terça-feira, 10 de novembro de 2009

Comandante afastado de batalhão por "ineficiência" pode ser promovido

O tenente-coronel Weber Guttemberg Collyer, afastado em junho do comando do Regimento de Polícia Montada (RPMont) da Polícia Militar, está em 12º lugar na lista dos policiais a serem promovidos ao último posto da corporação em 21 de dezembro.

O afastamento de Weber aconteceu por ordem do próprio secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, com base em um documento assinado pelo então chefe do 2 º Comando de Policiamento de Área (CPA), coronel Paulo Cesar Lopes, dizendo que a atuação de Weber no combate às milícias na região era "ineficiente".

Chefe da segurança de Cabral está na lista de PMs a serem promovidos

E a política de promoção de policiais militares sem experiência de comando vai continuar, ao que tudo indica. Pelo menos, na lista elaborada pela PM está o nome do tenente-coronel Augusto César Benac. O moço nunca comandou um batalhão - mas é o chefe da segurança de Sérgio Cabral.

A relação será encaminhada ao Palácio Guanabara, mas a palavra final sobre quem vai ser promovido a coronel - último posto da corporação - caberá ao próprio governador.

Veja a lista dos PMs a serem promovidos em dezembro

A maior novidade da lista elaborada pela Polícia Militar do Rio para as próximas promoções a coronel é mesmo a presença de duas mulheres, fato inédito na centenária corporação. As promoções ao último posto da PM devem ser anunciadas no dia 21 de dezembro.

Eis a lista:

1-Fernando Príncipe Martins - 6º BPM
2-Ricardo Quemento Lobaso - APM D.VI
3-Ana Claudia Siciliano - 40º BPM
4-José da Silva Macedo Júnior - 14º BPM
5-Carlos Mendes Gomes - 35º BPM
6-Eduardo Luiz Brandão Ribeiro - GAM
7-Luigi Felipe Guimaraes - 18º BPM
8-Joziel Havani dos Santos - CFAP
9-João Gilberto da Silva Guimaraes - DGRL
10-Marcos Alves dos Santos - 27º BPM
11-Giliard Amaro Albuquerque - 21º BPM
12-Weber Guttenberg - 4º BPM
13-Jose Luiz Nepomuceno - 39º BPM
14-Edite dos Reis Nani Bonfadini - 13º BPM
15-Augusto César Benac - DGP

Extra Online

Disque-Denúncia oferece recompensa para encontrar assassinos de Bororó

tragédia brasileira

Divulgação / Disque-Denúncia

A morte do morador de rua Manoel Pedro da Conceição, o Bororó, sensibilizou não apenas os moradores de Santa Cruz. Além das tentativas da polícia em conseguir chegar aos autores da execução, ocorrida no mês passado, o Disque-Denúncia (2253-1177), numa atitude inédita, resolveu oferecer uma recompensa de mil reais para quem der informações que levem à prisão dos assassinos. Normalmente, os pedidos ao Disque-Denúncia são feitos pelas próprias famílias de vítimas da violência.

De acordo com o coordenador do Disque-Denúncia, Zeca Borges, a iniciativa foi tomada com o objetivo de sensibilizar e conscientizar as pessoas a denunciarem. O caso, segundo ele, é muito chocante e requer uma investigação apurada.

— Vamos ver se alguém ajuda dessa forma. Foi muito triste o que aconteceu — disse ele.

Desde 19 de outubro, quando Bororó foi encontrado no meio de restos de lixo na Rua Tasso Basso, em Santa Cruz, até o dia de ontem, nenhuma ligação foi feita para o Disque-Denúncia com relação ao fato.

Bororó não tinha inimigos nem ficha na polícia. A única conduta inadequada que ele poderia tomar, segundo o delegado titular da 36ª DP (Santa Cruz), José de Moraes, era o de bater no vidro do carro das pessoas para pedir esmolas.

— Alguém mais assustado ou nervoso até poderia fazer alguma coisa com ele. Mas, da forma com que foi, com dois tiros, acho pouco provável — explicou.

Hoje, uma das primas de Bororó vai prestar esclarecimentos na delegacia. O delegado espera colher mais informações sobre ele.

O local onde o corpo de Bororó foi encontrado. Foto: Eurico Dantas / Extra

Sofrimento até após a morte

Bororó sofreu até depois de morto. No local onde o corpo foi abandonado pelos criminosos, misturam-se restos de comida e animais apodrecendo. Urubus disputam o espaço na trilha estreita com carroceiros, que são obrigados a driblar restos de sujeira para passar. Do sinal de trânsito onde costumava ficar, na Rua Engenheiro Gastão Rangel, em Santa Cruz, até o local onde foi deixado, Bororó percorreu, provavelmente já morto, seis quilômetros. A área, como contam os moradores da Rua Tasso Basso, virou um local de desova. A rua é mal iluminada e propícia à ação dos criminosos. O final da rua é uma das entradas para o Conjunto Cesarão, na Avenida Cesário de Melo.

O sinal de trânsito no qual Bororó costumava pedir esmolas. Foto: Eurico Dantas / Extra

Ogã na umbanda

A religião sempre fez parte da vida de Bororó. A família diz que ele costumava frequentar um centro de umbanda em Santa Cruz. O mendigo era Ogã — a pessoa que toca o atabaque nas cerimônias. Mas até o endereço do centro sempre foi um mistério. Até com a cabeça raspada e riscada ele apareceu um dia. Dizia que era fruto de um trabalho espiritual. Mas nunca revelava onde havia sido feito.

Apesar de ter ido viver na rua e ser apontado como louco por muitos, Bororó não gostava de ser tratado assim. Tanto que, num determinado período de sua vida, as primas chegaram a querer tratá-lo. Os médicos receitaram Diazepan.

Certo dia, uma das primas, vasculhando as roupas de cama de Bororó, descobriu que ele estava escondendo todos os medicamentos dentro da fronha.

— Ele não se achava doente. E sempre falava que morava na rua porque queria — afirmou uma das primas.

Caso de Polícia - Extra Online

Tráfico clonou carros oficiais

Bandidos armados abrem fogo contra policiais que tentavam prendê-los e fogem para dentro da mata, em Muriqui

POR LESLIE LEITÃO, RIO DE JANEIRO

Rio - A informação de que traficantes da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, estavam reunidos para um churrasco na Costa Verde do Rio de Janeiro levou agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) ao distrito de Muriqui, em Mangaratiba, no fim da manhã de ontem. O que os policiais não imaginavam é que, dentro do sítio, haveria mais de uma dezena de bandidos com armamento pesado, que reagiram ao cerco e fugiram mata adentro. Armas, roupas da polícia e quatro veículos foram abandonados. Dois deles, uma Blazer e uma Hilux, eram clonados de veículos da Secretaria Estadual de Segurança, com placa, sirene e até rádio.

Dos quatro veículos encontrados na casa, dois tinham placas clonadas de carros da Secretaria de Segurança: uma blazer branca e uma Hilux preta. Foto Thiago Melo/Jornal O Foco

A perseguição aos bandidos começou a partir do rastreamento de um dos veículos, a Hilux, que havia sido roubada sexta-feira, em São João de Meriti. A todo instante, o GPS indicava que o veículo estava na Vila Cruzeiro, até que, ontem de manhã, deu sinal de estar em Muriqui. No rastro do carro, seis policiais seguiram para o local e encontraram o sítio, às margens da rodovia Rio-Santos, cerca de 500 metros depois da entrada do distrito.

Na chegada dos agentes houve o primeiro confronto. Por volta de 12h30, quando a primeira equipe se aproximou da entrada principal, um homem que fazia a segurança da casa começou a fazer disparos de pistola e correu em direção ao mato. A casa ficava na parte alta do terreno, cerca de 300 metros acima. Com a visão privilegiada de uma varanda onde o churrasco acontecia, os criminosos sustentaram o conflito por quase uma hora.

Moradores e motoristas que passavam pela região ficaram apavorados. Dois helicópteros da Polícia Civil foram para o local ajudar nas buscas, já que os bandidos fugiram por trás da casa e entraram numa mata fechada. Os agentes procuraram por cerca de três horas, mas ninguém foi preso.

Na casa foram apreendidos duas pistolas, granada, munição de fuzil, seis carregadores de pistola, três bonés, três distintivos falsificados e uma camisa da Polícia Civil. Também ficaram para trás um jogo de baralho espalhado pelo chão, roupas, toucas ninja e o material do churrasco — facas, cerveja, carne e linguiça. “Eles estavam planejando algo mais do que um churrasco, porque estavam bem armados e com muita roupa de guerra”, explicou um dos investigadores.

Picape teria sido usada em invasão

A primeira informação que a DRFC tenta checar é a de que a Blazer com a placa clonada da Secretaria de Segurança teria sido usada pelos bandidos da Vila Cruzeiro na invasão ao Morro dos Macacos, dia 17. O carro, roubado em 25 de setembro, em Inhaúma, é originalmente verde, e foi modificado para parecer uma viatura, com rádio, sirene e giroflex. A Hilux tinha placa de viatura doada para o Pan de 2007. Na casa, havia ainda um Lexus preto, roubado dia 20 na Barra da Tijuca, e um Kadett branco, cujo dono será investigado.

O DIA ONLINE - RIO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Adiado julgamento de PMs acusados de envolvimento com o jogo do bicho

habeas corpus no STJ

Foi suspenso por força de um habeas corpus, o julgamento de 41 oficiais da Polícia Militar acusados de envolvimento com o jogo do bicho. A audiência ocorreria nesta sexta-feira, na Auditoria da Justiça Militar do Tribunal de Justiça do Rio.

Impetrado junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela Defensoria Pública do Estado, o habeas corpus nº 152647, com pedido de liminar, foi analisado e deferido pela ministra relatora Laurita Vaz, da 5ª Turma do STJ.

O pedido foi feito em favor do ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins, do capitão da PM Luis Felipe Ribeiro Meirelles, do advogado Sidney César Silva Guerra (ex oficial da PM) e do coronel da PM Mathusalém Padilha, todos absolvidos em julgamento ocorrido em abril de 1998.

Na ocasião, a mesma sentença absolveu os quatro pacientes do habeas corpus, além de outras 17 pessoas, condenando 21 dos demais denunciados. De acordo com o HC, apenas a defesa dos acusados condenados recorreu requerendo a anulação do julgamento, o que foi deferido pela 3ª Câmara Criminal do TJRJ em março de 2004. A defensora pública Cláudia Valéria Taranto, responsável pela liminar, ressaltou que o Ministério Público, em sua apelação, não buscou a anulação do julgamento.

Segundo ela, “ainda que ocorresse novo julgamento, não há sequer que se falar em condenação para aqueles que foram absolvidos”. A defensora destacou também que uma eventual pena a ser imposta já estaria prescrita em razão da limitação de penas aplicadas no primeiro julgamento.

Caso de Polícia - Extra Online

PM é executado dentro de clube

Cabo se preparava para entrar em jogo de futebol de agremiação que presidia, em Irajá, quando recebeu 30 disparos

POR BARTOLOMEU BRITO, RIO DE JANEIRO

Rio - Cinco homens encapuzados executaram às 9h de ontem, com mais de 30 tiros de fuzil e pistola, a maioria pelas costas, o cabo da PM Rinaldo Figueiredo dos Santos, 42 anos, lotado no 16º BPM (Olaria) e presidente do Grêmio Recreativo de Água Grande. Ele foi morto quando se preparava para entrar em partida de futebol de veteranos, no campo da agremiação, na esquina das ruas Trás dos Montes e Aveiros, no Condomínio Parque Residencial Irajá. Três balas perdidas atingiram as coxas do aposentado Hélio Gomes da Silva, 80, que permanece estável no Hospital Getúlio Vargas.

Foto: Carlo Wrede / Agência O DIA

Bando esperava no clube a chegada do PM, que não teve chance de defesa e foi atingido pelas costas

Depois de cair ao ser atingido na cabeça, o policial ainda recebeu vários tiros de dois fuzis e duas pistolas diferentes. Os bandidos fugiram em dois carros estacionados perto do campo. Durante os disparados, quem esperava o jogo começar entrou em pânico. Houve grito e correria. Alguns se jogaram ao chão. Outros precisaram ser medicados.

O crime chocou os moradores do condomínio, que tinham referência muito boa do cabo. “Ele era honesto, não ostentava joias nem carros do ano e gostava de ajudar as outras. Ele tinha três prazeres na vida: trabalhar no quartel, tomar uma cervejinha nas folgas com os amigos e jogar futebol”, contou a amiga Rosângela Oliveira Lessa.

Indignado com a morte do antigo subordinado, o coronel Marcus Jardim, comandante do 1º Comando de Policiamento da Capital, que já comandou o 16º BPM, ficou revoltado. “O cabo estava colocando o meião e a chuteira para entrar em campo, os bandidos o reconheceram e o executaram, sem chance de reação. O PM não pode ter mais hora de lazer que é caçado por criminosos covardes”, disse o oficial.

Frequentadores do clube, os criminosos seriam da favela do Dique, no Jardim América, e podem estar escondidos na Cidade Alta. Um dos assassinos seria um assaltante de carros que ataca motoristas na Zona Norte e aluga suas armas de um traficante do Comando Vermelho. O quinto integrante do bando de homicidas ainda não foi identificado.

Segundo amigos e parentes da vítima, traficantes de favelas próximas estavam inconformados com o fim dos bailes funk na sede do clube. Após descobrirem que o presidente da agremiação, que tomara a decisão, era um policial militar, teriam resolvido se vingar. O bando foi ao clube esperar a chegada do cabo. Quando ele colocava o meião e chuteiras, foi surpreendido pelos tiros. O caso está sendo investigado pela 27ª DP (Vicente de Carvalho).

O DIA ONLINE - RIO

Polícia apreende quatro veículos em Muriqui; bandidos fugiram

Rio - Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) enfrentaram um grupo de traficantes em Muriqui, distrito de Mangaratiba, no Sul Fluminense, na tarde desta segunda-feira. A equipe investigava bandidos da Vila Cruzeiro, na Penha, que estariam num churrasco. A casa, próxima à praia, fica num mirante, de onde os criminosos avistaram os policiais. Houve intenso confronto, e os agentes precisaram de reforço. O helicóptero foi acionado. Os criminosos acabaram fugindo pela mata.

No local, eles deixaram quatro carros, um deles uma Blazer com placa clonada de um veículo da secretaria de Segurança, equipado ainda com giroscópio e rádio da polícia. Os outros carros era uma Hilux preta, com placa clonada de Brasília; um Lexux com placa de Manaus que teria sido roubado na Barra da Tijuca; e um Kadett branco.

No local também foram encontrados três pistolas, uma granada, além de comida e bebida que estariam sendo consumidos no churrasco. Um homem foi detido para averiguação. Um outro homem foi localizado pelos policiais ferido com um tiro na boca em um hospital de Itaguaí. A família do suspeito, no entanto, nega que ele tenha participado do confroto e afirma que o ferimento seria fruto de uma tentativa de suicídio.

O DIA ONLINE - RIO

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Desapareceu a filha do SD PM Lourival Sousa de Araújo

Aos Amigos do Estado da Bahia.

Companheiros,

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Estamos criando uma corrente de solidariedade dentro da tropa. Ajudar a quem precisa mostra o verdadeiro espírito de Bravos! Vamos ajudar esse colega:

Nome: Não me foi enviado, Ela e filha do SD PM Lourival Sousa de Araújo da PM da Bahia

Fato: Desapareceu: Na sede do Clube dos Oficiais da Polícia Militar nos Dendezeiros, Trajando maiô verde e shorts azul por volta das 15:00h do dia 04/11/2009

Ajudem-nos, os familiares estão desesperados.
Contato: 71-82216862

Capitão Tadeu Fernandes

Deputado Estadual - Líder do PSB

capitaotadeu@capitaotadeu.com.br

Av. Luiz Viana Filho, s/n, Edifício Wilson Lins - Gabinete N°207 - CAB
CEP: 41746-900
Tel.:(71) 3115-7031 Fax. 3115-5513
Salvador - Bahia

Policial australiana desaparecida na Ilha Grande é resgatada de helicóptero

Ela teria se perdido ao sair para escalar sozinha.
Turista ficou perdida dois dias.

Do G1, no Rio

Uma policial australiana que estava desaparecida há dois dias na Ilha Grande, litoral Sul Fluminense, foi resgatada de helicóptero pelos bombeiros na tarde desta quinta-feira (5).

Seis helicópteros participaram do resgate. De acordo com informações passadas pelo posto de saúde para onde Andrea Humthrys, de 47 anos, foi levada, a turista passa bem. Ela tinha água e comida no período em que ficou perdida, e tem alguns arranhões pelo corpo. Ela já teve alta médica.

De acordo com policiais da delegacia de Angra dos Reis (166ª DP), onde o desaparecimento foi registrado, Andrea estava com um grupo de 14 pessoas. Ela é policial federal da Austrália e trabalha na embaixada australiana nos Estados Unidos.

Os bombeiros da Ilha Grande contaram que Andrea teria decidido se afastar do grupo para escalar o Pico do Papagaio sozinha. O grupo, num primeiro momento, tentou procurá-la por conta própria, mas não a encontrou.

Bombeiros, policiais civis e florestais e agentes da prefeitura participaram das buscas.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Termina ação no Morro dos Macacos, mas clima ainda é tenso

Após saída de PMs, um jovem da região mandou imprensa sair do local.
Mais cedo, criminosos dispararam contra policiais e assustaram motoristas.

Aluizio Freire Do G1, no Rio

Uma operação do 6º BPM (Tijuca) para tentar localizar um paiol de armas e drogas no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, terminou no início da tarde desta quinta-feira (5) depois de uma intensa troca de tiros com traficantes.

De acordo com o coronel Fernando Príncipe, comandante do 6º BPM (Tijuca), um suspeito foi preso durante a operação. William da Cruz Silva, mais conhecido como Savará, seria o gerente do tráfico no Morro dos Macacos. Ainda segundo o comandante, ele tem um mandado de prisão da 17ª Vara Criminal.

Foram apreendidas 73 trouxinhas de maconha, 53 pedras de crack, alguns radiotransmissores e também camisetas com frases que faziam apologia às drogas. O material foi levado para a 20ª DP (Vila Isabel).

Jovem manda imprensa sair

Assim que os policiais deixaram a comunidade, por volta das 15h, um jovem dentro do parque – antigo Jardim Zoológico – , supostamente a mando de traficantes, gritou para que a imprensa saísse do local.

Segundo um dos policiais que participaram da operação, um homem armado, que estava escondido atrás de uma árvore na Rua Armando de Albuquerque, que dá acesso à comunidade, disparou logo que a equipe com pelo menos 20 policiais chegou ao local.

O motorista de um ônibus que levaria cerca de 40 alunos da Escola Municipal Jornalista Assis Chateaubriand, no início da mesma rua, para fazer uma excursão ao Museu da República, no Centro, ficou assustado com os tiros e deixou o local antes que as crianças embarcassem.

Os disparos também assustaram os motoristas que passavam pela Rua Visconde de Santa Isabel. O trânsito chegou a ser interrompido por alguns minutos. Os policiais só voltaram a trocar tiros com criminosos no alto do morro.

Durante a incursão, pelos becos, vários suspeitos foram parados pelos policiais, mas não há informações de presos.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Operação no subúrbio deixa mais de 4 mil alunos sem aulas

Polícia apreendeu uma metralhadora antiaérea.
Operação é realizada por policiais da Dcod e da Core.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

Mais de quatro mil alunos ficaram sem aulas nesta quinta-feira (5), em Costa Barros, no subúrbio do Rio, por causa da operação feita por policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na favela da Lagartixa e no Morro da Pedreira.

Segundo a Secretaria municipal de Educação, cinco escolas e quatro creches deixaram de funcionar nesta manhã. Uma das escolas chegou a abrir as portas, mas os alunos não apareceram. Os diretores vão avaliar a situação na comunidade no turno da tarde para reabrir ou não as escolas.

Metralhadora antiaérea

Pelo menos um suspeito foi detido e uma metralhadora ponto 30 foi apreendida na operação.
Ao chegarem às comunidades, por volta das 6h, os 50 policiais foram recebidos a tiros, mas não há informações sobre feridos. Um helicóptero deu apoio às equipes no início da ação.

G1 > Edição Rio de Janeiro

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Policiais recuperam caminhão roubado com carga de cigarros

Três funcionários que faziam o transporte foram resgatados.
Veículo foi encontrado perto do Morro do Juramento.

Do G1, no Rio

Na manhã desta quarta-feira (4), policiais militares recuperaram no Morro do Juramento, Vicente de Carvalho, no subúrbio do Rio, um caminhão que transportava cigarros, que foi roubado nesta quarta próximo à comunidade do Quitungo, em Cordovil, também subúrbio.

A ação foi feita por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 9ºBPM (Olaria).

Na ação policial houve confronto, mas não há informação de feridos. Três funcionários, que foram feitos reféns pelos criminosos, foram resgatados.

O caminhão foi recuperado com parte da carga de cigarros. A ocorrência foi registrada da Delegacia de Roubos e Furtos de Carga (DRFC).

G1 > Edição Rio de Janeiro

Assaltante é preso após tentar roubar salão de beleza no Leblon

Estabelecimento fica na Rua Bartolomeu Mitre.
Suspeito também tentou assaltar um escritório nesta quarta (4).

Do G1, no Rio

Policiais militares do 23º BPM (Leblon) prenderam na tarde desta quarta-feira (4) um homem suspeito de tentar assaltar um salão de beleza na Rua Bartolomeu Mitre, no Leblon, na Zona Sul do Rio.

Segundo informações da assessoria de imprensa da PM, o suspeito também tentou assaltar um escritório da região. A prisão ocorreu após a dona do salão de beleza desconfiar da atitude de dois homens que estavam perto do estabelecimento. Ela chamou a polícia.

Quando a PM chegou ao local, os suspeitos tentaram fugir, mas os policiais conseguiram prender um deles. Com ele foi apreendido um revólver calibre 38.

O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).

G1 > Edição Rio de Janeiro

Polícia encontra nove bombas na Vila Cruzeiro

Apreensão inclui ainda quatro morteiros e fardas.
Ninguém foi preso durante a ação.

Do G1, no Rio

A polícia encontrou na tarde desta quarta-feira (4) nove bombas de fabricação artesanal e quatro morteiros na Vila Cruzeiro, no subúrbio do Rio. Durante a ação, foram localizados também 800 papelotes de cocaína e 20 trouxinhas de maconha.

Os policiais do 16º BPM (Olaria) também encontraram três roupas camufladas. O caso foi encaminhado para a 22ª DP (Penha). 

Crack em Cordovil

Num patrulhamento de rotina, policiais do 16º BPM apreenderam 1.362 pedras de crack com um grupo de traficantes que estava num beco na Cidade Alta, em Cordovil, no subúrbio do Rio.

Houve perseguição e um dos suspeitos, de 22 anos, na fuga, caiu de uma laje e se feriu. Ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio, onde segundo as primeiras informações da PM, passaria por uma cirurgia.

Além do crack, policiais apreenderam também duas balanças e material para embalar a droga. De acordo com policiais da 38ª DP (Irajá), foram apreendidas também figurinhas com a foto do jogador Adriano, que seriam coladas nas embalagens da droga.

O material foi levado para delegacia, de onde será encaminhado para a perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

G1 > Edição Rio de Janeiro

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Polícia montada reforça segurança no Aterro e em Santa Teresa

Nove policiais do RPMont vão atuar na região.
Segundo a PM, patrulhamento com cavalos é mais eficiente.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

 

O Aterro do Flamengo e o bairro de Santa Teresa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, recebem a partir desta terça-feira (3) um patrulhamento especial. Nove policiais do Regimento de Polícia Montada (RPMont) vão reforçar a segurança da região.

A decisão de usar a polícia montada foi tomada porque tanto Santa Teresa como o Aterro do Flamengo sofrem com problemas de assaltos a pedestres e furtos de automóveis.

De acordo com a Polícia Militar, o patrulhamento com cavalos é mais eficiente no combate a esses crimes.

G1 > Edição Rio de Janeiro

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Alerj vota reajuste de 5% para policiais e bombeiros

POR ALESSANDRA HORTO, RIO DE JANEIRO

Rio - A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vota amanhã o projeto de lei que vai reajustar em 5% os vencimentos básicos e os soldos dos policiais civis, militares e bombeiros.

A votação promete ser disputada, pois os parlamentares integrantes da oposição garantem que vão repetir o cenário inédito que aconteceu na semana passada. Na ocasião, os deputados aprovaram emendas ao projeto original dando aumento aos agentes penitenciários.

As duas propostas retrocederam a validade do reajuste de 1º de outubro para 1º de maio, e elevaram os valores dos vencimentos básicos desse grupo de servidores estaduais. Os deputados da oposição ao governo Sérgio Cabral também querem aprovar as mesmas medidas para as categorias integrantes do projeto de lei que será votado amanhã.

Se for aprovado no formato original, o aumento de 5% será válido a partir de 1º de outubro. Mas caso a votação de amanhã aprove o projeto de lei, de acordo com o conteúdo original, o soldo final, com mais os 5% de reajuste, de um soldado (policial militar ou bombeiro) Classe A passará a ser de R$ 301,12. O de um 2º sargento (PM ou bombeiro) subirá para R$ 440,27. O novo soldo de um capitão será de R$ 724,49.

Já para os policiais civis, o reajuste de 5% elevaria o vencimento básico de um papiloscopista 2ª Classe para R$ 614,69. E de um inspetor 3ª Classe para R$ 579,77.

A partir do dia 1º de dezembro, o governo do estado também vai pagar R$ 350, a título de gratificação, para os policiais civis e os bombeiros que participarem de programas de qualificação.

O DIA ONLINE

PM vai investigar major que provocou confusão em blitz da Lei Seca

Ele teria sido autuado por desacato e desobediência.
O major trabalha atualmente na Diretoria Geral de Pessoal (DGP).

Do G1, no Rio

A PM vai abrir um inquérito policial militar para investigar a conduta do major Fernando Correa de Oliveira, que teria causado tumulto durante uma blitz da Lei Seca, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. As informações são do capitão Ivan Blaz.

O caso foi registrado na 77ª DP (Icaraí). Ele teria sido autuado por desacato e desobediência. O major foi ouvido e liberado.

Segundo as primeiras informações, ele teria tentado furar a blitz, e teria se recusado a fazer o teste do bafômetro durante a fiscalização.

De acordo com a PM, o major trabalha atualmente na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) e aguardava uma nomeação na ouvidoria da PM, que foi cancelada, segundo determinação do comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte. A medida será publicada no boletim interno da PM neste terça-feira (3), informou a assessoria da Polícia Militar.

A PM aguarda a chegada dos autos relativos à ocorrência, que foi registrada na 77ª DP (Icaraí).

G1 > Edição Rio de Janeiro

domingo, 1 de novembro de 2009

Ex-PM flagrado armado em shopping é o novo chefão da milícia

Golpe da Liga da Justiça

O ex-PM Toni Ângelo Souza Aguiar está foragido. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Após a prisão de Maciel Valente de Souza, de 33 anos, apontado pela polícia como braço-direito do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, a milícia Liga da Justiça passará a ser "comandada" pelo também ex-PM Toni Ângelo Souza Aguiar. Contra Toni, que está foragido, há mandados de prisão pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha.

Toni Ângelo foi expulso da PM este ano, após ter sido flagrado andando armado no estacionamento de um shopping em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, com outros dois milicianos. As imagens do circuito de segurança do shopping, gravadas no dia 15 de janeiro, foram exibidas com exclusividade pelo blog Casos de Polícia no dia 23 do mesmo mês. Segundo a polícia, os três procuravam por um desafeto no local com a intenção de matá-lo.

Clique aqui e assista ao vídeo

Eles chegaram ao local às 22h12m e saíram às 22h18m, após revistarem diversos carros e não terem encontrado o inimigo. Dois seguranças do shopping também aparecem nas imagens, discutindo com os milicianos. Mesmo com a presença dos seguranças, os criminosos continuaram a caminhar pelo estacionamento com as armas nas mãos, procurando pelo desafeto. Inicialmente Toni circula com um revólver calibre 38 na mão, mas depois saca uma pistola calibre 9 milímetros e passa a andar com as duas armas expostas. Às 22h23m, as imagens do circuito de segurança mostram dois policiais militares fardados chegando ao estabelecimento. Os PMs foram chamados por funcionários do shopping, mas não encontraram os milicianos.

Caso de Polícia - Extra Online

PM confirma 3 feridos por bala perdida em tentativa de invasão em Bangu

Segundo a PM, a princípio, vítimas seriam moradores da região.
Na madrugada, traficantes da Vila Aliança tentaram invadir a Vila Kennedy.

Do G1, no Rio

O 14º BPM (Bangu) confirmou que três pessoas ficaram feridas por bala perdida durante uma tentativa de invasão de traficantes da Favela Vila Aliança na comunidade de Vila Kennedy, em Bangu, na Zona Oeste, na madrugada deste domingo (1º).

Segundo a polícia, os feridos, que a princípio seriam moradores da Vila Kennedy, foram levados para o Hospital estadual Albert Schweitzer, em Realengo, também Zona Oeste. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

A tentativa de invasão

Por volta das 4h, traficantes da Favela Vila Aliança tentaram invadir a comunidade de Vila Kennedy. Houve troca de tiros entre as facções rivais, mas com a chegada da polícia, o tiroteio cessou.

A polícia informou que várias viaturas estão no local para impedir que novos confrontos aconteçam. A situação é tranquila nesta manhã.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Especialistas se dividem sobre estratégias de segurança para 2016

Pesquisador da UFF afirma que UPPs são 'lorotas'.
Para sociólogo, polícia tem que ocupar 60% das favelas até 2016.

Carolina Lauriano Do G1, no Rio

Foto: Agência O Globo/Fabiano Rocha

Para especialistas, a imagem do helicóptero abatido por traficantes não chega a prejudicar a cidade (Foto: Agência O Globo/Fabiano Rocha)

Com a visita de uma equipe do Comitê Olímpico Internacional (COI) ao Rio de janeiro no sábado (31), os preparativos da cidade para receber as Olimpíadas de 2016 começam a virar realidade. "Nessa reunião, sugeriram muita tranquilidade e muito esforço no planejamento. Acabou a emoção e agora é pé no chão para que a gente possa realizar os jogos", disse o prefeito Eduardo Paes sobre o encontro.

Entretanto, especialistas em segurança acreditam que o Rio terá um grande desafio para combater a violência, tanto para a Copa em 2014 quanto para os Jogos Olímpicos. Eles se dividem em relação às estratégias a serem adotadas, mas concordam que o episódio do dia 17 de outubro, quando um helicóptero da PM foi abatido por traficantes, não prejudica tanto a imagem cidade.

Para o sociólogo José Augusto Rodrigues, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto a imprensa internacional já estavam cientes, quando acompanharam o Rio durante a campanha para a sede das Olimpíadas, sobre eventuais brigas entre as facções armadas na cidade.

“Essa informação já existia, não chegou a ser uma novidade. Evidente que um helicóptero das forças da ordem, abatido por uma arma de grosso calibre durante uma operação policial, sempre causa um arranhão na imagem da cidade. Mas o abate do helicóptero é que é o centro de gravidade para os outros países”.

O antropólogo Lênin Pires, pesquisador do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (Nufep/UFF), concorda que o episódio da derrubada do helicóptero teve mais um efeito simbólico.

“Não é primeira vez que matam policiais. Isso aconteceu outras vezes e em situações espetaculares, com incêndios de ônibus e grupos armados. Só a derrubada do helicóptero é inédita. Daqui até 2016, policiais vão perder a vida, assim como pessoas do crime ou inocentes, infelizmente.

O COI não vai repensar sua estratégia por conta disso”, disse, acrescentando que a única mudança que isso pode refletir nos planos das Olimpíadas é o destino dos recursos que serão mobilizados.

UPPs

O ponto de discórdia entre os estudiosos está em uma iniciativa recente do governo do estado: a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que hoje ocupa cinco favelas da cidade (Chapéu Mangueira, Babilônia e Dona Marta, na Zona Sul; Batam e Cidade de Deus, na Zona Oeste).

Segundo o sociólogo José Augusto Rodrigues, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a estratégia da UPP é uma boa saída.

“O ideal é que até as Olimpíadas pelo menos 60% das comunidades do Rio estejam sob alguma forma de controle da polícia”, estimou Rodrigues, que alerta para a necessidade de verba e de aumento de efetivo para que esse projeto seja implementado até os jogos.

Já o antropólogo da UFF acredita que a medida é marketing da polícia: “Essa ideia de pacificação é como a música do Rappa, que diz ‘paz sem voz não é voz, é medo’. Como você diz que há pacificação se tem ocupação da polícia? A ideia da polícia distribuindo flores e brinquedo nas favelas é lorota. Isso é propaganda que vai render votos”, afirma Pires.

Uma das grandes preocupações é com os traficantes que são expulsos dessas comunidades ocupadas pela polícia e que acabam migrando para outros morros, como aconteceu no dia 17 de outubro.

“Se sabíamos que isso ia acontecer, onde está o serviço de inteligência da polícia?”, questiona o antropólogo.

Reformulação na polícia

Para o cientista político e ex-secretário Nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares, a polícia carioca precisa ser reformulada:

“Eu acho que nós vamos ter um grande desafio, mas também uma oportunidade de promover as reformas mais profundas que estão sendo sempre adiadas. Nós vamos ter que refundar as polícias do Rio, a Polícia Civil e a Polícia Militar, em um novo padrão de integração entre elas, com novo padrão salarial e com nova articulação entre as polícias e a sociedade, um novo padrão de relacionamento”, disse Soares.

O acesso dos traficantes às armas de guerra é um dos principais problemas que os estudiosos acreditam que deve ser combatido com urgência. “Combater o tráfico de armas é uma responsabilidade do governo federal”, disse Rodrigues.

Para o pesquisador Lênin Pires o episódio do dia 17 de outubro é “uma oportunidade para se pensar como essas armas entram e por que essas pessoas ficaram soltas, o que esta por trás disso”.

G1 > Edição Rio de Janeiro

sábado, 31 de outubro de 2009

Mulher é baleada dentro de carro ao passar por falsa blitz na Zona Norte

Criminosos atiraram sete vezes contra o carro da vítima. Dois tiros atingiram os braços e o ombro da motorista. Uma senhora de 76 anos estava no banco carona e conseguiu sair ilesa

POR CHARLES RODRIGUES, RIO DE JANEIRO

Rio- Uma festa em família quase termina em tragédia para a dona de casa Rosângela Francesca Ciancio Menezes, de 48 anos. Rosângela foi baleada ao passar por uma falsa blitz, no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio, no fim da noite de sexta-feira.

Foto: Reprodução do site 'Daily Mail'

Bandidos dispararam sete tiros contra o carro da dona de casa, que estava acompanhada da tia de 76 anos. Foto: Osvaldo Prado / Agência O Dia

O carro da vítima, um Corsa, foi atingido por sete disparos de pistola, segundo a perícia. Dois tiros atingiram os braços e o ombro de Rosângela. De acordo com familiares, ela retornava do aniversário de uma cunhada,  em Quintino, e seguia para o Méier, onde deixaria uma tia em casa.

O carro da dona de casa foi abordado por cerca de seis criminosos, quando ela passava na esquina das Ruas Daniel Carneiro com Monsenhor Jerônimo. Testemunhas disseram que os bandidos estavam em dois veículos, um Gol e um Bora.

A tia da vítima, a idosa Amélia Gentile Tarcitano, de 76 anos, estava no banco carona do carro , mas não foi atingida pelos disparos.

Segundo policiais do 3º BPM (Méier), há indícios de que os mesmos criminosos tenham praticado, algumas horas antes, um roubo de carro, em Cascadura. Após o incidente, foi realizado um cerco pela região, mas os bandidos não foram encontrados. O caso foi registrado na 26ª DP (Todos os santos).

Mesmo baleada, a dona de casa conseguiu dirigir o carro por cerca de 200 metros          

Mesmo baleada, Rosângela ainda conseguiu dirigir o carro e parar em um posto de gasolina, a cerca de 200 metros de distância. Ela estacionou o veículo no pátio do posto,  na Avenida Amaro Cavalcanti, onde pediu socorro.

Quatro estudantes, que passavam pelo local, retiraram a dona de casa do carro e fizeram os primeiros socorros. Um homem que abastecia o carro levou a dona de casa e a idosa para o Hospital Salgado Filho, no Méier.

Casada e mãe de dois filhos, Rosângela passará por uma cirurgia nos braços, na manhã deste sábado. Em estado de choque, a idosa também foi internada. Segundo os médicos, elas não correm risco de vida.

"Estamos vivendo um período de completo descontrole no Rio de Janeiro. A violência tomou conta das ruas. Estamos todos com medo. Até os policiais têm medo de sair às ruas", disse o tio da vítima, Humberto Cairo, 68, que é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Méier.   

O DIA ONLINE - RIO

Assaltante já teria matado policiais

Bandido que foi flagrado por equipe de ‘O DIA’ fazendo arrastão na Via Dutra foi identificado e é suspeito de atirar em PM e inspetor

Rio - A polícia identificou o bandido armado com uma pistola, flagrado por O DIA durante assalto a três motoristas na Rodovia Presidente Dutra, altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, quarta-feira à noite. George Rodrigues de Carvalho, o Cajá, de 25 anos, é suspeito ainda de ter assassinado um policial militar na Rodovia Washington Luiz, há dois meses, e um policial civil, há 12 dias, na Linha Vermelha.

De acordo com policiais da 38ª DP (Brás de Pina) e do 16º BPM (Olaria), que já investigam o bandido, Cajá pertence ao bando da Favela de Furquim Mendes, no Jardim América, e cumpriu pena de cinco anos por assalto. Atualmente, ele responde por receptação de mercadoria roubada na área da 22ª DP (Penha).

Segundo os investigadores, há pelos menos seis meses a quadrilha ataca motoristas que passam pela Dutra e outras vias expressas que cortam a Baixada Fluminense. Cajá estaria envolvido na tentativa de assalto ao inspetor Walker Araújo Tavares, que acabou morto com sete tiros, dia 19, na Linha Vermelha, próximo ao acesso a Duque de Caxias. O policial passava em uma moto BMW quando foi fechado por um Astra prata ocupado por quatro homens armados. Os bandidos perceberem que se tratava de agente da Polícia Civil, dispararam e fugiram sem levar nada.

Um mês antes, o sargento Anderson Correia da Silva, 52 anos, foi executado na Rodovia Washington Luís, nas mesmas circunstâncias. Ele vinha de um evento do Clube de Motos Alligator, em Teresópolis, quando foi abordado pelo bando que fazia arrastão e reconheceu Anderson como PM.

O ataque de quarta-feira ocorreu às 21h50 e durou menos de cinco minutos. Os criminosos estavam em um Astra prata e atravessaram o carro na pista em direção ao Rio. Cinco homens armados com pistolas saíram do veículo e renderam os motoristas de um Kia Sorento preto, um Peugeot preto e um Siena prata. Cajá foi flagrado quando rendia estudante de 21 anos e um amigo, que estavam no Siena. Apavorados, os rapazes saíram com os braços para o alto pedindo para ele não atirar, enquanto Cajá ameaçou disparar várias vezes. Antes de liberar o estudante, ele ainda fez o rapaz entregar a camisa que usava.

O DIA ONLINE - RIO

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Após prender irmã e mulher de traficante, polícia procura por mais 13 suspeitos

Cerca de 200 homens de várias delegacias foram ao Morro do Borel.
Mãe do traficante Robocop morava em apartamento que foi confiscado.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

 

A Polícia Civil informou, na noite desta sexta-feira (30), que ainda procura por 13 suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas no Morro do Borel, na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Pela manhã, dez pessoas foram presas, entre elas a irmã e a esposa do traficante Isaías do Borel, durante Operação Família S/A na comunidade.

Cerca de 200 policiais civis, com apoio de dois helicópteros, participaram da operação contra um esquema de lavagem de dinheiro de integrantes do tráfico de drogas. A ação visava cumprir 36 mandados de prisão e outros de busca e apreensão no Morro do Borel. Segundo a polícia, do total, 26 foram cumpridos nesta sexta.

“Esse tipo de medida vai gerar o efeito que nós queremos. É que vai gerar o efeito da perda financeira que essas pessoas vão passar a ter", disse o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

A polícia ainda procura por 13 suspeitos, entre eles Moisés Timóteo Lisboa, apontado como chefe do tráfico do Morro do Borel. Segundo a polícia, ele assumiu o ponto de venda de drogas da comunidade após a prisão de Isaías do Borel, que cumpre pena num presídio de segurança máxima. De acordo com as investigações, mesmo preso há 17 anos, Isaías ainda dava ordens à quadrilha.

Segundo o delegado Ronaldo Oliveira, do Departamento de Polícia da Capital, um apartamento foi confiscado na operação. Foram apreendidos documentos e três carros.

A operação

Ao todo, foram expedidos 36 mandados de prisão, sendo que 13 pessoas já estavam presas. Logo no início da operação, policiais confiscaram uma apartamento na Rua Conde de Bonfim, onde estava morando a mãe do traficante Robocop, que seria parente do traficante Isaías do Borel, preso desde 2007, e que cumpre pena no presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná.

O detido, segundo a polícia, é o motorista da família de Isaías. Entre os presos estão ainda a mulher e uma irmã do traficante. Não houve troca de tiros na chegada da polícia no Morro do Borel.

Em outro endereço, os agentes prenderam Sílvia Rosário Rodrigues, mulher de Isaías, que, de acordo com as investigações, é o contato entre os presos e os integrantes do bando que atua do lado de fora. As ordens seriam passadas durante as visitas.

G1 > Edição Rio de Janeiro

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Morre agente penitenciário baleado na Tijuca

Ele teria reagido à 'saidinha de banco'.
Idoso e outra vítima também foram baleados.

Do G1, no Rio

Morreu no fim da tarde desta quinta-feira (29) o agente penitenciário baleado numa tentativa de assalto na Tijuca, Zona Norte do Rio. Um idoso também foi baleado e continua internado no Hospital Marcilio Dias.

A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) confirmou a informação com o hospital Santa Terezinha, onde ele estava internado. Segundo a família da vítima, o agente foi atingido no peito, no braço e na cintura.

De acordo com informações do 6º BPM (Tijuca), o agente do Desipe teria reagido a uma 'saidinha de banco' (quando uma vítima é assaltada ao sair de uma agência bancária). Ele e o idoso foram baleados durante uma troca de tiros. 

Uma terceira pessoa também teria sido baleada, mas a informação não é confirmada pela Polícia Militar.  

G1 > Edição Rio de Janeiro

PMs do caso AfroReggae serão indiciados por latrocínio

Policiais foram chamados para tentar reconhecer segundo preso.
Os dois suspeitos presos também serão indiciados pelo mesmo crime.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

Os policiais militares presos preventivamente sob suspeita de omissão de socorro ao coordenador do AfroReggae Evandro João da Silva vão responder à Justiça Militar pelo crime de latrocínio. Evandro foi morto no dia 18 de outubro, na Rua do Carmo, Centro do Rio.

Imagens mostram os dois PMs passando pelo local do crime pouco depois do disparo que matou Evandro ser feito. Em seguida, os dois aparecem guardando a jaqueta e os tênis roubados de Evandro.

Além da libertação dos assaltantes, o capitão Dennys Bizarro e o cabo Marcos Oliveira Sales também serão investigados por terem ficado com os pertences roubados e por uma possível omissão de socorro.

O delegado da 1ª DP (Praça Mauá), Luis Duarte, disse que a Justiça Militar pode ainda denunciar o cabo Marcelo por falsa comunicação de crime, porque, supostamente teria feito um retrato falado de Reginaldo da Silva, um dos presos pelo crime, bem diferente da realidade.

Reconhecimento

No início da tarde desta quinta (29), o preso Reginaldo foi reconhecido pelos PMs como um dos homens que eles abordaram na noite do crime. Na quarta, os policiais já haviam reconhecido o outro suspeito preso, Rui Mário, o Romarinho. Em depoimento, os PMs alegaram que liberaram Rui porque ele parecia apenas um morador de rua.

Rui já estava preso desde segunda-feira (26). Reginaldo foi preso na quarta (28), em Itaguaí, Região Metropolitana. O depoimento dos dois é incoerente na questão de quem seria o autor do disparo que matou Evandro. Um acusa o outro.

Segundo a policia, serão feitas novas perícias que podem esclarecer quem atirou. Mas independente do resultado, os dois serão indiciados por latrocínio.

“Desde o momento que os dois estejam de comum acordo para praticar o latrocínio, independente de quem atirou, os dois vão responder pelas penas de 20 a 30 anos, que é o crime de latrocínio”, informou José Luis Duarte.

Além da divergência sobre a autoria do disparo, os suspeitos deram depoimentos diferentes sobre outro ponto. Na terça-feira (27), Rui Mário disse que na madrugada do crime, os policiais pegaram da mão dele os pertences de Evandro.

Na quarta (28), Reginaldo declarou que ele é que jogou no chão a jaqueta e os tênis e que por isso foi liberado pelos policiais.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Conheça o layout e os recursos do novo Orkut

Rede de relacionamentos mais importante do Brasil fica com jeito de Facebook

POR RENATO COZTA, RIO DE JANEIRO

Rio - Parece que ascensão do microblogging Twitter e o crescimento do Facebook, influenciaram as mudanças que foram anunciadas para o orkut na manhã desta quinta-feira (27), em São Paulo pelo Google. As páginas da rede de relacionamento mais influente no Brasil passaram por uma reformulação no layout e ficaram mais limpas. Além disso, os usuários ganharam novos recursos para se comunicar com seus amigos.

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Layout já com as mudanças. Crédito: divulgação

A primeira grande mudança está na diminuição do número de páginas usadas para interagir com os seus contatos. Agora, funções como comentários,  bate-papo,  visualização de vídeos e pesquisa nas listas de amigos e comunidades serão concentradas em apenas em uma página. O código usado pelo Orkut foi reescrito para diminuir o consumo da máquina do usuário e dos servidores do Google. Além disso, a rede de relacionamentos não vai funcionar mais no Internet Explorer 6.

>> FOTOGALERIA: Veja as fotos da nova interface

Na página inicial do serviço ganhou o recurso 'contar algo para os seus amigos', na qual você pode escrever uma frase que fica visível para quem está na sua lista.  Um pouco mais abaixo, será possível ver e comentar as atualizações enviadas por seus contatos, sejam fotos vídeos ou textos. A nova função é bem parecida com que já existe no Facebook, provando que a rede de relacionamento do Google está absorvendo algumas funcionalidades da concorrência.

Com a nova interface, as fotos da comunidades e dos contatos ficaram um pouco maiores, facilitando a visualização. A cor dos perfis pode ser trocada  e na seção 'sobre mim' o usuário vai poder colocar um vídeo ou aplicativos Open Social. O função 'indicar amigos', que já existia, ganhou mais visibilidade para que os internautas possam sugerir novos seus perfis para os seus amigos.

Para conhecer o novo orkut, os usuários receberam um convite, como era feito logo quando o serviço foi criado. Se quiser saber se alguns de seus contatos já tem acesso às mudanças, basta procurar o ícone  ao lado do nome dele.

O DIA ONLINE

Polícia Civil estoura paiol do tráfico na Favela de Acari

Armas, munições, fardas e outros materiais pertenceriam ao traficante conhecido como Praxedes

POR BARTOLOMEU BRITO, RIO DE JANEIRO

Rio - Em operação na Favela de Acari, na Zona Norte do Rio, 50 agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) estouraram, nesta quinta-feira, um paiol do traficante conhecido como Praxedes.

Foto: Fábio Gonçalves / Agência O dia

Material apreendido pela polícia Civil na Favela de Acari | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

Os policiais foram à favela para checar uma denúncia de que o paiol de armas estaria localizado no terreno de uma antiga fábrica da Parmalat. Sem tiroteio, os agentes apreenderam quatro fuzis, duas submetralhadoras, um lança rojões, 15 granadas, cinco pistolas, nove caixas de fogos de artifício, 15 pares de botas pretas usadas por policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), dezenas de coletes pretos, cintos usados em fardas da PM, cinco rádios transmissores, vários carregadores para diversos calibres, cinco mil munições, fardamento preto completo, além de um casaco camuflado do Exército Brasileiro e gandolas (correias usadas para pendurar fuzis ao corpo).
Ninguém ficou ferido. Três homens foram detidos para averiguação.

O DIA ONLINE - RIO

Primeira mulher à frente do 4º BPM, coronel Solange é exonerada

Troca de comando

A tenente-coronel Solange Helena do Nascimento Vieira, comandante do 4º BPM, foi transferida para a subdiretoria da Diretoria Geral de Saúde da corporação. Lá, ela trabalhará com o coronel James Strougo. Primeira mulher no comando do 4º BPM, a oficial passou apenas três meses no posto. O fato foi noticiado, esta manhã, pelo "Quero Notícia", no Twitter.

Solange afirma que, como boa soldado, não questiona a ordem, apenas a cumpre. Entre os trabalhos desenvolvidos por ela, estão a assistência social à comunidade, em parceria com a Promotoria da Infância e da Juventude, conselhos tutelares e outros órgãos. Solange acredita na continuidade desta integração.

A tenente-coronel Solange passará o comando do 4º BPM a seu sucessor no próximo dia 4. Foto: Marco Antônio Cavalcanti / Agência O Globo

— O tempo foi curto parta implantar todas as mudanças necessárias, mas Deus tem propósito para tudo e eu, como serva Dele, cumpro — diz ela.
A troca do comando deverá ser feita no dia 4 de novembro, às 10h. Assumirá o tenente-coronel Weber Guttemberg Collyer. O tenente-coronel havia sido afastado, em junho deste ano, do comando do Regimento de Polícia Montada (RPMont), após a divulgação de um documento confidencial, assinado pelo então chefe do 2 º Comando de Policiamento de Área (CPA), coronel Paulo Cesar Lopes, dizendo que a atuação de Weber no combate às milícias na região era "ineficiente".

O porta-voz da PM, capitão Ivan Blaz, confirmou a exoneração, mas não deu outros detalhes sobre a medida.

Caso de Polícia - Extra Online

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Advogado diz que PMs não pegaram pertences do coordenador do AfroReggae

Eles teriam abordado suspeitos, mas acharam que eram moradores de rua.
Um suspeito, preso na segunda (26), prestou depoimento nesta terça (27).

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

O advogado José Haroldo dos Anjos, que representa o capitão Dênis Bizarro, negou nesta terça-feira (27) que os policiais tenham ficado com o tênis e o casaco do coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva, após o crime.

Evandro foi morto no último dia 18 no Centro do Rio.
De acordo com o advogado, os suspeitos, conhecidos como "Romarinho" e "Renge", não estavam com os pertences da vítima quando foram abordados pelos policiais. Os dois foram liberados após afirmarem que eram moradores de rua.

O advogado ressaltou ainda que os policiais encontraram o tênis e o casaco a três metros do local onde os suspeitos foram abordados. Em seguida, eles teriam jogado fora os pertences porque pensaram que eram dos supostos moradores de rua. 

Avisados do crime

José Haroldo dos Anjos disse ainda que, ao serem informados de que uma pessoa havia sido baleada, eles retornaram ao local mas não conseguiram localizar a vítima.

Os policiais já haviam informado que não viram a vítima durante buscas realizadas na região.

O advogado ressaltou ainda que vai arrolar como testemunhas o coordenador do AfroReggae, José Júnior, assim como o suspeito preso na segunda.

Suspeito admite crime

O suspeito de matar o coordenador do AfroReggae admitiu, em depoimento prestado nesta terça-feira que participou do crime, mas não foi responsável pelo disparo.

No depoimento, o suspeito admitiu ter sido o primeiro a abordar a vítima, mas disse que o disparo foi feito pelo cúmplice, que ainda está foragido.

O suspeito também contou que entregou a jaqueta roubada nas mãos de um policial e que a arma do crime foi jogada em uma lixeira.

A polícia já convocou os dois PMs que abordaram os assaltantes depois do crime para fazer o reconhecimento do preso.  

Prisão do suspeito

O suspeito foi preso na noite de segunda-feira (26). Em nota oficial, a PM informou que o homem, identificado apenas como Rui Mário, conhecido como “Romarinho”, foi localizado por uma equipe do Serviço de Inteligência da corporação, próximo ao local do crime. Ele foi levado para a 1ª DP (Praça Mauá), onde o caso está sendo investigado.

A Polícia agora concentra as buscas no segundo suspeito que teria participado do crime, como mostram as imagens das câmeras de segurança. O retrato falado dele já foi divulgado.

O assalto

O assalto aconteceu na madrugada do dia 18, na Rua do Carmo, no Centro do Rio. Imagens feitas por câmeras de segurança registraram a ação dos criminosos. Na última sexta-feira (23), a juíza Yedda Christina Ching-San Filizzola Assunção, da Auditoria da Justiça Militar do Rio decretou a prisão preventiva de dois PMs acusados de ter omitido socorro à vítima.

O capitão Dênis Bizarro e o cabo Marcos Salles foram levados para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, no subúrbio, onde devem ficar por pelo menos 25 dias. De acordo com a polícia, eles são acusados, ainda, de ficar com a jaqueta e o tênis roubados da vítima e de permitir a fuga dos assaltantes.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Polícia encontra 10 kg de crack em Manguinhos

Droga foi encontrada em tabletes.
Apreensão ocorreu em uma casa abandonada na entrada da favela.

Do G1, no Rio

A Polícia Civil apreendeu nesta terça-feira (27) dez quilos de crack em Manguinhos, no subúrbio do Rio. Segundo a Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), a droga estava em tabletes. O total apreendido daria para produzir cerca de 50 mil pedras da droga, de acordo com a polícia. 

O delegado Marcus Vinicius, titular da delegacia, informou que os tabletes foram encontrados em uma casa na entrada da comunidade. Quatro equipes da delegacia foram até o local. Quando as equipes chegaram, houve uma rápida troca de tiros, que, segundo ele, não comprometeu a ação policial.

De acordo com Marcus, a delegacia chegou até o local depois de um trabalho de investigação da delegacia. Ninguém foi preso.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Jornal francês chama polícia do Rio de "criminosa"

O Le Monde lembra a morte do líder do AfroReggae, que teve o tênis roubado por policiais

Do R7

O jornal francês Le Monde fez duras críticas nesta terça-feira (27) à Polícia Militar do Rio de Janeiro. Num artigo com o título "No Rio de Janeiro, uma polícia com comportamento criminoso", o jornal destacou o episódio que envolveu o assassinato do coordenador do grupo AfroReggae, Evandro João da Silva, e o roubo de sua jaqueta e seu tênis por policiais no último dia 18.

Para o jornal francês, o caso é um sinal da "gangrena" sofrida pela polícia do Rio. O artigo diz ainda que a corporação é  "frequentemente corrompida e brutal" e "goza de má reputação".

le monde

"O caso é ainda mais comovente porque a vítima, nascida em um favela do norte do Rio e respeitada por sua coragem e obstinação, havia se tornado um 'mediador de conflitos', principalmente entre as gangues de narcotraficantes", afirmou o jornal.

O Le Monde lembra que o trabalho de Silva era o de "tentar converter os mais jovens a uma cultura de paz".

"O caso chama atenção pela gangrena que ronda a instituição (da Polícia Militar): nos últimos dois anos, mais de 1.700 policiais foram excluídos da corporação."

r7.com

Preso por envolvimento na morte de coordenador tem ficha extensa

Marcos Nunes 

afroreggae

Romarinho (ao centro, de camisa listrada), chega à delegacia. Foto: Fernando Quevedo / O Globo

O delegado José Luís Duarte, titular da 1ª DP (Praça Mauá), deu há pouco detalhes sobre o histórico de Rui Mário Maurício de Macedo, o Romarinho — preso ontem sob a acusação de participar do assalto que terminou com a morte de Evandro João Silva, coordenador do grupo AfroReggae.

Segundo o delegado, Romarinho é catador de papel, morador de rua, casado, tem uma filha, estudou até a 5ª série (atual 6º ano) do ensino fundamental e tem uma ficha criminal extensa: já teve passagens por porte ilegal de arma, tráfico de drogas, furto, corrupção de menores e porte de drogas.

Romarinho, preso ontem à noite na Zona Portuária, está com a prisão temporária de 30 dias decretada. Segundo policiais, ele teria confessado o crime no trajeto entre a Rua do Carmo, onde foi preso, e a delegacia.

De acordo com Duarte, o acusado contou que, na noite do crime, Evandro passava pela calçada da Rua do Carmo. O comparsa do preso — que seria guardador de carros na Lapa — ficou escondido na banca de jornais enquanto Romarinho, desarmado, anunciava o assalto.

Evandro reagiu, o comparsa entrou na luta e deu o tiro. Nesta segunda-feira, Romarinho voltou ao local do crime para encontrar uma namorada e acabou preso. Nesta terça-feira, os policiais foram à casa do Romarinho pegar as roupas que ele usava no dia do crime.

O produto do roubo — a jaqueta e o tênis usados por Evandro e pegos pelos policiais — segundo o delegado, os PMs jogaram fora.

Caso de Polícia - Extra Online

Bandido preso confirma a morte de Cagado

Camilo Coelho

Um ladrão de residencias preso na última sexta-feira pela Polícia Militar confirmou na tarde desta segunda, em depoimento informal na Delegacia de Roubo e Furtos (DRF), a morte do traficante José Ricardo Ribeiro Rosa, o Cagado, no último sábado, como antecipou o blog Casos de Polícia e Segurança (Clique para ler).

Segundo os policiais civis, Paulo Roberto da Silva Taveira, conhecido como Cara Preta, é do Morro da Serrinha, mas integra a quadrilha de Cagado e costuma frequentar a Favela da Rocinha.

Ele teria confirmado que a ordem foi dada pelo traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e disse que o chefe do tráfico na maior favela da Zona Sul já estaria insatisfeito com Cagado há alguns meses. Cara Preta será apresentado nesta terça-feira, às 11h, na DRF. Ele foi reconhecido no roubo de um apartamento em Ipanema, que estava sendo investigado pela delegacia.

A Polícia Militar informou no domingo que recebeu informações sobre a morte de Cagado, mas que elas não foram confirmadas porque não localizaram o corpo. Segundo os moradores, três bandidos teriam sido baleados e morreram na madrugada de sábado, às 3h, perto da quadra da Favela do Vidigal. Entre os mortos estaria Cagado, que é apontado pela polícia como um dos maiores ladrões da Zona Sul.

Caso de Polícia - Extra Online

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Polícia apreende mais de 6 mil pedras de crack em Realengo

Droga foi encontrada durante operação na Favela 77.
Segundo a polícia, um homem foi preso.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

 

Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense apreenderam 6.656 pedras de crack durante operação nesta segunda-feira (26), na Favela 77, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A droga estava escondida dentro de uma casa. Segundo a Polícia Civil, houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido.

O delegado Ricardo de Souza, titular da especializada, contou que a operação policial visava prender traficantes que estariam vendendo drogas para comunidades da Baixada Fluminense. Um homem, identificado como Carlos Alberto de Melo, foi preso sob suspeita de envolvimento com o tráfico.

Além das pedras de crack, a polícia encontrou papelotes de cocaína e anotações com a contabilidade da venda de drogas. O material apreendido e o preso foram levados para a sede da Delegacia de Homicídios, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

G1 > Edição Rio de Janeiro

domingo, 25 de outubro de 2009

Preso traficante suspeito de comandar invasão do Morro dos Macacos

Binho da Matriz tentou subornar policiais para fugir da prisão

Rio - Binho da Matriz, um dos principais traficantes do Morro da Matriz e suspeito de estar à frente da invasão do Morro dos Macacos, foi preso neste domingo.

Policiais do 3°Batalhao (Méier) prenderam o criminoso, que estava passando de moto na rua  Marechal Rondon, uma das imediações do Morro da Matriz, e apreenderam com ele uma munição 9 mm.

O traficante, que já cumpriu pena por tárfico de drogas, foi levado para a 23ª DP.

Segundo o comissário Jaime da Silva, Binho da Matriz ainda tentou subornar os policias para evitar a prisão.

A guerra no Rio

No último sábado, bandidos do Morro de São João tentaram invadir o Morro dos Macacos para tentar tomar os pontos de venda de drogas da comunidade. Houve intenso tiroteio durante toda a madrugada. Moradores ficaram apavorados com a guerra. A Polícia Militar estava no entorno da favela, em Vila Isabel, Zona Norte da cidade.

Pela manhã, a PM interveio e foi para cima do confronto. Os criminosos atiraram contra um helicóptero da Polícia Militar e conseguiram derrubá-lo. Três militares morreram na queda da aeronave.

O piloto, considerado um herói, conseguiu escapar. No Jacarezinho e na Mangueira, traficantes atearam fogo em oito ônibus. De acordo com o último balanço da Polícia Militar, 36 pessoas já morreram em eventos relacionados à guerra do tráfico desde o último fim de semana.

O DIA ONLINE - RIO

Piloto do helicóptero da PM refaz trajeto sobre Morro dos Macacos

Capitão Vaz conta que missão era resgate de policiais encurralados.
Segundo ele, aeronave teria sido atingida por mais de oito tiros.

Do G1, no Rio, com informações do Fantástico

 

Uma semana depois de conseguir pousar um helicóptero em chamas depois de confronto armado no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, o piloto Marcelo Vaz refez o trajeto da aeronave e lembrou em detalhes a operação, que acabou com três policiais, companheiros de tripulação, mortos.
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Na manhã de sábado (17), os helicópteros Fênix 2 e 3, da Polícia Militar, saíram para dar apoio aos policiais cercados por traficantes na favela. Na noite anterior e durante a madrugada, segundo a polícia, mais de cem bandidos do morro São João tinham invadido o morro dos Macacos para tomar os pontos de tráfico. Os policiais encontraram fogo pesado em todas as frentes.

“Quando estávamos subindo também encontramos ali cerca de 30 a 40 bandidos que estavam descendo já da comunidade para uma fuga”, relembra o capitão, que chegou a resgatar dois policiais feridos e estava voltando para dar reforço à operação quando o helicóptero foi atingido.

“Estávamos contornando a pedra. Era o momento em que eu tinha decisão de sair, só que infelizmente eu já saí alvejado”, conta Marcelo Vaz.

Helicóptero teria levado mais de 8 tiros, diz piloto

De acordo com ele, toda a tripulação sentiu o impacto dos tiros na aeronave e é difícil precisar quantas vezes ela foi atingida. “Difícil mensurar, mas acredito que tenha sido de seis a oito tiros ou mais”, diz.

Com o helicóptero em chamas e seis vidas a bordo, ele resume como estava o clima da equipe: “Desesperador”. “Meu copiloto, eu sabia que estava baleado, mas quem estava atrás, a tripulação, eu não sabia quem propriamente estava baleado. Eu ouvia ‘fogo, tô baleado’”, lembra o piloto.

Sangue frio

Para Marcelo, o ato de heroísmo ficou por conta do treinamento que recebeu e o ensinou a manter o sangue frio. “Gritando fogo, gente ferida, o outro helicóptero chamando pelo rádio, como é possível manter o sangue frio?

Eu procurei me desligar daquilo e levar a máquina para o pouso”, conta o capitão, que fez operações de salvamento nas enchentes de Santa Catarina, ano passado, e, há três semanas, refez o curso de emergência em voo.

Num primeiro momento, conta ele, a ideia era pousar em uma empresa de ônibus próximo ao local. “Só que no caminho esse ponto vislumbrou. Eu falei: é ali que eu vou pousar”, lembra, afirmando que isso deve ter durado apenas cerca de 90 segundos.

Se não tivesse conseguido seria uma tragédia, famílias que não tinham nada a ver com aquele confronto, era um sábado com muita gente em casa. Dormindo ainda, 9 horas da manhã”, diz Marcelo Vaz.

Combustível cortado

De acordo com o piloto, o motor do helicóptero teria sido atingido pelo fogo já próximo ao campo em que pousou. “Estava na final, a minha luz, as luzes se acenderam, foi o momento que cortei o combustível e fui pra autorrotação”, afirma o piloto.

Na autorrotação, o helicóptero conta apenas com o movimento que continua nas pás, para se sustentar. Para controlá-lo o piloto levanta o bico, e vem descendo até ajeitar e pousar.

“Senti calor no pouso, porque em deslocamento a labareda estava para trás.Quando eu fui pousar, redução de velocidade, o fogo veio para frente também.

O Marcelo Mendes, meu copiloto, estava com o macacão pegando fogo nas pernas. Ajudei-o a apagar, falei pra ele retirar o macacão, ele tirou e foi apagar o incêndio do Patrício. Fui com ele, foi nesse momento que queimei a mão.

O cabo Anderson Fernandes estava me chamando para tirá-lo de perto da aeronave. Fui lá e consegui puxá-lo. Ele estava com um tiro na perna”, relembra Marcelo Vaz.

Colegas mortos

O cabo Izo Patrício, socorrido pelo outro helicóptero, não resistiu às queimaduras em 80% do corpo e morreu dois dias depois. Os soldados Edney Canazaro e Marcos Stadler não conseguiram deixar o helicóptero e morreram no local.

“A memória que eu tenho de cada um deles, é uma memória muito agradável: o Patrício era uma pessoa muito brincalhona, familiar; o Canazaro, uma pessoa muito séria, gostava de esportes, amigo. O Standler, uma pessoa muito culta, fala pouco, um cara bem respeitador, íntegro. É isso que eu levo deles”, diz Marcelo Vaz, que fala da memória mais forte do episódio:

“A dor dos familiares. A gente não considera a perda de um policial. A gente considera a perda de um companheiro, um pai de família, um amigo”.

G1 > Edição Rio de Janeiro

Denuncia feita ao Blog PRAÇAS DA PMERJ

Com a palavra um tripulante do GAM:

AMIGO ESSE ASSUNTO DE MACACÃO É MUITO SÉRIO. SOU TRIPULANTE DO GAM E NO INÍCIO TODOS USAVAM MACACÃO. PORÉM OS OFICIAIS POR SEREM PILOTOS E SEREM OFICIAIS, SE ACHARAM NO DIREITO DE SÓ ELES USAREM O MACACÃO E OS PRAÇAS QUE SÃO TRIPULANTES USAREM A FARDA NORMAL DA PM.

TUDO ISSO POR QUE QUERIAM SER DIFERENTES NA IMAGEM, APRESENTAÇÃO. E ESQUECERAM DA SEGURANÇA DOS COMPANHEIROS NO CASO DOS COLEGAS FALECIDOS.

NA MARINHA DO BRASIL TODA A TRIPULAÇÃO É OBRIGADA A USAR O MACACÃO. TODA INDEPENDENTE DE HIERARQUIA, SEJA OFICIAL OU PRAÇA. ATIVIDADE AÉREA É COISA SÉRIA. ELES TEM QUE PARAR COM ESSA FALTA DE PROFISSIONALISMO E DAREM O TRATAMENTO AOS PRAÇAS IGUAL AO DELES.

PELO MENOS NA ATIVIDADE AÉREA, E DEIXAR DE LADO O FOLCLORE DA HIERARQUIA E LEMBRAR QUE NADA MAIS É QUE UM TRIPULANTE DE UMA AERONAVE. DEUS ESTEJA COM NOSSOS COLEGAS QUE SE FORAM, E QUE AINDA IRÃO POR CAUSA DE OFICIAIS COM ESSES PENSAMENTOS

Mário Sérgio fala sobre as dificuldades da polícia

Camilo Coelho – Extra Online

Em entrevista ao reporte Camilo Coelho do Extra Online o Cel Mário Sérgio falou sobre os ultimos acontecimentos.

Para superar o momento difícil, só mesmo muito trabalho. É exatamente isso que o comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, está fazendo.

Desde sábado, o coronel passa 20h do dia trabalhando. Sobram apenas 4h para descansar. O dia começa cedo, às 7h30m, e as últimas ligações se encerram apenas às 3h30m.

Em uma entrevista exclusiva concedida ao EXTRA na última quarta-feira, Mário Sérgio seguiu a linha adotada pelo secretario de Segurança, José Mariano Beltrame, criticou muito a participação da União no combate ao crime organizado, pediu mudanças na lei, como o fim de benefícios para traficantes que forem presos utilizando fuzis, e também classificou o último sábado como o 11 de setembro do Rio.

Procurado na sexta-feira para falar sobre o envolvimento de policiais no caso da morte do coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva, e a exoneração do relações públicas da corporação, o coronel disse, através da assessoria de imprensa, que estava sem tempo.

Como o senhor analisa o que está acontecendo desde sábado?

Eu concordo plenamente quando o secretario de Segurança diz que esse evento, de certa forma, acaba nos remetendo ao 11 de setembro. Até hoje nós não tínhamos tido uma ação do narcotráfico que tivesse causado um impacto tão violento na sociedade. As ações do narcotráfico no enfrentamento com as forças policiais, que muitas vezes causam baixas nos nossos homens e em pessoas inocentes, ainda não havia despertado a sociedade para o fato de que essas forças, que vem se dedicando ao comércio das drogas, do enfrentamento entre si e do enfrentamento das forças policiais, exercem todo o tipo de despotismo possível e submissão das populações nas áreas onde elas se estabeleceram. Mas dessa vez a população do Rio, de todo o Brasil, a mídia, os formadores de opinião, todos puderam ver com clareza que os criminosos não respeitam nenhum tipo de regra. Eles foram capazes de atirar em uma aeronave que estava sobrevoando casas e escolas. Esse helicóptero poderia ter caído em cima de uma escola, poderia ter causado dezenas de mortes de pessoas inocentes.

Então seria a hora de uma mudança?

Acho que esse é um fato que deve definitivamente trazer para as discussões questões o que há muito tempo nós estamos falando. Da necessidade de um endurecimento da lei quanto aos criminosos. Não podemos conceber que traficantes que portam fuzis possam ser beneficiados com a progressão da pena. São armas de guerra que eles importam para enfrentamento dos seus inimigos de facção, mas, principalmente, das forças policiais, para atacar o estado sem nenhum respeito a qualquer regra. Então, nós temos que discutir essas questões com outros agentes, outros atores, que tenham responsabilidade sobre mudanças na legislação, para entender que não dá para ser assim. Não é possível considerar um criminoso que tira a vida de policiais, que tira a vida de pessoas inocentes, como destinatário dos benefícios da lei. É preciso endurecer isso. Ele não pode ter o mesmo direito de visita íntima que tenha um outro criminoso, aquele que cometeu crimes que qualquer outro ser humano poderia cometer, crimes muitas vezes levados pelas emoções. Esses não, eles são frios na maldade, eles são perspicazes em tudo, na submissão do outro, das populações, eles estão imersos em uma ideologia de ódio, uma subcultura de ódio, nessa identidade coletiva que faz com que eles se unam em lugares diferentes para atacar os seus ou apenas amedrontar a população, como eles fizeram agora, amedrontando a população do morro São João.

Aconteceram mesmo as ameaças de traficante na madrugada de terça-feira?

Eles não estavam nem amedrontando o traficante inimigo, mas sim a população, fazendo as pessoas descerem apavoradas. A sociedade precisa acordar para o mau que é o narcotráfico, a sociedade precisa acordar para o fato de que o narcotraficante está imerso em uma subcultura em que se destaca a ideologia de facção, essa identidade abstrata, mas plasmada no ódio, na destruição. Isso tudo tem que ser discutido, é preciso se desfraudar bandeiras, pedidos de paz, mas para cobrar do poder legislativo, no mais alto nível da nação, uma mudança na legislação.

O senhor fala então de mudar as leis em Brasília, é isso?

A população quer e os políticos que não entenderem isso vão acabar perdendo seu espaço. Não se trata de revanche ou vingança, mas de despertamento enquanto é tempo. Os órgão de segurança do Rio vêm realizando um trabalho brilhante, o problema é que estamos fazendo isso sozinhos. Temos feito isso trabalhando na ponta, mas é preciso interditar a chegada dos problemas. E quem vai interditar a chegada dos problemas é a União. Os problemas que passarem nós cuidamos aqui. Temos a política de redução do delito e do crime de rua, que estamos conseguindo no asfalto. Temos a política de recuperação do território outrora na mão do narcotráfico, com as unidades de polícia pacificadora. Mas a solução tem sido nossa e só.

O que mais precisa mudar?

Está na hora de a União entrar pesado nas fronteiras, mas pesado mesmo, interditando de todas as maneiras possíveis. Está na hora do próprio Governo Federal cobrar mudanças do poder legislativo, mudanças na lei, dizendo que aquele que porta o fuzil não terá progressão na sua pena, não terá direito à visita íntima. Porque esse, ele está disposto a cometer o mau no seu maior grau. Esse é um homem que não se dispõe a recuperação, salvo excessões, mas muito pequenas verdadeiramente. Ele encontrou gozo no mau. Não me incomodo em momento algum de pensar que estou trazendo a questão para um ponto de vista maniqueísta. Nessa hora, é absolutamente fácil identificar bem e mau. O que nós temos é um mau terrível feito pelas facções que se espalharam. Do outro lado estão as forças do Estado e a polícia. Porque a sociedade compreendeu agora, neste 11 de setembro, o inferno que é o problema das drogas e as guerras que ela vem promovendo ao longo desses anos.

Existe esperança de mudança?

Vamos reverter tudo isso, vamos sozinhos ou com a União cumprindo o seu papel, mas nós vamos reverter tudo isso. Já estávamos revertendo, essa foi uma questão muito pontual, em um espaço restrito da cidade, mas emblemática pela queda do helicóptero e a exibição deles de que não estão nem aí. Não se preocuparam se o helicóptero caísse na cabeça de crianças, de velhos, de pessoas inocentes. Eles não estão nem aí se vão amedrontar trabalhadores que estavam chegando em suas casas, obrigando-os a descer o morro e atravessar a rua com carros em alta velocidade. Eles são muito cruéis.

Como foi para o senhor ver aquela imagem do helicóptero caindo em chamas?

Essa é uma imagem que está se repetindo na minha cabeça o tempo inteiro, não consigo parar de pensar. Hoje (quarta-feira) eu estive no GAM (Grupamento Aéreo Marítimo), fui conversar com os policiais. Pensei que encontraria eles de cabeça baixa. Ao contrário, estão com uma moral altíssima, prontos para continuar realizando os seus serviços mais difíceis. Claro que estão muito tristes, com uma profunda dor, carregando uma dor que se transforma em vontade de luta, que se potencializa como uma vontade de luta. Eles não estão de moral baixa, pelo contrário estão motivados para seguir em frente. Alguns inclusive se dispuseram a na folga compor frações a pé para incursionar nos locais onde possamos ter informações da localização de traficantes ligados a essa facção que invadiu.

O que esperar daqui pra frente?

Todo o nosso foco agora é pegar os traficantes do grupo invasor, aqueles que derrubaram o helicóptero. É claro que isso não minimiza, em momento algum, o papel cruel e tiranico das outras facções. Elas também são alvos das nossas ações policiais. Mas neste momento temos que priorizar aqueles que tiveram essa ação tão nefasta e causaram um mau à sociedade tão grande. É uma cena que causa uma dor na sociedade. Nós estamos há muito tempo sangrando e suando nas ruas do Rio, mas nada até hoje foi tão impactante. Vi pessoas abraçando policiais nas ruas, pedindo que a gente vá atrás dos traficantes. Não sei quanto tempo vai demorar, mas é isso que estamos fazendo.

Caso de Polícia - Extra Online

Chefões do tráfico vão para presídio federal

Camilo Coelho – Extra Online

Segurança Máxima

A secretaria de Segurança anunciou na noite desta sexta-feira uma lista com os nomes de 10 traficantes que serão transferidos na manhã de sábado para o presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

A lista foi encaminhada para o Tribunal de Justiça e ao Ministério Público, que aceitaram a transferência. Na lista aparecem nomes como o do traficantes Nei da Conceição Cruz, o Nei Facão, que foi recapturado no começo do mês após deixar o sistema no regime semi-aberto e não retornar.

Também será transferido o traficante Fábio Pinto dos Santos, o Fabinho São João, que é chefe da venda de drogas no Morro do São João, de onde teria partido o disparo que derrubou o helicóptero da Polícia Militar.

Veja a lista:

1) NEI DA CONCEIÇÃO CRUZ (“NEI FACÃO”)
2) CASSIO MONTEIRO DAS NEVES ("CASSIO DA MANGUEIRA")
3) MARCIO SILVA MATOS (“MARCINHO MULETA”)
4) ROBERTO FERREIRA VIEIRA (“ROBERTINHO DO JACARÉ”)
5) JORGE ALEXANDRE CANDIDO MARIA (“SOMBRA”)
6) MARCELO SOARES DE MEDEIROS (“MARCELO PQD”)
7) FÁBIO PINTO DOS SANTOS (“FABINHO SÃO JOÃO”)
8) OCIMAR NUNES ROBERT (“BARBOSINHA”)
9) CLAUDECYR DE OLIVEIRA ("NOQUINHA")
10) EDGAR ALVES ANDRADE (“DOCA”)

Caso de Polícia - Extra Online

Traficantes do RJ chegam a penitenciária federal em Campo Grande

G1 > Edição Rio de Janeiro

Dez suspeitos de comandar guerra de facções foram transferidos.
Presídio está 'à disposição' do RJ, diz diretor do Sistema Penitenciário.

Do G1, em São Paulo

 

Os dez traficantes suspeitos de comandar a guerra de facções em favelas no Rio de Janeiro chegaram à penitenciária federal de Campo Grande por volta das 14h30 deste sábado (24), segundo informações do diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Damásio. Eles ficarão isolados por 20 dias.

Sobe para 41 o número de mortos em confrontos no Rio

Três corpos são encontrados no Morro do Vidigal

A transferência foi autorizada após pedido da Secretaria estadual de Segurança Pública do Rio ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público.

Damásio disse que a penitenciária está "à disposição" do governo do Rio de Janeiro para receber mais detentos, se for necessário. "O Beltrame (secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro) já sabe. Estamos à disposição dele. Temos 37 presos do Rio [na penitenciária de Campo Grande], mas podemos ampliar esse número", afirmou.

As invasões de favelas provocaram guerra entre facções e confrontos com a polícia na última semana. Balanço da Polícia Militar aponta que 39 pessoas foram mortas em confrontos e outras 58 foram presas desde sábado (17), em operações para capturar criminosos envolvidos na invasão ao Morro dos Macacos.

Os presos foram levados em um avião da Polícia Federal que partiu por volta das 11h da base aérea do Galeão, no subúrbio do Rio. O avião pousou em Campo Grande por volta das 13h30 (horário de Brasília). De lá, os traficantes foram levados em comboios ao presídio, que fica a cerca de 12 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul.

Damásio explicou que, de acordo com a legislação, as penitenciárias federais podem abrigar presos por até um ano. No entanto, segundo ele, esse prazo pode ser estendido.

"As penitenciárias federais foram construídas para socorrer os estados quando estão em crise. Não é um local para um preso cumprir 10, 15 anos de pena. (...) [mas] se houver necessidade, o prazo pode ser prorrogado indefinidamente, que é o caso do Fernandinho Beira-Mar", afirma o diretor.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dez presos e dois menores detidos em operação da PM em Duque de Caxias

Criminosos estavam em uma casa, usada como ponto de venda de drogas na Favela Trevo das Missões. No local foram apreendidos grande quantidade de drogas e material para endolação

POR CHARLES RODRIGUES, RIO DE JANEIRO

Rio- Dez homens foram presos e dois menores detidos em uma operação da PM, na Favela das Missões, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação policial ocorreu, durante a madrugada desta sexta-feira, após uma denúncia anônima.

Segundo policais do 15º BPM (Duque de Caxias), os acusados estavam em uma casa, usada como ponto de venda de drogas.

Antes de chegar ao local, os PMs teriam sido recebidos a tiros por um grupos de criminosos, que conseguiram fugir.     
Dentro da residência, foram apreendidos cerca de dois quilos de maconha, diversos sacolés de cocaína, aproximadamente cinco mil embalagens plásticas para cocaína e crack, além de farto material para endolação.

Os presos e o material apreendido foram encaminhados à 62ª DP (Imbariê), onde o caso foi registrado. 

O DIA ONLINE - RIO

Cabo da PM é baleado na cabeça durante confronto armado na Zona Oeste

Suposto traficante morreu após trocar de tiros com a polícia. Criminosos teriam tentado se esconder em conjunto residencial. Área foi cercada pela PM. Moradores temeram serem vítimas de balas perdidas

POR CHARLES RODRIGUES, RIO DE JANEIRO

Rio - O cabo da PM João Marcelo Cardoso Caldeira, de 32 anos, foi baleado na cabeça, durante uma troca de tiros com criminosos, no Conjunto Residencial Cardeal Dom Jaime Câmara, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, no fim da noite de quinta-feira.

Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Carro que estava o policial fica com o vidro destruído | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Acusado de ser o autor do disparo que atingiu o policial, o suposto traficante, identificado pela PM como Douglas Franco Pituba, de 19 anos, o Reggae, morreu, no confronto, com um tiro no peito, após tentar se esconder em um dos prédios do Bloco B, na Rua Arari.

O cabo Caldeira foi levado para o Hospital da Polícia Militar, onde foi operado. O estado de saúde do PM ainda é considerado grave.    

De acordo com comandante do 14º BPM (Bangu), tenente-coronel José Macedo, dois policiais militares faziam o patrulhamento de rotina na região, quando, por volta das 22h, avistaram criminosos armados, na Rua Arari, antiga Rua I, apontada como ponto de venda de drogas e "filial" do tráfico da Favela Vila Vintém, localizada a poucos metros do conjunto residencial.

"Durante a abordagem, houve troca de tiros. Os traficantes se esconderam em um dos prédios. Durante a perseguição, o cabo PM Caldeira foi baleado. Foi solicitado reforço policial. Cerca de 30 policiais cercaram o conjunto residencial. Após uma tentativa de negociação, que durou cerca de 20 minutos, um dos bandidos reagiu. E na troca de tiros, acabou sendo baleado e veio a morrer", disse Macedo, que ordenou o reforço no policiamento da região.

Segundo a polícia, Douglas Pituba é acusado de ser o chefe do tráfico de drogas na região. O suposto traficante, que seria filho de um policial civil, morreu ao dar entrada no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.

Após uma revista no local, os policiais apreenderam uma pistola taurus, 61 sacolés de cocaína e R$143, em espécie, proveniente da venda de drogas.

Os outros criminosos conseguiram fugir. Uma das viaturas da unidade foi alvejada pelos bandidos. O caso foi registrado na 34ª DP (Bangu).

Moradores temeram serem vítimas de balas perdidas

Alguns moradores do Conjunto Residencial Cardeal Dom Jaime Câmara disseram ter ficado no meio do fogo cruzado. Eles teriam se escondido em apartamentos vizinhos, temendo serem alvos de balas perdidas.

"Foi tudo muito rápido. Quando os policiais chegaram, ouvimos o tiroteio. Quem estava na rua, correu para onde podia. Quem estava no Bloco B, onde houve a perseguição, passou por momentos de tensão", contou uma moradora, que preferiu não se identificar.

"Não sabemos quem atirou primeiro. Só deu tempo de entrar em um bar e esperar acabar o tiroteio. Estava chegando da escola", disse um jovem, de 18 anos.

O comandante do 14º BPM , tenente-coronel José Macedo, no entanto, negou que os moradores de tenham ficado reféns, durante a negociação.

O DIA ONLINE - RIO