sábado, 28 de julho de 2012

PM candidato a vereador de Magé é assassinado com três tiros no Rio

Vítima foi atingida pelas costas por criminoso que chegou em um Palio.
Policiais ainda não sabem motivo do crime, ocorrido na Baixada Fluminense.

Do G1 RJ

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O sargento da Polícia Militar e candidato a vereador Marcelo Rodrigues dos Santos, conhecido como Marcelo Coelho, 40 anos, foi assassinado, na tarde deste sábado (28), com três tiros na cabeça, dentro do bar de sua propriedade, em Magé, município da Baixada Fluminense. A informação é do 34º BPM (Magé).

Segundo a polícia, na hora do crime Coelho jogava baralho com o irmão e amigos. Um homem estacionou um Palio vermelho do outro lado da rua, caminhou tranquilamente até o bar e disparou os tiros pelas costas da vítima. O irmão ainda tentou ir atrás do criminoso, mas ele conseguiu fugir entrando novamente no veículo e saindo do local.

Marcelo Coelho estava lotado no 22° BPM (Maré) e era candidato a vereador em Magé pelo Partido Social Liberal (PSL). Os policiais de Magé, onde o sargento já trabalhou, não sabem o motivo do crime. O registro do caso foi feito na 66ª DP (Magé).

G1 - Rio de Janeiro

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Polícia identifica quatro participantes do ataque à UPP Nova Brasília

Extra

A Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar já tem a identificação de quatro participantes do ataque à sede da UPP Nova Brasília, na última segunda-feira.

Os quatro são criminosos que têm ligação com a facção que controlava a venda de drogas no Complexo do Alemão. A polícia aguarda a ajuda da população, com informações, através do Disque-Denúncia 2253-1177.

Fernando Cézar Batista Filho, o Alemão

Alan Ferreira Montenegro, o Da Lua

Ilan Nogueira Sales, o Capoeira

Regis Eduardo Batista, o RG

Extra Online

terça-feira, 24 de julho de 2012

'A morte dela salvou muitas vidas', afirma policial da UPP Nova Brasília

'Primeiro tiro que deram foi nela, e alertou todos os policiais', contou PM.
Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, foi morta em ataque criminoso.

Bernardo Tabak Do G1 RJ

A soldado Fabiana foi morte em frente ao Bar do Dedé (ao fundo), ao lado da antiga sede da UPP Nova Brasília, que ficava improvisada em contêineres (Foto: Bernardo Tabak/G1)A soldado Fabiana caiu, baleada no peito, em frente ao Bar do Dedé (ao fundo), ao lado da antiga sede da UPP Nova Brasília, que funcionava, provisioriamente, em contêineres (Foto: Bernardo Tabak/G1)

“A morte dela salvou muitas vidas”, afirmou um dos policiais militares que trabalhavam, na tarde desta terça-feira (24), na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, sobre a morte da soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos.

Na noite de segunda-feira (23), a sede da UPP foi atacada, e baleada, por criminosos armados. A soldado Fabiana foi morta com um tiro no peito que levou durante o tiroteio. “O primeiro tiro que deram foi nela, que tinha acabado de fazer um lanche. O disparo alertou todos os policiais na UPP, evitando que fossem pegos desprevenidos”, contou o PM.

A UPP Nova Brasília fica a cerca de 200 metros do local onde Fabiana foi morta. O local onde ela caiu, após ser baleada, fica em frente a uma mercearia, na Rua da Assembleia, fica ao lado dos contêineres que abrigavam a sede provisória da UPP.

“É claro que estamos sempre atentos ao que pode acontecer, mas ao ouvir o tiro que deram nela, todos os outros policiais puderam se proteger, se abrigar, e preparar o revide”, complementou o policial militar. A suspeita é de que ela tenha levado um tiro de fuzil, já que o colete à prova de balas que Fabiana vestia, e que faz parte do equipamento de todos os policiais de UPPs, só suporta tiros de revólver e pistola.

Após o tiroteio de segunda-feira (23), os contêineres ficaram com buracos de bala (Foto: Bernardo Tabak/G1)

Após o tiroteio de segunda-feira (23), os
contêineres ficaram com buracos de balas
(Foto: Bernardo Tabak/G1)

Colegas de farda de Fabiana ainda levaram a policial com vida até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão, mas ela não resistiu.

O corpo da soldado Fabiana Aparecida de Souza será enterrado às 9h desta quarta (25), no Cemitério do Riachuelo, no município de Valençax, no interior do estado do Rio. A soldado, que estava na polícia havia pouco mais de um ano, era solteira e não tinha filhos.

Um cinegrafista amador registrou o momento da troca de tiros. Nas imagens, é possível ouvir o barulhos dos disparos.

Após o ataque, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), que faz buscas aos criminosos nesta terça-feira (24), informou que vai patrulhar a região por tempo indeterminado. Por volta 11h30, três suspeitos foram detidos, um deles menor de idade, por homens Bope. Eles foram levados para a 21ª DP (Bonsucessox). Os dois maiores possuem antecedentes criminais.

O policiamento foi reforçado em todo o entorno do Alemão, na manhã desta terça. Circulam pelas principais vias da região patrulhas do 16º BPM (Olaria) e do 22º BPM (Maré). No interior da favela, homens do Bope vasculham ruas e becos atrás dos criminosos. Foram apreendidos um colete à prova de balas, cocaína, maconha e um artefato explosivo.

O coordenador das UPPs, coronel Rogério Seabra, disse, na manhã desta terça, que os coletes à prova de balas usados nas unidades não seguram tiro de fuzil. Segundo ele, os policiais das UPPs usam equipamentos adequados para ações cotidianas. Mas o oficial nega que ocorram mudanças no trabalho das UPPs daqui em diante.

Ocupação do Alemão

O conjunto de favelas do Alemão foi ocupado pelas Forças de Pacificação em novembro de 2010 e provocou uma fuga em massa de traficantes. Em setembro do ano passado, houve o primeiro grande ataque dos criminosos. Disparos foram feitos de pontos diferentes da comunidade, ao mesmo tempo. O policiamento precisou ser reforçado. Na época, o Exército divulgou um vídeo que mostrava a venda de drogas na Vila Cruzeiro.

O Exército saiu da região no início deste mês e deixou a segurança sob responsabilidade da Polícia Militar. No Alemão, já estão instaladas as unidades do Adeus e da Baiana, da Fazendinha e Nova Brasília. Essas duas últimas ganharam sede definitiva há quinze dias. Na Penha, já funcionam as UPPs da Chatuba e dos morros da Fé e Sereno.

Apesar da instalação das seis UPPs, os ataques dos traficantes não cessaram. Em junho, criminosos atiraram contra a UPP de Nova Brasília. Na semana passada, duas equipes de PMs foram atacadas na Fazendinha. Em um dos ataques, bandidos lançaram uma granada de fabricação caseira contra um carro da polícia. Ninguém ficou ferido.

Em todo o Rio, já são 25 UPPs, beneficiando mais de 140 comunidades. Mais de 5,5 mil policiais estão nas áreas pacificadas.

G1 - Rio de Janeiro

Amigos de soldado morta em ataque à UPP no Alemão fazem vídeo em homenagem a ela

Ana Carolina Torres

Colegas de farda da soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, fizeram um vídeo em homenagem à policial militar, atingida por um tiro no peito na noite desta segunda-feira quando estava no segundo andar da sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão. As imagens foram postadas no Youtube e mostram a PM entre os colegas de farda, incluindo o dia de formatura de sua turma. A soldado é também vista em momentos de descontração e ainda em sala de aula. Fabiana estava na corporação há um ano.

No perfil da policial no Facebook são dezenas de mensagens de despedida. “Vitória sobre a morte, nossa Glória prometida... Descanse em paz Fabiana Souza... deixará muita saudade..”, diz uma delas. Uma amiga se despediu: “Que Deus te guarde em bom lugar minha amiga e que Ele acalme o coração da sua família.”

Fabiana, em foto de seu perfil no Facebook

Fabiana, em foto de seu perfil no Facebook Foto: Reprodução da internet

Além do ataque a tiros que resultou na morte de Fabiana, outro ocorreu mais cedo, na localidade conhecida como Pedra do Sapo. Pelo menos oito homens enfrentaram uma dupla de policiais e trocaram tiros, sem que ninguém tenha ficado ferido.

O perfil de Fabiana no Facebook: dezenas de mensagens de pêsames

O perfil de Fabiana no Facebook: dezenas de mensagens de pêsames Foto: Reprodução da internet

Por meio da asssessoria de imprensa, o Comando de Polícia Pacificadora (CPP) divulgou uma nota sobre a morte da policial, a primeira numa UPP durante o serviço:

“A policial morta na UPP Nova Brasilia após ataque de bandidos é a soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos. A família dela já foi localizada em Valença, no Sul do Estado do Rio. Fabiana só tinha uma irmã, os pais são falecidos. A soldado tinha pouco mais de um ano de formada na Polícia Militar, era solteira e sem filhos. O 10º BPM (Barra do Piraí) está dando todo o apoio necessário a irmã de Fabiana e tomando as providências para o enterro (...).

Agradecemos ao apoio de todos os colegas que, respeitosamente e atendendo ao apelo desta assessoria, não divulgou o nome da policial antes da família da mesma ser localizada e amparada neste momento difícil.”

Extra Online

Marcas de tiros ainda são vistas nos vidros de UPP do Alemão; polícia reforça segurança na área

Fabiano Rocha

As marcas do ataque contra a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, ainda podem ser vistas nos vidros da edificação na manhã desta terça-feira. São buracos de balas de fuzil.

Ao fundo, uma das gôndolas do teleférico que cruza o conjunto de favelas da Zona Norte do Rio - e que o governo estadual elegeu como um dos símbolos da operação de retomada da área.

Um dos buracos de bala na UPP

Um dos buracos de bala na UPP Foto: Fabiano Rocha / Extra

Nas paredes da UPP, mais buracos de disparos. Segundo relatos de colegas de farda da PM, ela estava usando um colete à prova de balas quando foi atingida. Mas o equipamento não teria conseguido segurar o tiro de fuzil.

Nas paredes internas da UPP, mais buracos de balas

Nas paredes internas da UPP, mais buracos de balas Foto: Fabiano Rocha / Extra

O policiamento foi reforçado no Alemão na manhã desta terça. Equipes de várias unidades da PM, além das tropas de elite da corporação - os batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Choque (BPChq) - fazem rondas pelo local. Entre moradores e comerciantes, o clima é tenso. Muitas lojas ainda estão fechadas. Moradores evitam falar sobre o que aconteceu.

Na noite desta segunda, a sede da UPP Nova Brasília foi atacada a tiros por traficantes. A soldado Fabiana Aparecida dos Santos estava no segundo andar e foi atingida por um tiro no peito. Ela morreu em seguida.

A soldado Fabiana

A soldado Fabiana Foto: Reprodução da internet

A Secretaria de Segurança civulgou uma nota lamentando a morte da PM e pedindo a ajuda da polpulação para localizar os bandidos responsáveis pelo ataque.

“A Secretaria de Estado de Segurança lamenta profundamente a morte da soldado Fabiana Aparecida dos Santos e se solidariza com sua família. Fabiana é a mais recente vítima dos fuzis de alto poder utilizado por traficantes que ainda resistem à pacificação nos Complexos do Alemão e da Penha. (...)

A Secretaria de Segurança reafirma sua confiança na Política de Pacificação de comunidades conflagradas pelo tráfico de drogas e colocou as forças policiais do Rio de Janeiro na missão de prender os responsáveis pela morte da soldado Fabiana.

Nesse sentido, convocamos a população dos Complexos do Alemão e da Penha e do Morro do Adeus/Baiana a colaborar com a Polícia Militar, através do Disque-Denúncia (tel. 2253-1177) e do 190, fornecendo informações que possam levar à localização e prisão dos criminosos responsáveis pela morte da soldado Fabiana.”

Extra Online

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Reviravolta na apuração da morte de policial civil

Exame de balística mostra, três meses depois de crime na Washington Luiz, que tiro que atingiu detetive saiu da arma do companheiro de trabalho dele e não de bandidos

Rio - Três meses após o homicídio do detetive Eduardo da Silva Oliveira, 25 anos, durante troca de tiros com assaltantes na Rodovia Washington Luiz, altura de Saracuruna, em Duque de Caxias, descobriu-se agora que ele foi morto por outro policial civil, o inspetor Lincoln Vinícius Bastos Vargas, e não por um dos três bandidos que praticavam roubo a carro no local, versão cravada inicialmente pela polícia.

A revelação sobre o verdadeiro autor do tiro que matou o detetive está no exame de balística feito pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), concluído semana passada.

Assim que o delegado Felipe Curi, da 60ª DP (Campos Elíseos), responsável pela investigação, soube o resultado, comunicou à Chefia de Polícia, que requisitou o inquérito e só nesta segunda-feira de manhã o enviou à Corregedoria de Polícia.

Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

Rosemar chora ao lembrar da morte do filho aos 25 anos e ficou indignada com o resultado da investigação | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

“O Vargas me abraçou no enterro do Eduardo e disse que lamentava muito. Eu tive um pressentimento e perguntei se havia sido ele a atirar no meu filho. Vargas negou e disse que nem estava perto dele no momento em que ele foi ferido”, lembrou, aos prantos, a mãe da vítima, Rosemar Vieira da Silva, 43 anos, que perdeu mais de dez quilos desde a morte do filho, em 19 de abril.

A bala calibre 40 saiu da pistola do inspetor Vargas e entrou no lado esquerdo do pescoço de Eduardo. Porém, o que mais chama a atenção no disparo é que o ângulo do tiro é de cima para baixo e para a frente, e ambos estavam se protegendo do tiroteio na traseira da viatura da polícia. Um adolescente de 16 anos também foi ferido a tiros.

Entretanto, a despeito do laudo de balística, a responsabilidade pelo homicídio continua pesando nas costas de dois dos três assaltantes que participaram da troca de tiros com os policiais.

Murilo da Silva Duarte, que está foragido, e Thiago Gomes Fernandes dos Santos, que já está preso, foram indiciados pela morte do policial, segundo o corregedor da Polícia Civil, delegado Gilson Emiliano. O terceiro bandido ainda não está identificado oficialmente.

Na opinião do corregedor houve falhas na investigação feita pela 60ª DP, que agora serão corrigidas. Mas adiantou que, se ficar provado que o tiro foi acidental, o inspetor Vargas pode valer-se da tese da legítima defesa.

O delegado Gilson Emiliano é didático: “Se o inspetor matou o detetive, mas a sua intenção era atirar no bandido, é como se ele tivesse matado o bandido”. Em seguida, tratou de emendar: “Ainda não sabemos se foi acidental. Vamos apurar tudo, sem descartar qualquer possibilidade”.

Reconstituição do crime

O inspetor Vargas não será afastado de suas funções enquanto se investiga se o tiro foi acidental. Quem afirma é o corregedor Gilson Emiliano: “Vamos apurar até se havia alguma rixa entre os dois”. Reconstituição da ação pode ser feita.

O tiroteio que culminou na morte do detetive Eduardo ocorreu entre 19h30 e 20h, na Rodovia Washington Luiz.

Os policiais estavam numa viatura quando viram três homens pararem um Palio na pista e renderem dois ocupantes de um carro mais à frente. Um deles é o adolescente ferido nas costas.

Os assaltantes também avistaram o carro da polícia e abriram fogo. Eduardo foi o primeiro a sair da viatura, seguido por Lima. Vargas foi o último. Os três sustentaram o tiroteio com os bandidos, que renderam um outro motorista e fugiram.

Acusado do crime apresentou álibis

Um terceiro homem, preso como participante do confronto e reconhecido pelos dois policiais sobreviventes e por testemunhas, teve a prisão decretada. Dias depois, sua prisão foi revogada pela própria Justiça.

Ariel Gomes da Silva apresentou várias testemunhas de que, em 19 de abril, dia do crime, estava dando aula como instrutor num curso de serralheria da ONG Stimulu Brasil, no Santo Cristo.

Foto: Reprodução

Eduardo Oliveira no dia de sua formatura na Polícia Civil| Foto: Reprodução

Em seu cartão de ponto consta que Ariel começou a trabalhar de manhã, saiu do curso às 18h22 e retornou às 19h39, onde ficou até as 22h. Nem álibi forte foi suficiente para convencer o subcorregedor Glaudiston Galeano.

“O sistema de marcação do cartão não é ergométrico. Ariel pode ter pedido para alguém na ONG marcar manualmente”, disparou Galeano.

Ferido tem cicatriz e guarda bala

Um pedaço de metal e uma cicatriz nas costas são as marcas do dia que I., de 16 anos, não consegue esquecer. Ferido por um dos disparos durante a ação que vitimou o policial Eduardo, ele guarda a bala retirada pelos médicos de seu corpo.

O projétil até hoje não foi recolhido para a perícia nem o jovem passou por exame de corpo de delito, após exatos 90 dias do crime.

A mãe do adolescente disse ter pedido aos médicos para ficar com a bala. Teria recebido deles só uma informação sobre o calibre: “Falaram que era 40.”

I. estava com amigos dentro do carro que primeiro foi abordado pelos três bandidos naquela noite de 19 de abril, na Rodovia Washington Luiz.

“Foi muito rápido e assustador. Os bandidos cercaram o carro e mandaram todo mundo descer. Eu não sabia que tinha carro da polícia logo atrás. Tentei correr e senti o tiro nas costas. Fiquei caído no chão, com muito medo. Vi o policial também no chão e ferido. Tinha muito sangue no rosto e no pescoço dele. Parecia que nunca ia acabar”, relembrou I.

Desde então ficou dois meses fora da escola — ele cursa o 9º ano do Ensino Fundamental — e só não perdeu as provas bimestrais graças ao apoio da unidade e dos amigos, que diariamente levavam sua lição para casa.

O adolescente foi socorrido pelos companheiros. “Meu amigo disse para um dos policiais que sós éramos trabalhadores, do bem, e que queríamos ir para o hospital. Eles foram lá depois e conversaram com a minha mãe”, contou.

O jovem prestou depoimento na 60ª DP (Campos Elíseos) 14 dias depois do tiroteio. Na ocasião, relatou que faria cirurgia em 9 de abril para retirar o projétil, o que ocorreu, mas até ontem não havia sido procurado novamente pela polícia.

No depoimento, o adolescente ainda contou que não conseguiria reconhecer os acusados porque a ação foi rápida e ele estava nervoso.

Reportagem de Hilka Telles. Colaborou Vania Cunha

O Dia Online

Policial do Complexo do Alemão é encontrado morto e com sinais de tortura em Barros Filho

Extra

O corpo de um cabo da PM foi encontrado, na manhã de hoje, morto a tiros e com sinais de tortura dentro de um valão no fim da Rua Siriain, em Barros Filho. Márcio Machado Melo tinha 39 anos e era lotado no Batalhão de Campanha, no Complexo do Alemão. Segundo a Polícia Militar, ele tinha 11 anos de trabalho para a corporação.

 O corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira, em Barros FilhoO corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira, em Barros Filho Foto: Guilherme Pinto / Extra

Segundo policiais do 41º BPM (Irajá), que encontraram o corpo, Márcio estava dentro do valão, sem uma das orelhas, com marcas de espancamento e diversas marcas de tiros.

Próximo ao local, foi encontrado um Honda Civic prata, onde estava guardada a farda do policial. Marcas de sangue foram encontradas no banco. A Divisão de Homicídios (DH) investiga o crime.

Extra Online