Antero Gomes, Carolina Heringer e Herculano Barreto Filho
Mal-estar, picuinha, guerra... Seja qual for o nome e a dimensão do conflito, as polícias do Rio não se entendem há algum tempo. Na tomada da Rocinha, o planejamento — feito pela Polícia Militar — excluiu a Civil. Teria sido um troco em relação à tomada do Alemão, em 2010, quando a Civil entrou primeiro e fincou a bandeira da corporação no alto do complexo.
— Ficamos chateados — diz um coronel da PM.
Segundo outro coronel, as divergências começaram a ficar acirradas quando a PM começou a fazer registro policial militar (uma espécie de registro de ocorrências simples). A Civil ficou incomodada e fez lobby na Corregedoria Geral Unificada (CGU), que desautorizou a PM.
Intriga?
O advogado Marcos Barros Espínola, que defende Beltrami, acredita que as divergências entre as duas polícias motivaram a prisão:
— Há uma guerra entre as polícias. Foi montado um palco, num batalhão manchado pela acusação de envolvimento na morte da juíza. O objetivo é desmoralizar a PM do Rio.
Ele criticou a investigação feita pela DH de Niterói. Para o advogado, o inquérito foi mal conduzido.
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