de retomada da área.

Um dos buracos de bala na UPP

Um dos buracos de bala na UPP Foto: Fabiano Rocha / Extra

Nas paredes da UPP, mais buracos de disparos. Segundo relatos de colegas de farda da PM, ela estava usando um colete à prova de balas quando foi atingida. Mas o equipamento não teria conseguido segurar o tiro de fuzil.

Nas paredes internas da UPP, mais buracos de balas

Nas paredes internas da UPP, mais buracos de balas Foto: Fabiano Rocha / Extra

O policiamento foi reforçado no Alemão na manhã desta terça. Equipes de várias unidades da PM, além das tropas de elite da corporação - os batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Choque (BPChq) - fazem rondas pelo local. Entre moradores e comerciantes, o clima é tenso. Muitas lojas ainda estão fechadas. Moradores evitam falar sobre o que aconteceu.

Na noite desta segunda, a sede da UPP Nova Brasília foi atacada a tiros por traficantes. A soldado Fabiana Aparecida dos Santos estava no segundo andar e foi atingida por um tiro no peito. Ela morreu em seguida.

A soldado Fabiana

A soldado Fabiana Foto: Reprodução da internet

A Secretaria de Segurança civulgou uma nota lamentando a morte da PM e pedindo a ajuda da polpulação para localizar os bandidos responsáveis pelo ataque.

“A Secretaria de Estado de Segurança lamenta profundamente a morte da soldado Fabiana Aparecida dos Santos e se solidariza com sua família. Fabiana é a mais recente vítima dos fuzis de alto poder utilizado por traficantes que ainda resistem à pacificação nos Complexos do Alemão e da Penha. (...)

A Secretaria de Segurança reafirma sua confiança na Política de Pacificação de comunidades conflagradas pelo tráfico de drogas e colocou as forças policiais do Rio de Janeiro na missão de prender os responsáveis pela morte da soldado Fabiana.

Nesse sentido, convocamos a população dos Complexos do Alemão e da Penha e do Morro do Adeus/Baiana a colaborar com a Polícia Militar, através do Disque-Denúncia (tel. 2253-1177) e do 190, fornecendo informações que possam levar à localização e prisão dos criminosos responsáveis pela morte da soldado Fabiana.”

Extra Online

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Reviravolta na apuração da morte de policial civil

Exame de balística mostra, três meses depois de crime na Washington Luiz, que tiro que atingiu detetive saiu da arma do companheiro de trabalho dele e não de bandidos

Rio - Três meses após o homicídio do detetive Eduardo da Silva Oliveira, 25 anos, durante troca de tiros com assaltantes na Rodovia Washington Luiz, altura de Saracuruna, em Duque de Caxias, descobriu-se agora que ele foi morto por outro policial civil, o inspetor Lincoln Vinícius Bastos Vargas, e não por um dos três bandidos que praticavam roubo a carro no local, versão cravada inicialmente pela polícia.

A revelação sobre o verdadeiro autor do tiro que matou o detetive está no exame de balística feito pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), concluído semana passada.

Assim que o delegado Felipe Curi, da 60ª DP (Campos Elíseos), responsável pela investigação, soube o resultado, comunicou à Chefia de Polícia, que requisitou o inquérito e só nesta segunda-feira de manhã o enviou à Corregedoria de Polícia.

Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

Rosemar chora ao lembrar da morte do filho aos 25 anos e ficou indignada com o resultado da investigação | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

“O Vargas me abraçou no enterro do Eduardo e disse que lamentava muito. Eu tive um pressentimento e perguntei se havia sido ele a atirar no meu filho. Vargas negou e disse que nem estava perto dele no momento em que ele foi ferido”, lembrou, aos prantos, a mãe da vítima, Rosemar Vieira da Silva, 43 anos, que perdeu mais de dez quilos desde a morte do filho, em 19 de abril.

A bala calibre 40 saiu da pistola do inspetor Vargas e entrou no lado esquerdo do pescoço de Eduardo. Porém, o que mais chama a atenção no disparo é que o ângulo do tiro é de cima para baixo e para a frente, e ambos estavam se protegendo do tiroteio na traseira da viatura da polícia. Um adolescente de 16 anos também foi ferido a tiros.

Entretanto, a despeito do laudo de balística, a responsabilidade pelo homicídio continua pesando nas costas de dois dos três assaltantes que participaram da troca de tiros com os policiais.

Murilo da Silva Duarte, que está foragido, e Thiago Gomes Fernandes dos Santos, que já está preso, foram indiciados pela morte do policial, segundo o corregedor da Polícia Civil, delegado Gilson Emiliano. O terceiro bandido ainda não está identificado oficialmente.

Na opinião do corregedor houve falhas na investigação feita pela 60ª DP, que agora serão corrigidas. Mas adiantou que, se ficar provado que o tiro foi acidental, o inspetor Vargas pode valer-se da tese da legítima defesa.

O delegado Gilson Emiliano é didático: “Se o inspetor matou o detetive, mas a sua intenção era atirar no bandido, é como se ele tivesse matado o bandido”. Em seguida, tratou de emendar: “Ainda não sabemos se foi acidental. Vamos apurar tudo, sem descartar qualquer possibilidade”.

Reconstituição do crime

O inspetor Vargas não será afastado de suas funções enquanto se investiga se o tiro foi acidental. Quem afirma é o corregedor Gilson Emiliano: “Vamos apurar até se havia alguma rixa entre os dois”. Reconstituição da ação pode ser feita.

O tiroteio que culminou na morte do detetive Eduardo ocorreu entre 19h30 e 20h, na Rodovia Washington Luiz.

Os policiais estavam numa viatura quando viram três homens pararem um Palio na pista e renderem dois ocupantes de um carro mais à frente. Um deles é o adolescente ferido nas costas.

Os assaltantes também avistaram o carro da polícia e abriram fogo. Eduardo foi o primeiro a sair da viatura, seguido por Lima. Vargas foi o último. Os três sustentaram o tiroteio com os bandidos, que renderam um outro motorista e fugiram.

Acusado do crime apresentou álibis

Um terceiro homem, preso como participante do confronto e reconhecido pelos dois policiais sobreviventes e por testemunhas, teve a prisão decretada. Dias depois, sua prisão foi revogada pela própria Justiça.

Ariel Gomes da Silva apresentou várias testemunhas de que, em 19 de abril, dia do crime, estava dando aula como instrutor num curso de serralheria da ONG Stimulu Brasil, no Santo Cristo.

Foto: Reprodução

Eduardo Oliveira no dia de sua formatura na Polícia Civil| Foto: Reprodução

Em seu cartão de ponto consta que Ariel começou a trabalhar de manhã, saiu do curso às 18h22 e retornou às 19h39, onde ficou até as 22h. Nem álibi forte foi suficiente para convencer o subcorregedor Glaudiston Galeano.

“O sistema de marcação do cartão não é ergométrico. Ariel pode ter pedido para alguém na ONG marcar manualmente”, disparou Galeano.

Ferido tem cicatriz e guarda bala

Um pedaço de metal e uma cicatriz nas costas são as marcas do dia que I., de 16 anos, não consegue esquecer. Ferido por um dos disparos durante a ação que vitimou o policial Eduardo, ele guarda a bala retirada pelos médicos de seu corpo.

O projétil até hoje não foi recolhido para a perícia nem o jovem passou por exame de corpo de delito, após exatos 90 dias do crime.

A mãe do adolescente disse ter pedido aos médicos para ficar com a bala. Teria recebido deles só uma informação sobre o calibre: “Falaram que era 40.”

I. estava com amigos dentro do carro que primeiro foi abordado pelos três bandidos naquela noite de 19 de abril, na Rodovia Washington Luiz.

“Foi muito rápido e assustador. Os bandidos cercaram o carro e mandaram todo mundo descer. Eu não sabia que tinha carro da polícia logo atrás. Tentei correr e senti o tiro nas costas. Fiquei caído no chão, com muito medo. Vi o policial também no chão e ferido. Tinha muito sangue no rosto e no pescoço dele. Parecia que nunca ia acabar”, relembrou I.

Desde então ficou dois meses fora da escola — ele cursa o 9º ano do Ensino Fundamental — e só não perdeu as provas bimestrais graças ao apoio da unidade e dos amigos, que diariamente levavam sua lição para casa.

O adolescente foi socorrido pelos companheiros. “Meu amigo disse para um dos policiais que sós éramos trabalhadores, do bem, e que queríamos ir para o hospital. Eles foram lá depois e conversaram com a minha mãe”, contou.

O jovem prestou depoimento na 60ª DP (Campos Elíseos) 14 dias depois do tiroteio. Na ocasião, relatou que faria cirurgia em 9 de abril para retirar o projétil, o que ocorreu, mas até ontem não havia sido procurado novamente pela polícia.

No depoimento, o adolescente ainda contou que não conseguiria reconhecer os acusados porque a ação foi rápida e ele estava nervoso.

Reportagem de Hilka Telles. Colaborou Vania Cunha

O Dia Online

Policial do Complexo do Alemão é encontrado morto e com sinais de tortura em Barros Filho

Extra

O corpo de um cabo da PM foi encontrado, na manhã de hoje, morto a tiros e com sinais de tortura dentro de um valão no fim da Rua Siriain, em Barros Filho. Márcio Machado Melo tinha 39 anos e era lotado no Batalhão de Campanha, no Complexo do Alemão. Segundo a Polícia Militar, ele tinha 11 anos de trabalho para a corporação.

 O corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira, em Barros FilhoO corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira, em Barros Filho Foto: Guilherme Pinto / Extra

Segundo policiais do 41º BPM (Irajá), que encontraram o corpo, Márcio estava dentro do valão, sem uma das orelhas, com marcas de espancamento e diversas marcas de tiros.

Próximo ao local, foi encontrado um Honda Civic prata, onde estava guardada a farda do policial. Marcas de sangue foram encontradas no banco. A Divisão de Homicídios (DH) investiga o crime.

Extra Online

Atentado à sede da UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, deixa policial morta

Wilson Mendes

Uma policial morreu com um tiro de fuzil durante atentado à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Complexo do Alemão.

Segundo a assessoria da PM, ela teria sido baleada dentro do segundo andar da unidade, que foi destruído pelos disparos. Já colegas que a socorreram afirmam que a policial correu após o ataque e foi atingida na rua.

Toda a fachada da unidade é de vidro. Foram dois ataques, um na localidade conhecida como Pedra do Sapo, quando pelo menos oito homens enfrentaram uma dupla de policiais e trocaram tiros, sem que ninguém tenha ficado ferido. Mais tarde, houve o atentado à sede da UPP.

Policiais cercam o Complexo do Alemão após ataque a UPP

Policiais cercam o Complexo do Alemão após ataque a UPP Foto: Marcelo Carnaval

A informação de que uma moradora teria sido atingida por bala perdida foi divulgada e posteriormente desmentida pelo site Voz das Comunidades.

Bope foi chamado para o local

Bope foi chamado para o local Foto: Marcelo Carnaval

A policial foi levada para a UPA do Complexo do Alemão, mas não resistiu. A PM solicitou reforços e realiza operações na comunidade para buscar os bandidos.

Carro da PM onde a policial atingida em ataque a UPP foi transportada

Carro da PM onde a policial atingida em ataque a UPP foi transportada Foto: Marcelo Carnaval

Em nota, emitida logo após o incidente, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora confirmou o ataque e a morte de um policial.

Leia, a seguir, íntegra do texto:

"Criminosos atacaram as forcas policiais da UPP Nova Brasilia na na noite desta segunda-feira (dia 23). A sede administrativa e o conteiner de apoio foram alvejados. Um policial foi morto.

A identidade do policial só será divulgada após a família ser comunicada. O BOPE está no local reforçando o policiamento em busca dos criminosos.

Assessoria de Imprensa

Coordenadoria de Polícia Pacificadora"

Extra Online

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Policial baleado em frente à creche no Grajaú morre em hospital

Delegacia de Homicídios diz que crime pode ter sido premeditado. Anteriormente, PM impediu assalto

Por Fernanda Alves

Rio - Os disparos que mataram, nesta segunda-feira, um policial civil que fazia segurança na porta de uma creche do Grajaú soou como um alerta para moradores que já reclamavam dos assaltos a pedestres e roubos de carro no bairro.

O homem foi morto com dois tiros nas costas, quando dezenas de crianças já haviam entrado, às 7h. O assunto tem preocupado tanto, que o comando do 6° BPM (Tijuca) criou um projeto visando o diálogo com a população e reforço na ronda escolar.

Latrocínio (roubo seguido de morte) é a principal linha de investigação da Divisão de Homicídios (DH). Segundo testemunhas, seis tiros foram disparados na porta da creche Studio da Criança.

Antônio da Gama, de 49 anos, que trabalhava há três anos como segurança da unidade, tentou correr para dentro da creche, mas foi atingido por dois disparos.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Policiais da Divisão de Homicídios investigam próximo à unidade escolar, que não deixou de funcionar durante todo o dia de ontem | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Levado ao Hospital do Andaraí, ele não resistiu. Teve a mochila, pistola e celular roubados.

O inspetor entrou em 1990 para a Polícia Civil e era lotado na 19ª DP (Tijuca). “Antônio era tranquilo e sempre muito carinhoso com as crianças. Deixou cinco filhos. Todos estão muito abalados”, contou a diretora da creche, Fabiana Souza.

A creche continuou aberta. Porém, alguns pais buscaram os filhos mais cedo: “Continuo confiando plenamente no serviço da escola. A segurança no bairro todo tem que melhorar, senão terei que fazer algo”, disse uma mãe.

“Todo dia tomamos conhecimento de um assalto nessa região. Precisamos de mais policiamento nas ruas”, reclamou Arlindo Coelho, presidente de Associação de Moradores do Grajaú.

Vítima evitou roubo no início do mês

Policias da Divisão de Homicídios trabalham com a hipótese de latrocínio (roubo seguindo de morte), mas não descartam que o crime tenha sido premeditado.

No último dia 5, dois homens tentaram roubar uma moto na frente da mesma creche e foram impedidos pelo policial Antônio Gama, que, junto com mais um segurança, fez disparos para o alto.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Polícia ampliou patrulhamento no bairro após assassinato | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

“Uma das possibilidades é que os mesmos criminosos tenham voltado ao local com um comparsa para roubar as armas dos agentes”, revelou o delegado titular da DH, Rivaldo Barbosa.

O vídeo do circuito interno de câmeras da creche está sendo analisando, mas já é possível afirmar que os três homens desceram de um carro. Comerciantes da região também relataram ter visto o mesmo veículo rondando a região uma hora antes do crime.

Mãe vira alvo no Méier

Na semana passada, no Méier, uma mãe que iria deixar a filha numa creche foi alvo de ladrões, que entraram no carro e a obrigaram a fazer saques em caixas eletrônicos. Depois, seguiram com ela até o Jacarezinho, onde os bandidos desceram.

Em abril de 2007, um outro policial civil, que também trabalhava como segurança da creche, foi baleado ao tentar impedir assalto em frente à creche. Ele disparou contra ladrões que queriam roubar pai e filha. As vítimas ficaram no meio do tiroteio e os criminosos fugiram.

Nesta segunda-feira, após o crime, o tenente-coronel Márcio Rocha, comandante do 6° BPM, afirmou que o policiamento no entorno da creche foi intensificado. À tarde, três carros de polícia ficaram parados na esquina da Av. Júlio Furtado — onde fica a creche — com a Rua Caruaru.

O Dia Online

domingo, 15 de julho de 2012

Corpo de PM morto em tentativa de assalto é sepultado em Sulacap

Por Thais Miquelino

Rio - O corpo do sargento da PM Ben-Hur Lourenço Couto, de 51 anos, foi sepultado neste domingo, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Ele foi assassinado na noite de sábado, numa tentativa de assalto, quando chegava para trabalhar em uma cabine na Rua Aníbal Porto, em Irajá.

Uma outra vítima dos ladrões reconheceu dois dos criminosos na Divisão de Homicídios.
A mãe do sargento, Célia Lourenço Couto, contou que o PM, há 28 anos na corporação, se aposentaria este ano.

“Ele já tinha tempo de serviço. Estava apenas esperando o curso para se transformar em primeiro-tenente. Meu filho era um homem de bem”, disse. Ben-Hur era lotado no 41º BPM (Irajá). Ele deixa um filho de dois anos e uma filha de apenas cinco meses.

Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

Corpo de sargento é enterrado | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

Na noite de sábado, o PM saiu da festa julhina da escola do filho, em Vicente de Carvalho, por volta das 18h40. Passou em casa, no mesmo bairro, e seguiu para o trabalho. Estava fardado.

O crime ocorreu por volta das 19h30, quando o policial estacionava seu carro em frente à cabine. Três bandidos fugiam de uma viatura da PM num Renault roubado, bateram o veículo e tentaram assaltar o sargento. Ao perceberem que se tratava de um policial, dispararam vários tiros.

Os ladrões seguiram a pé até a Avenida Brasil, próximo ao Trevo das Margaridas, onde roubaram outros motoristas antes de fugir. Neste domingo, a Polícia Militar fez buscas naquela região.

O dono do Renault Fluence usado pelos criminosos prestou depoimento e reconheceu dois dos três bandidos. O delegado da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, trabalha com a hipótese de latrocínio — roubo seguido de morte.

“O mais provável é que a causa da morte tenha sido a tentativa de roubo”, afirmou.

O Dia Online