quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Mulheres fora do concurso para soldado da PM - Rio

Após dois anos reservando espaço para elas, corporação volta atrás e exclui candidatas de seleção para 6 mil vagas em janeiro

Por
Aline Salgado
Francisco Edson Alves

Rio - As mulheres estão prestes a perder espaço na Polícia Militar. O próximo concurso para soldado da corporação, que será aberto em janeiro, com previsão de 6 mil vagas, apenas para homens. A medida interrompe um ciclo na PM em relação à figura feminina na corporação.

Dados das últimas seleções para soldado mostram aumento na participação feminina. Em 2009, foram abertas 200 vagas para elas — 5% do total. Já em 2010, o número mais que dobrou: 800 postos oferecidos (22%), sendo que 1.500 acabaram convocadas.

Segundo o chefe do Centro de Recrutamentos e Seleção de Praças da PM, tenente-coronel Roberto Vianna, o grande rigor físico exigido para o cargo de soldado é a justificativa para que as mulheres sejam excluídas desta seleção.

Foto: Arte: O Dia

Arte: O Dia

Para o diretor pedagógico da Academia do Concurso, Paulo Estrella, a falta de estudos biométricos e de capacidade de carga dos equipamentos, no entanto, estaria atrapalhando a inserção delas na PM.

“O problema, segundo me relatou o tenente-coronel Vianna, é que a carga de equipamento que cada soldado transporta no treinamento e no dia a dia inviabilizaria a participação de mulheres. O que a PM se propôs a fazer, segundo ele, é desenvolver um estudo do limite de carga para as mulheres para tentar conciliar a necessidade da atividade com o limite físico feminino”, afirma Estrella.

Mulheres da corporação estão indignadas. “É um absurdo. As mulheres comprovaram na prática que a PM precisa dos nossos trabalhos. Somos fundamentais, principalmente nas comunidades com UPPs, porque conseguimos fazer muito bem esse trabalho de polícia de proximidade. Temos um olhar diferenciado sobre a comunidade”, argumentou uma tenente de 30 anos.

Uma colega de profissão morreu num ataque na Nova Brasília, no Alemão, em julho. A soldado Fabiana Aparecida de Souza, 30, levou tiro no peito e não resistiu.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Mulheres PMs integraram grupo de reforço na Rocinha após morte de policial em abril | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Tema divide especialistas em segurança e saúde

Especialistas em segurança e saúde divergem sobre o assunto. “O rendimento intelectual das mulheres é superior. No último concurso, dos 10 primeiros colocados, seis eram mulheres. Mas elas também têm mostrado valor operacional, principalmente nas UPPs”, comentou o coordenador de Comunicação da PM, coronel Frederico Caldas.

“Concordo (com a decisão da PM) em parte. Mas elas têm vida profissional mais eficaz quando exercem cargos de chefia, de comando”, opina o coronel Mário Sérgio Duarte, ex-comandante-geral da PM.

Paulo Storani, antropólogo, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), consultor de segurança e pós-graduado em Gestão de Recursos Humanos, que comandou a primeira turma de oficiais femininas em 1983, acha que as PMs ‘são capazes e já conquistaram seu espaço na corporação’. “É irreversível. Essa decisão é momentânea”, ressaltou.

Altamiro Bottino, fisiologista do Botafogo, que avalia o funcionamento corporal dos jogadores, por sua vez, é enfático. “É uma decisão acertada. Não é uma avaliação machista, mas realista. Os homens têm, em média, entre 10 e 15 kg de massa muscular a mais que as mulheres, e sete quilos a mais de estrutura óssea. Isso faz muita diferença”.

Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia

As três primeiras colocadas numa turma da PM de 2010: elas dividiram a sala de aula com maioria masculina | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia

No efetivo há 30 anos

A PM do Rio instituiu o primeiro efetivo feminino há 30 anos, em 17 de março de 1982. Eram 158 alunas do Curso de Formação de Soldados, que atuavam em pontos turísticos, trânsito, hospitais e em ocorrências com mulheres, crianças e adolescentes. Hoje, há mais de 2,9 mil mulheres na corporação.

Para X., uma soldado de 24 anos que pediu anonimato, que isto seria uma forma de preconceito na PM. “Há espaço para todos, seja no serviço operacional ou administrativo. Não deveriam olhar o gênero, mas, sim, a aptidão e a dedicação do policial”, disse.

Y., 22, outra soldado, acha que as mulheres têm tanta competência para atuar na PM quanto os homens. “Muitas ocupam postos de comando e são respeitadas. O problema da falta de preparo não é pelo fato de ser mulher, mas pela formação, que não é adequada para atuar em áreas conflagradas”.

Colaborou Vânia Cunha

O Dia Online

sábado, 15 de setembro de 2012

Três policiais militares mortos em 24 horas no Rio

Dois policiais foram baleados na Coroa. Viatura é atacada com coquetel molotov na Rocinha

Por
Alessandra Horto
Angélica Fernandes

Rio - Em 24 horas, três policiais militares foram mortos a tiros na Baixada Fluminense e na Favela da Rocinha, Zona Sul do Rio. Outros dois foram baleados ontem à tarde durante patrulhamento de rotina na UPP da Coroa, no Catumbi, Zona Norte. A polícia operações para tentar prender os bandidos que atiraram nos agentes na Coroa, mas até a noite ninguém tinha sido preso.

Parentes e amigos se despedem do cabo do Bope Paulo Antônio, assassinado a tiro ao reagir a assalto | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia

Parentes e amigos se despedem do cabo do Bope Paulo Antônio, assassinado a tiro ao reagir a assalto | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia

A Polícia Civil já identificou dois suspeitos de terem assassinado o PM Diego Bruno Barbosa Henriques, na Rocinha, quando ele caminhava em uma viela na localidade conhecida como Terreirão, na última quinta-feira. Ronaldo de Azevedo Oliveira da Cunha, 24 anos, e Rafael da Silva de Barros, 18, são procurados pela polícia e possuem mandado de prisão temporária emitido pela Justiça. Ambos já foram presos, cumpriram pena por tráfico de drogas e foram soltos em março.

Ontem, cerca de 40 policiais da Divisão de Homicídios (DH) fizeram operação na Rocinha para localizar os suspeitos, mas eles não foram encontrados. O delegado da DH, Rivaldo Barbosa, declarou ter provas de que os jovens são os autores do crime. Um celular com mensagens sobre a morte do policial teria sido encontrado pelos agentes civis.

A mãe de Rafael, Sirlene Maria da Silva, procurou o filho pela favela acompanhada dos policiais da DH, mas não o encontrou. Ela apelou para que o jovem se entregasse: “Prefiro ver o meu filho preso do que morto. Liga para mim, meu filho. Estou com você”. Segundo Rivaldo Barbosa, quem tiver informações sobre os jovens deve ligar para o Disque Denúncia (2253 1177).

Uma viatura da PM também foi atingida por um coquetel molotov na madrugada de ontem na Rocinha. A Coordenação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) esclareceu que o ataque não está relacionado ao assassinato do PM. A ação seria represália à abordagem feita pelos policiais militares, momentos antes, a participante de festa na favela. Convidados não gostaram da conduta dos militares.

Tiros após homenagem

O sargento do 21º BPM (Meriti) Luiz Alberto Tavares tinha acabado de receber homenagem no batalhão, na noite de sexta-feira, quando foi assassinado por dois homens em uma moto. O corpo dele foi sepultado ontem, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, junto com o do cabo do Bope, Paulo Antônio da Costa, morto ao reagir a assalto em Nova Iguaçu, na quinta-feira.

O comandante do 21º BPM, tenente-coronel Cláudio dos Santos, acredita que o sargento Luiz Alberto foi vítima de execução. “Não foi um assalto porque não levaram nada. O sargento foi atingido por quatro tiros e um deles foi justamente na cabeça

O sargento do Exército Victor Carbutt Porto, 32 anos, foi detido após pegar pistola de Luiz. Segundo o comandante, Victor, chegou ao local antes da polícia e abriu o carro onde o sargento estava morto. “Disse que pegou a arma para ninguém roubar”, contou o comandante.

O Dia Online

sábado, 28 de julho de 2012

PM candidato a vereador de Magé é assassinado com três tiros no Rio

Vítima foi atingida pelas costas por criminoso que chegou em um Palio.
Policiais ainda não sabem motivo do crime, ocorrido na Baixada Fluminense.

Do G1 RJ

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O sargento da Polícia Militar e candidato a vereador Marcelo Rodrigues dos Santos, conhecido como Marcelo Coelho, 40 anos, foi assassinado, na tarde deste sábado (28), com três tiros na cabeça, dentro do bar de sua propriedade, em Magé, município da Baixada Fluminense. A informação é do 34º BPM (Magé).

Segundo a polícia, na hora do crime Coelho jogava baralho com o irmão e amigos. Um homem estacionou um Palio vermelho do outro lado da rua, caminhou tranquilamente até o bar e disparou os tiros pelas costas da vítima. O irmão ainda tentou ir atrás do criminoso, mas ele conseguiu fugir entrando novamente no veículo e saindo do local.

Marcelo Coelho estava lotado no 22° BPM (Maré) e era candidato a vereador em Magé pelo Partido Social Liberal (PSL). Os policiais de Magé, onde o sargento já trabalhou, não sabem o motivo do crime. O registro do caso foi feito na 66ª DP (Magé).

G1 - Rio de Janeiro

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Polícia identifica quatro participantes do ataque à UPP Nova Brasília

Extra

A Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar já tem a identificação de quatro participantes do ataque à sede da UPP Nova Brasília, na última segunda-feira.

Os quatro são criminosos que têm ligação com a facção que controlava a venda de drogas no Complexo do Alemão. A polícia aguarda a ajuda da população, com informações, através do Disque-Denúncia 2253-1177.

Fernando Cézar Batista Filho, o Alemão

Alan Ferreira Montenegro, o Da Lua

Ilan Nogueira Sales, o Capoeira

Regis Eduardo Batista, o RG

Extra Online

terça-feira, 24 de julho de 2012

'A morte dela salvou muitas vidas', afirma policial da UPP Nova Brasília

'Primeiro tiro que deram foi nela, e alertou todos os policiais', contou PM.
Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, foi morta em ataque criminoso.

Bernardo Tabak Do G1 RJ

A soldado Fabiana foi morte em frente ao Bar do Dedé (ao fundo), ao lado da antiga sede da UPP Nova Brasília, que ficava improvisada em contêineres (Foto: Bernardo Tabak/G1)A soldado Fabiana caiu, baleada no peito, em frente ao Bar do Dedé (ao fundo), ao lado da antiga sede da UPP Nova Brasília, que funcionava, provisioriamente, em contêineres (Foto: Bernardo Tabak/G1)

“A morte dela salvou muitas vidas”, afirmou um dos policiais militares que trabalhavam, na tarde desta terça-feira (24), na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, sobre a morte da soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos.

Na noite de segunda-feira (23), a sede da UPP foi atacada, e baleada, por criminosos armados. A soldado Fabiana foi morta com um tiro no peito que levou durante o tiroteio. “O primeiro tiro que deram foi nela, que tinha acabado de fazer um lanche. O disparo alertou todos os policiais na UPP, evitando que fossem pegos desprevenidos”, contou o PM.

A UPP Nova Brasília fica a cerca de 200 metros do local onde Fabiana foi morta. O local onde ela caiu, após ser baleada, fica em frente a uma mercearia, na Rua da Assembleia, fica ao lado dos contêineres que abrigavam a sede provisória da UPP.

“É claro que estamos sempre atentos ao que pode acontecer, mas ao ouvir o tiro que deram nela, todos os outros policiais puderam se proteger, se abrigar, e preparar o revide”, complementou o policial militar. A suspeita é de que ela tenha levado um tiro de fuzil, já que o colete à prova de balas que Fabiana vestia, e que faz parte do equipamento de todos os policiais de UPPs, só suporta tiros de revólver e pistola.

Após o tiroteio de segunda-feira (23), os contêineres ficaram com buracos de bala (Foto: Bernardo Tabak/G1)

Após o tiroteio de segunda-feira (23), os
contêineres ficaram com buracos de balas
(Foto: Bernardo Tabak/G1)

Colegas de farda de Fabiana ainda levaram a policial com vida até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão, mas ela não resistiu.

O corpo da soldado Fabiana Aparecida de Souza será enterrado às 9h desta quarta (25), no Cemitério do Riachuelo, no município de Valençax, no interior do estado do Rio. A soldado, que estava na polícia havia pouco mais de um ano, era solteira e não tinha filhos.

Um cinegrafista amador registrou o momento da troca de tiros. Nas imagens, é possível ouvir o barulhos dos disparos.

Após o ataque, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), que faz buscas aos criminosos nesta terça-feira (24), informou que vai patrulhar a região por tempo indeterminado. Por volta 11h30, três suspeitos foram detidos, um deles menor de idade, por homens Bope. Eles foram levados para a 21ª DP (Bonsucessox). Os dois maiores possuem antecedentes criminais.

O policiamento foi reforçado em todo o entorno do Alemão, na manhã desta terça. Circulam pelas principais vias da região patrulhas do 16º BPM (Olaria) e do 22º BPM (Maré). No interior da favela, homens do Bope vasculham ruas e becos atrás dos criminosos. Foram apreendidos um colete à prova de balas, cocaína, maconha e um artefato explosivo.

O coordenador das UPPs, coronel Rogério Seabra, disse, na manhã desta terça, que os coletes à prova de balas usados nas unidades não seguram tiro de fuzil. Segundo ele, os policiais das UPPs usam equipamentos adequados para ações cotidianas. Mas o oficial nega que ocorram mudanças no trabalho das UPPs daqui em diante.

Ocupação do Alemão

O conjunto de favelas do Alemão foi ocupado pelas Forças de Pacificação em novembro de 2010 e provocou uma fuga em massa de traficantes. Em setembro do ano passado, houve o primeiro grande ataque dos criminosos. Disparos foram feitos de pontos diferentes da comunidade, ao mesmo tempo. O policiamento precisou ser reforçado. Na época, o Exército divulgou um vídeo que mostrava a venda de drogas na Vila Cruzeiro.

O Exército saiu da região no início deste mês e deixou a segurança sob responsabilidade da Polícia Militar. No Alemão, já estão instaladas as unidades do Adeus e da Baiana, da Fazendinha e Nova Brasília. Essas duas últimas ganharam sede definitiva há quinze dias. Na Penha, já funcionam as UPPs da Chatuba e dos morros da Fé e Sereno.

Apesar da instalação das seis UPPs, os ataques dos traficantes não cessaram. Em junho, criminosos atiraram contra a UPP de Nova Brasília. Na semana passada, duas equipes de PMs foram atacadas na Fazendinha. Em um dos ataques, bandidos lançaram uma granada de fabricação caseira contra um carro da polícia. Ninguém ficou ferido.

Em todo o Rio, já são 25 UPPs, beneficiando mais de 140 comunidades. Mais de 5,5 mil policiais estão nas áreas pacificadas.

G1 - Rio de Janeiro

Amigos de soldado morta em ataque à UPP no Alemão fazem vídeo em homenagem a ela

Ana Carolina Torres

Colegas de farda da soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, fizeram um vídeo em homenagem à policial militar, atingida por um tiro no peito na noite desta segunda-feira quando estava no segundo andar da sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão. As imagens foram postadas no Youtube e mostram a PM entre os colegas de farda, incluindo o dia de formatura de sua turma. A soldado é também vista em momentos de descontração e ainda em sala de aula. Fabiana estava na corporação há um ano.

No perfil da policial no Facebook são dezenas de mensagens de despedida. “Vitória sobre a morte, nossa Glória prometida... Descanse em paz Fabiana Souza... deixará muita saudade..”, diz uma delas. Uma amiga se despediu: “Que Deus te guarde em bom lugar minha amiga e que Ele acalme o coração da sua família.”

Fabiana, em foto de seu perfil no Facebook

Fabiana, em foto de seu perfil no Facebook Foto: Reprodução da internet

Além do ataque a tiros que resultou na morte de Fabiana, outro ocorreu mais cedo, na localidade conhecida como Pedra do Sapo. Pelo menos oito homens enfrentaram uma dupla de policiais e trocaram tiros, sem que ninguém tenha ficado ferido.

O perfil de Fabiana no Facebook: dezenas de mensagens de pêsames

O perfil de Fabiana no Facebook: dezenas de mensagens de pêsames Foto: Reprodução da internet

Por meio da asssessoria de imprensa, o Comando de Polícia Pacificadora (CPP) divulgou uma nota sobre a morte da policial, a primeira numa UPP durante o serviço:

“A policial morta na UPP Nova Brasilia após ataque de bandidos é a soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos. A família dela já foi localizada em Valença, no Sul do Estado do Rio. Fabiana só tinha uma irmã, os pais são falecidos. A soldado tinha pouco mais de um ano de formada na Polícia Militar, era solteira e sem filhos. O 10º BPM (Barra do Piraí) está dando todo o apoio necessário a irmã de Fabiana e tomando as providências para o enterro (...).

Agradecemos ao apoio de todos os colegas que, respeitosamente e atendendo ao apelo desta assessoria, não divulgou o nome da policial antes da família da mesma ser localizada e amparada neste momento difícil.”

Extra Online

Marcas de tiros ainda são vistas nos vidros de UPP do Alemão; polícia reforça segurança na área

Fabiano Rocha

As marcas do ataque contra a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, ainda podem ser vistas nos vidros da edificação na manhã desta terça-feira. São buracos de balas de fuzil.

Ao fundo, uma das gôndolas do teleférico que cruza o conjunto de favelas da Zona Norte do Rio - e que o governo estadual elegeu como um dos símbolos da operação de retomada da área.

Um dos buracos de bala na UPP

Um dos buracos de bala na UPP Foto: Fabiano Rocha / Extra

Nas paredes da UPP, mais buracos de disparos. Segundo relatos de colegas de farda da PM, ela estava usando um colete à prova de balas quando foi atingida. Mas o equipamento não teria conseguido segurar o tiro de fuzil.

Nas paredes internas da UPP, mais buracos de balas

Nas paredes internas da UPP, mais buracos de balas Foto: Fabiano Rocha / Extra

O policiamento foi reforçado no Alemão na manhã desta terça. Equipes de várias unidades da PM, além das tropas de elite da corporação - os batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Choque (BPChq) - fazem rondas pelo local. Entre moradores e comerciantes, o clima é tenso. Muitas lojas ainda estão fechadas. Moradores evitam falar sobre o que aconteceu.

Na noite desta segunda, a sede da UPP Nova Brasília foi atacada a tiros por traficantes. A soldado Fabiana Aparecida dos Santos estava no segundo andar e foi atingida por um tiro no peito. Ela morreu em seguida.

A soldado Fabiana

A soldado Fabiana Foto: Reprodução da internet

A Secretaria de Segurança civulgou uma nota lamentando a morte da PM e pedindo a ajuda da polpulação para localizar os bandidos responsáveis pelo ataque.

“A Secretaria de Estado de Segurança lamenta profundamente a morte da soldado Fabiana Aparecida dos Santos e se solidariza com sua família. Fabiana é a mais recente vítima dos fuzis de alto poder utilizado por traficantes que ainda resistem à pacificação nos Complexos do Alemão e da Penha. (...)

A Secretaria de Segurança reafirma sua confiança na Política de Pacificação de comunidades conflagradas pelo tráfico de drogas e colocou as forças policiais do Rio de Janeiro na missão de prender os responsáveis pela morte da soldado Fabiana.

Nesse sentido, convocamos a população dos Complexos do Alemão e da Penha e do Morro do Adeus/Baiana a colaborar com a Polícia Militar, através do Disque-Denúncia (tel. 2253-1177) e do 190, fornecendo informações que possam levar à localização e prisão dos criminosos responsáveis pela morte da soldado Fabiana.”

Extra Online